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Título: Avaliação morfofisiológica da absorção e metabolização de ácidos graxos voláteis pelo proventrículo de bovinos.
Título Alternativo: Morphophysiologic evaluation of the absorption and metabolism of volatile fatty acids by bovine forestomach.
Autor(es): Daniel, João Luiz Pratti
Orientador: Resende Júnior, João Chrysostomo de
Membro da banca: Guerreiro, Mário César
Sousa, Raimundo Vicente de
Costa, Suely de Fátima
Área de concentração: Ciências Veterinárias
Assunto: Bsorptive surface
Ruminant stomach
Forestomach
Omasum
Rumen
Bovino
Câmara de difusão tecidual
Valerato
Metabolismo
Absorção
Acido graxo volátil
Indice mitótico
Superfície absortiva
Estômago de ruminante
Proventrículo
Omaso
Rúmen
Mitotic index
Volatile fatty acid
Absorption
Metabolism
Valerate
Tissue diffusion chamber
Bovine
Data de Defesa: 11-Dez-2007
Data de publicação: 7-Ago-2014
Referência: DANIEL, J. L. P. Avaliação morfofisiológica da absorção e metabolização de ácidos graxos voláteis pelo proventrículo de bovinos. 2008. 147 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2008.
Resumo: Cerca de 60% dos ácidos graxos voláteis (AGV), produzidos no ruminorretículo, são absorvidos neste compartimento e outros 40% passam com a fase fluida para o omaso e são absorvidos antes do duodeno. Dois experimentos foram realizados para determinar as superfícies absortivas e as capacidades de absorção e metabolização de AGV dos compartimentos do proventrículo de bovinos. No primeiro experimento, as superfícies absortivas dos compartimentos do proventrículo de oito bovinos adultos foram mensuradas por meio de captura e análise de imagens. A superfície absortiva do ruminorretículo (7,7 m2) foi maior do que a do omaso (2,1 m2). A razão superfície/digesta, entretanto, foi maior no omaso (0,31 m2/kg) do que no ruminorretículo (0,13 m2/kg), representando uma superfície 2,4 vezes maior no omaso por unidade de digesta. A razão superfície absortiva/superfície de parede de um fragmento do saco ventral do rúmen apresentou correlação positiva e alta (r = 0,84) com a superfície absortiva total do rúmen, indicando ser possível a estimativa da superfície total do órgão por meio de biópsia. No segundo experimento, as capacidades de absorção e metabolismo de AGV pelo rúmen e omaso foram comparadas, in vitro. Após o abate, foram coletados fragmentos da parede ruminal e de uma lâmina do omaso de oito bovinos mestiços adultos. Um fragmento de mucosa isolada foi montado em uma câmara de difusão tecidual. Ácido valérico e CrEDTA foram adicionados ao fluido ruminal que foi utilizado no lado da câmara representativo do lúmen. No outro lado da câmara, representativo do sangue, foi utilizada uma solução de Krebs-Ringer bicarbonato. A superfície absortiva do fragmento do rúmen (57,6 cm2) foi maior do que a do omaso (4,9 cm2), por causa das papilas ruminais. O índice mitótico do omaso (0,52%) foi maior do que o do epitélio ruminal (0,28%). A taxa fracional de absorção de AGV foi maior no omaso (4,6%.h-1.cm-2) do que no rúmen (0,4%.h-1.cm-2). Acetato, propionato, butirato e valerato apresentaram taxas fracionais de absorção semelhantes, em ambos os fragmentos. A porcentagem de acetato metabolizado (10,9%) foi menor do que a de propionato (31,1%) que foi menor do que a de butirato (39,8%) e a de valerato (42,0%). A correlação entre o metabolismo de AGV e o índice mitótico foi positiva, mas a absorção de AGV não foi correlacionada com as outras variáveis no rúmen. No omaso, a correlação entre a absorção de AGV e o índice mitótico foi positiva, entretanto, essas variáveis foram negativamente correlacionadas com o metabolismo de AGV. Apesar da superfície absortiva do ruminorretículo ser maior do que a do omaso, o potencial de absorção e metabolismo de AGV do omaso é maior do que o do ruminorretículo. As capacidades de absorção de rúmen e omaso variam na mesma direção e existem indicações de que os fatores capazes de estimular a proliferação da parede ruminal também são capazes de estimular a parede do omaso.
About 60% of volatile fatty acids (VFA) produced in reticulorumen are absorbed in this compartment. The other 40% pass with the fluid phase to the omasum and are absorbed before entering the duodenum. Two experiments were carried out to determine the absorption surfaces and the VFA absorption and metabolism capacity of the bovine forestomach compartments. In the first experiment, the absorption surfaces of the forestomach compartments of the eight adult bovines were measured through image capture and analysis. The reticulorumen absorptive surface (7.7 m2) was larger than the omasum absorptive surface (2.1 m2). The surface/digesta ratio, however, was larger in the omasum (0.31 m2/kg) than in the reticulorumen (0.13 m2/kg), representing an omasum surface for each digest unit 2.4 times larger. The absorption surface/wall surface ratio of one rumen ventral sac fragment showed a positive and high correlation (r = 0.84) with the total rumen surface, indicating that it is possible to estimate the rumen surface by biopsy. In the second experiment, the VFA absorption and metabolism capacities of the rumen and omasum were compared, in vitro. After the slaughter, fragments of the rumen wall and omasum laminae were taken from eight adult crossbred bovines. An isolated fragment of the mucosa was fitted in a tissue diffusion chamber. Valeric acid and CrEDTA were added to the ruminal fluid and placed on the mucosal side. Krebs-Ringer bicarbonate buffer solution was placed on the serosal side. The absorption surface of the rumen fragment (57.6 cm2) was higher than that of the omasum (4.9 cm2), because of the ruminal papillae. The mitotic index of the omasum (0.52%) was higher than that of the rumen epithelium (0.28%). The VFA fractional absorption rate was higher in the omasum (4.6%.h-1.cm-2) than in the rumen (0.4%.h-1.cm-2). Acetate, propionate, butyrate and valerate showed similar fractional absorption rates in both fragments. The percentage of metabolized acetate (10.9%) was lower than propionate (31.1%) which was lower than butyrate (39.8%) and valerate (42.0%). The correlation between VFA metabolism and mitotic index was positive, but the VFA absorption was not correlated with other variables in the rumen. In the omasum, the correlation between VFA absorption and mitotic index was positive, however, those variables were negatively correlated with the VFA metabolism. Despite the reticulorumen absorption surface being higher than that of the omasum, the VFA metabolism and absorption potential of the omasum is higher than the reticulorumen. The rumen and omasum absorption capacities vary in the same way, and there are indications that the factors capable of stimulating the rumen wall are also capable of stimulating the omasum wall proliferation.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/2382
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DMV - Ciências Veterinárias - Mestrado (Dissertações)

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