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Título: Efeito de Bacillus thuringiensis var. kurstaki sobre Podisus nigrispinus Dallas, 1851 (Heteroptera Pentatomidae: Asopinae) em laboratório
Autor(es): Nascimento, Maria de Lourdes
Orientador: Moraes, Gilberto José de
Membro da banca: Bueno, Vanda Helena Paes
Membro da banca: Ciociola, Américo Iorio
Assunto: Controle biológico
Biological control
Bactérias entomopatogênicas
Entomopathogenic bacteria
Tabela de vida
Data de Defesa: 26-Dez-1996
Data de publicação: 2016
Referência: NASCIMENTO, M. de L. Efeito de Bacillus thuringiensis var. kurstaki sobre Podisus nigrispinus Dallas, 1851 (Heteroptera Pentatomidae: Asopinae) em laboratório. 1996. 56 p. Dissertação (Mestrado em Agronomia/Entomologia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 1996.
Resumo: As metodologias propostas pelos protocolos com finalidades de estimar o risco potencial dos agentes microbianos sobre artrópodes benéficos avaliam apenas mortalidade em período de tempo determinado. O presente estudo objetivou analisar o efeito do agente microbiano de controle biológico Bacillus thuringiensis sobre o predador Podisus nigrispinus, através de análise comparativa de tabelas de vida de fertilidade. O experimento foi realizado no laboratório de Entomologia do CNPMA/EMBRAPA em Jaguariúna São Paulo, a 25 ± 2°C, 70 ± 10% de umidade relativa e fotofase de 12 horas. Constituiu-se de dois tratamentos, no primeiro (ti) os predadores foram alimentados com lagartas sadias de Bombyx mori e no segundo (t2) com lagartas infectadas pelo patógeno. Os parâmetros biológicos analizados foram corrigidos através de um programa de estimativas "Jackknife". Os valores de Ro para a primeira geração foram: 243,96 fêmeas/fêmea no curso de uma geração para o tratamento controle (ti), e 94,6 para o tratamento com lagartas infectadas (t2). Os valores de Ro observados na segunda geração foram 223,96 para (ti) e 53,34 para (t2). Os valores de rm na primeira e segunda geração foram 0,17 (ti) ; 0,12 (t2) e 0,14 (ti) ; 0,10 (t2) fêmeas/fêmea/dia respectivamente. Valores de A. na primeira geração foram 1,19 (ti) e 1,12 (t2) fêmeas/fêmea/dia; na segunda geração foram 1,15 (ti) e 1,10 (t2), respectivamente. Valores de X na primeira geração foram 1,19 (ti) e 1,12 (t2) fêmeas/fêmea/dia; na segunda geração foram 1,15 (ti) e 1,10 (t2), respectivamente. Os valores de (T), foram 32,3 dias (ti) e 39,4 dias (t2) na primeira geração, respectivamente. Para a segunda geração, os valores de (T) foram 39,2 dias (ti) e 39,3 dias (t2), respectivamente. Foram elaboradas curvas de oviposição e o tratamento controle (ti) demonstrou superioridade nas duas gerações em comparação com o tratamento com lagartas infectadas (t2). O número médio de ovos por fêmea para (ti) nas duas gerações também demonstrou superioridade quando comparado com o número médio do (t2). A duração média dos estágios imaturos de P. nigrispinus para a primeira geração apresentou média de 18,4 ± 1,0 dias para o tratamento controle e 20,3 ± 2,0 dias para o tratamento com lagartas infectadas respectivamente. A taxa de eclosão nos dois tratamentos foi de 100% e o percentual de sobreviventes da fee imatura foi de 80% para ti e 56% para t2. Para a segunda geração as médias observadas foram 19,7 ± 1,7 (ti) e 21,2 ± 1,0 (t2), a taxa de eclosão foi de 100% para (ti) e 64% para (t2). O percentual de sobreviventes da fase imatura foi 64% (ti) e 42% (t2). P. nigrispinus não apresentou preferência alimentar por lagartas sadias e infectadas com B. thuringiensis var. kurstaki. Não foi verificada a presença de esporos de B. thuringiensis na hemolinfa do predador o que sugere-se que esta bactéria não se multiplica neste inseto. Esporos viáveis foram detectados nas fezes de P. nigrispinus. Os resultados sugerem que os efeitos adversos observados associados aos parâmetros de tabelas de vida foram provocados pelos adjuvantes e inertes que compõe a formulação do produto comercial B. thuringiensis var. kurstaki, ou a presença de metabólitos tóxicos no produto.
