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Título: Efeito da adição in vitro de ácido docosahexaenóico (DHA) e fator de crescimento semelhante à insulina tipo I (IGF-I) na qualidade do sêmen de garanhões
Título Alternativo: Effect of the in vitro addition of docosahexaenoic acid (DHA) and insulin-like growth factor-I (IGF-I) on the quality of stallion semen
Autor(es): Silva, Daiane Moreira
Orientador: Souza, José Camisão de
Coorientador: Fair, Sean
Coorientador: Moura, Raquel Silva de
Membro da banca: Souza, José Camisão de
Membro da banca: Fair, Sean
Membro da banca: Moura, Raquel Silva de
Membro da banca: Murgas, Luis David Solis
Membro da banca: Barreto Filho, João Bosco
Assunto: Espermatozóide
Criopreservação
Ácido docosahexaenóico (DHA)
Fator de crescimento semelhante à insulina
Spermatozoa
Cryopreservation
Docosahexaenoic acid (DHA)
Insulin-like growth fator
Data de Defesa: 15-Dez-2016
Data de publicação: 14-Fev-2017
Agência de Fomento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Referência: SILVA, D. M. Efeito da adição in vitro de ácido docosahexaenóico (DHA) e fator de crescimento semelhante à insulina tipo I (IGF-I) na qualidade do sêmen de garanhões. 2017. 66 p. Tese (Doutorado em Zootecnia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2016.
Resumo: A qualidade do sêmen após os processos de resfriamento, congelamento e descongelamento decresce, diminuindo a taxa de gestação após a inseminação artificial. Ácido docosahexaenóico (DHA) e fator de crescimento semelhante à insulina tipo I (IGF-I) podem eliminar essa perda de qualidade ocasionada pela baixa temperatura. O objetivo deste estudo foi analisar o efeito da adição in vitro de DHA e IGF-I na qualidade do sêmen resfriado e criopreservado de garanhões. No Experimento 1, sêmen de 10 garanhões Irish Sport Horse foi coletado (3 ejaculados/garanhão) em 2014 na Irlanda. O sêmen foi transportado para o Laboratório de Reprodução Animal (University of Limerick), diluído a 100 x 106 de espermatozoides/mL, suplementado com 0,02 mM de vitamina E (VE) e 0, 1, 10 e 20 ng de DHA/mL e congelado. O sêmen foi descongelado e a motilidade total (MT), motilidade progressiva rápida (MP), integridade acrossômica, fluidez de membrana e morfologia foram analisadas. No Experimento 2, sêmen de 3 garanhões foi coletado (3 ejaculados/garanhão) em 2015 e congelado como no Experimento 1, mas VE e DHA foram adicionados após o descongelamento. MT e MP foram analisadas aos 30, 60 e 120 minutos e viabilidade, integridade acrossômica e fluidez de membrana aos 30 minutos após a adição de DHA. No Experimento 3, sêmen de 5 garanhões foi coletado (1-3 ejaculados por garanhão) durante a estação de monta de 2015 e diluído a 20 x 106 de espermatozoides/mL. Posteriormente, DHA e VE foram adicionados e o sêmen foi estocado a 4ºC. Depois de 1, 24, 48 e 72 horas, MT, MP, viabilidade, fluidez de membrana e peroxidação lipídica foram analisadas. No Experimento 4, sêmen de 3 garanhões (3 ejaculados por garanhão) foi coletado entre fevereiro e março de 2016. Os ejaculados foram processados como no Experimento 1 e suplementados com VE. Após o descongelamento, o sêmen foi diluído a 25 x 106 de espermatozoides/mL e dividido em 4 tratamentos, assim nomeados: DHA0 (0 ng de DHA/mL; controle), DHA0 + IGF-I (controle + 100 ng de IGF-I/mL), DHA1 (1 ng de DHA/mL) e DHA1 + IGF-I (1 ng de DHA/mL + 100 ng de IGF-I/mL). A adição de 20 ng/mL de DHA ao sêmen resfriado (Experimento 3) aumentou a MT comparada ao controle sem VE (52,9 ± 7,99% X 25,7 ± 5,23%; P<0,05); a adição de qualquer concentração de DHA melhorou a MP comparada aos controles (20,8 ± 5,86% X 4,3 ± 1,48%; P<0.001) e a adição de 10 e 20 ng/mL de DHA aumentou a fluidez de membrana comparada aos demais tratamentos (28,7 ± 4,35% e 29,4 ± 5,18%, respectivamente X 19,0 ± 3,85%; P<0,001). No entanto, a adição de DHA não afetou o sêmen congelado (Experimento 1 e 2). A adição simultânea de DHA e IGF-I ao sêmen de garanhões após o descongelamento (Experimento 4) melhorou a MP (7,2 ± 1,56% X 4,1 ± 1,15%; P<0,05) mas não afetou a MT, a viabilidade e a integridade acrossômica.
