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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/2313

Title: Sentidos subjetivos do trabalho em uma organização autogestionária de base falimentar
Other Titles: Subjective senses of work in a self-managed worker-recuperated organization
???metadata.dc.creator???: Onuma, Fernanda Mitsue Soares
???metadata.dc.contributor.advisor1???: Mafra, Flavia Luciana Naves
???metadata.dc.contributor.referee1???: Kemp, Valéria Heloisa
Oliveira, Maria de Lourdes Souza
???metadata.dc.description.concentration???: Gestão Social, Ambiente e Desenvolvimento
Keywords: Autogestão
Subjetividade
Cooperativismo
Economia solidária
Sindicato
Self-management
Subjectivity
Cooperativism
Social economy
Labor union
???metadata.dc.date.submitted???: 17-Feb-2011
Issue Date: 6-Aug-2014
Citation: ONUMA, F. M. S. Sentidos subjetivos do trabalho em uma organização autogestionária de base falimentar. 2011. 155 p. Dissertação (Mestrado em Administração)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2011.
???metadata.dc.description.resumo???: A Administração, em sua corrente teórica dominante, tem se prestado a transformar as empresas em espaços de propagação ideológica de formas hierarquizadas de organização e gestão do trabalho, em que o controle social e exploração de trabalhadores vêm definindo comportamentos e regras de conduta que passaram a integrar o imaginário de pessoas dentro e fora das organizações, além de estabelecer a alienação e desigualdade no trabalho nas empresas. A eficiência econômica tem sido um dos principais argumentos apresentados pela própria Teoria da Administração contra formas de gestão democráticas, que verdadeiramente integrem os trabalhadores às decisões e resultados de seu próprio trabalho. Em contraposição a este cenário de injustiça e exploração, surgiu a autogestão, forma de gestão democrática e não hierarquizada que tem enfrentado diversas dificuldades para sua implantação, por implicar em um choque de valores entre os princípios da Economia Solidária e os valores sociais, predominantemente capitalistas. Diante desta situação, argumenta-se que o estudo dos sentidos do trabalho para os trabalhadores de organizações autogestionárias pode colaborar para a compreensão das dificuldades da implantação da autogestão na prática das organizações. Partindo de uma visão da subjetividade que engloba tanto sua dimensão individual quanto social, que interagem entre si reciprocamente e que considera os sentidos subjetivos, ou seja, as emoções enquanto unidades básicas para a construção da subjetividade, realizou-se o presente estudo, com o objetivo de se compreender os sentidos subjetivos do trabalho para trabalhadores de uma organização autogestionária de base falimentar, surgida a partir da falência de uma empresa capitalista que fora assumida pelos trabalhadores. Para o estudo de caso desta organização, foram utilizados os métodos de observação e entrevistas semi-estruturadas, cujos dados foram analisados a partir do método de análise temática de conteúdo. Os resultados da pesquisa revelaram que as categorias de trabalhadores existentes na organização (fundadores, cooperados e celetistas) expressaram sentidos subjetivos do trabalho distintos, em função de suas diversas experiências de trabalho dentro da organização. Os fundadores demonstraram terem construído configurações subjetivas em relação à organização e ao trabalho nesta mais afeitas aos valores da Economia Solidária, em comparação aos trabalhadores das demais categorias. Considera-se, portanto, que a experiência vivida e as emoções que se configuram a partir da experiência da falência e da construção de uma nova organização colaboraram neste processo, mas que o exemplo destes fundadores e outros apelos da organização, como sua boa posição no mercado, podem colaborar para a sua continuidade. Contudo, ressalta-se a influência da estrutura, enquanto fator inibidor de uma maior democracia nas decisões da organização como um dos desafios a estes trabalhadores na manutenção da autogestão e dos valores solidários na organização. Ainda assim, a organização estudada mostrou-se um exemplo de que, embora as transformações sociais sejam lentas, as mesmas já estão em curso, pois ao construírem a autogestão e refletirem sobre a mesma, configuram subjetividades individuais que podem também influenciar a subjetividade social, visto que ambas esferas da subjetividade interagem de forma recíproca.
According to its mainstream, management has turned organizations into hierarchical forms of organization and work management. By denying its political and ideological dimensions, the Management Theory has become part of the business concerns, teaching professionals how to act according to an instrumental rationality and defining ways of behaving and conduct rules which influenced people´s imaginative repertory inside and out of the work environment. On this ground the self-management rises as an option, for it is a kind management that is non-hierarchical and democratic, despite the drawbacks that still remain. Due to this, we argue that the researches about the sense of work to people who work under the self-management system in worker-recuperated organizations might help researchers to understand the difficulties of the self-management implementation on organizations. By using a concept of subjectivity that involves both its social and individual dimensions, which are mutually influenced by each other, and that considerate the emotions, the subjective senses, as its basic unit, we aim to understand the subjective senses of work to workers of a self-managed worker-recuperated organization. The goal of this work is to understand the subjective senses of work professed by the workers of a self-management oriented organization. For the case study of this organization, we used the methods of observation and non-structured interviews. These interviews were analyzed through the method of content analysis and revealed that workers express different subjective senses of work according to their distinct labor experiences at the organization. The research results also indicated that the different categories of workers existent at the organization (founders, cooperative´s partners and hired workers) expressed distinct senses of work due to their diverse labor experiences at the organization. The analysis of the founders´ interviews suggests that these workers have had constructed subjective configurations more alike to the Social Economy´s principles, comparing to the other workers´ categories. For this reason, we consider that past experiences and the emotions which have had its configuration along them, specially the bankrupt and further construction of a new organization experiences have collaborated to this process. Although the founders´ example might be important to the maintenance of the organization´s values, we suggest that their exit from the organization won´t imply in the end of it. The structure´s influence seems to prejudice the real democracy in the organization´s decision processes and solidarity values maintenance, tough. Even tough, the studied organization reveals that although social changes take a long time to happen, they have already started by the workers experience by itself, which have started slow changes at their individual subjectivity that may perhaps influence the social subjectivity, since both dimensions of subjectivity interact reciprocally.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/2313
Publisher: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
???metadata.dc.language???: pt_BR
Appears in Collections:DAE - Administração - Mestrado (Dissertações)

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