Abstract: Methodologies to evaluate potential risks of microbial biological control agents refers only to mortality in a determined period of time. The objective of the present study was to evaluate the effect of B. thuringiensis var. kurstaki on the predator P. nigrispinus through comparative analyses of fertility life tables. The experiment was conducted in the Entomology Laboratory at CNPMA/EMBRAPA, in Jaguariúna., State of São Paulo, at 25 ± 2 °C, 70 ± 10% RH and photophase of 12 h. There were two treatments; in the first, predators were fed healthy larvae of Bombyx mori whereas in the second, predators were fed larvae infected with the pathogen. The biological parameters Ro, rm , X, T and Td were evaluated in two consecutive generations, and the values were corrected through an estimationprogram "Jackknife". Ro for the first generationwas 243.9 females/female in the course ofone generation for the control treatment (ti), and 94.6 for the treatment with infected larvae (t2). Ro for the second generation was 223.9 for (ti) and 53.3 for (t2). The infinitesimal rate ofpopulation increase (rm) in the first and second generations were 0.17 (ti); 0.12 (t2) and 0.14 (ti) and 0.10 (t2), respectively. The finite rates of population increase (X) inthe first generation were 1.19 (ti) and 1.12 (t2) females/females/day; in the second generation, these were 1.15 (ti) and 1.10 (t2) females/females/day, respectively. The values ofthe mean interval (T) between generations were 32.3 days (ti) and 39.4 days (t2) in the first generation, respectively. For the second generation, (T) values were 39.2 days for ti and 39.3 days for t2. Daily and total oviposition rates were higher for the control treatment (ti) in both generations. In the first generation, the mean duration ofthe immature phase ofP.nigrispinus was 18.4 ± 1.0 days for ti and 20.3 ± 2.0 days for t2. Egg hatching in the two treatments was 100%; immature survivorship was 80% for ti and 56% for t2. In the second generation, the mean duration ofthe immature phase was 19.7 ±1.7 for ti and 21.2 ± 1.0 for t2. Egg hatching rates were 100% for ti and 64% for t2; immature survivorship was 64% for ti and 42% for t2. P.nigrispinus did not show any difference between preferences to feed on healthy larvae or larvae infected with B.thuringiensis var. kurstaki. Spores ofB.thuringiensis were not detected in the haemolymph ofthe predator which suggests that this bacterium does not multiply in this insect. Viable spores were detected in the feeces ofP.nigrispinus, leading to the conclusion that these pass intact through the digestive tract and disseminate in the environment. The results suggest that the observed adverse effects were caused by the inert compounds present in the formulation ofthe commercial B.thuringiensis var. kurstaki product.
Informações adicionais: Esta dissertação/tese está disponível online com base na Resolução CEPE nº 090, de 24 de março de 2015, disponível em http://www.biblioteca.ufla.br/wordpress/wp-content/uploads/res090-2015.pdf, que dispõe sobre a disponibilização da coleção retrospectiva de teses e dissertações online no Repositório Institucional da UFLA, sem autorização prévia dos autores. Parágrafo Único. Caberá ao autor ou orientador a solicitação de restrição quanto à divulgação de teses e dissertações com pedidos de patente ou qualquer embargo similar. Art. 5º A obra depositada no RIUFLA que tenha direitos autorais externos à Universidade Federal de Lavras poderá ser removida mediante solicitação por escrito, exclusivamente do autor, encaminhada à Comissão Técnica da Biblioteca Universitária./ Arquivo gerado por meio da digitalização de material impresso. Alguns caracteres podem ter sido reconhecidos erroneamente.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/11910
Publicador: Universidade Federal de Lavras
Idioma: por
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