Abstract: Semen quality after cooling, freezing and thawing processes decreases, which consequently impairs the pregnancy rate following artificial insemination. Compound as docosahexaenoic acid (DHA) and insulin-like growth factor-I (IGF-I) can eliminate this loss of quality caused by low temperature. The aim of this study was to assess the effect of the in vitro addition of DHA and IGF-I on the quality of cooled and cryopreserved stallion semen. In Experiment 1, semen from 10 Irish Sport Horse stallions was collected (3 ejaculates per stallion) during 2014 in Ireland. Semen was transported to Laboratory of Animal Reproduction (School of Natural Sciences, Faculty of Science and Engineering, University of Limerick), diluted to 100 x 106 spermatozoa/mL, supplemented with 0.02 mM of vitamin E (VE) and 0, 1, 10 or 20 ng of DHA/mL and frozen. Semen was thawed and total motility (TM), rapid progressive motility (PM), acrosome integrity, membrane fluidity and morphology were assessed. In Experiment 2, semen from 3 stallions was collected (3 ejaculates per stallion) during 2015 season breeding and frozen as in Experiment 1, but VE and DHA were added after thawing. TM and PM were assessed at 30, 60 and 120 min and viability, acrosome integrity and membrane fluidity at 30 min after addition of DHA. In Experiment 3, semen from 5 stallions was collected (1-3 ejaculates per stallion) during 2015 season breeding and diluted to 20 x 106 spermatozoa/mL. Posteriorly DHA and VE were added and semen was stored at 4ºC. After 1, 24, 48 and 72 h, TM, PM, viability, membrane fluidity and lipid peroxidation were assessed. In Experiment 4, semen from 3 stallions (3 ejaculate per stallion) was collected between February and March 2016. Ejaculates were processed as per Experiment 1 and supplemented with VE. After freezing and thawing processes, semen was diluted to 25 x 106 spermatozoa/mL and split in 4 treatments, namely: DHA0 (0 ng of DHA/mL; control), DHA0 + IGF-I (control + 100 ng of IGF-I/mL), DHA1 (1 ng of DHA/mL) and DHA1 + IGF-I (1 ng of DHA/mL + 100 ng of IGF-I/mL). Addition of 20 ng/mL of DHA to cooled semen (Experiment 3) increased the TM compared to the control without VE (52.9 ± 7.99% X 25.7 ± 5.23%; P<0.05); addition of any concentration of DHA improved the PM compared to the controls (20.8 ± 5.86% X 4.3 ± 1.48%; P <0.001) and addition of 10 and 20 ng/mL of DHA increased the membrane fluidity compared to other treatments (28.7 ± 4.35% and 29.4 ± 5.18%, respectively X 19.0 ± 3.85%; P<0.001). However, addition of DHA did not affect frozen semen (Experiment 1 and 2). The simultaneous addition of DHA and IGF-I to stallion semen after thawing (Experiment 4) improved PM (7.2 ± 1.56% X 4.1 ± 1.15%; P<0.05), but did not affect the TM, viability and acrosome integrity.
Informações adicionais: Arquivo retido, a pedido da autora, até janeiro de 2018.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/12264
Publicador: Universidade Federal de Lavras
Idioma: por
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