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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/2486

Title: Sofrimento psíquico nas práticas gerenciais contemporâneas: uma análise de histórias de vida de gestores sob a ótica construcionista
Other Titles: Psychic suffering in the contemporary management practices: an analysis of the manager´s life history under a constructionalist view
???metadata.dc.creator???: Sousa, Mauro Dinis
???metadata.dc.contributor.advisor1???: Brito, Mozar José de
???metadata.dc.contributor.referee1???: Kemp, Valéria Heloisa
Castro, Cleber Carvalho de
???metadata.dc.date.submitted???: 30-Jun-2008
Issue Date: 11-Aug-2014
Citation: SOUSA, M. D. Sofrimento psíquico nas práticas gerenciais contemporâneas: uma análise de histórias de vida de gestores sob a ótica construcionista. 2008. 207 p. Dissertação (Mestrado em Administração)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2008.
???metadata.dc.description.resumo???: Grande parte das transformações acontecidas no mundo do trabalho e das organizações começou pelas mudanças ocorridas na sociedade. A maneira de viver e de perceber a vida provocou o surgimento de conflitos mentais nas pessoas em face da necessidade de, a um só tempo, ter que atender às demandas organizacionais e às exigências da vida moderna. Neste contexto, destacam-se os gerentes executivos que, envolvidos pelo poderio econômico do universo financeiro próprio dos dias atuais, vivem o dilema da pressão dos bancos por resultados crescentes e o desejo humano de melhor viver. Dessa forma, com esta dissertação, busca-se investigar o sofrimento psíquico daquele que gerencia, ou seja, interessa-se pelo sofrimento daquele que exerce o poder e, frequentemente, tem sido apontado como um agente ativo na construção do sofrimento das pessoas nas organizações. Na busca de elucidar esta questão central e arregimentar evidências que corroborem tais suposições, com esta pesquisa, à luz do construcionismo social, buscou-se a investigar a trajetória de vida e profissional de gestores de banco, particularizando os sentidos atribuídos ao exercício do poder e sua relação com o sofrimento psíquico ocasionado pelo isolamento e pela pressão, observados nas tarefas de gestão e liderança organizacional dentro do ambiente bancário. A utilização de entrevistas com os gestores objetivou, por meio de análise das práticas discursivas, conhecer sua história de vida e interpretar os sentidos atribuídos pelos gestores ao exercício da gerência e sua relação com o sofrimento psíquico proporcionado pela execução da função gerencial. Os repertórios interpretativos sobre as transformações do mundo do trabalho e sobre o sofrimento psíquico dos gerentes deram o suporte teórico-metodológico à pesquisa, possibilitando a construção de categorias de análises para a devida interpretação dos sentidos, relatados ou subentendidos. A constatação e a confirmação de que os gestores sofrem mentalmente emergiram diante da ambigüidade do termo "sofrimento" que tanto é assumido na literatura como demonstração da doença mental quanto é tido como uma etapa anterior ao aparecimento desta no corpo e suas conseqüências. Dessa forma, o sofrimento foi abordado como uma dimensão contingente à vida e ao trabalho, e não como um distúrbio mental exclusivamente. O conhecimento e a noção do sofrimento, narrado pelos gestores, conduziu a duas vertentes significativas: a de que o seu destino eram a doença e o padecimento futuro e a de que o simples fato de saber o que se passava era motivo para que se buscasse uma reestruturação da rotina do trabalho e da vida pessoal, embora muitos não conseguissem alterar a rota atual. Espera-se que o entendimento a respeito desse tema, a saber, as dificuldades enfrentadas pelos indivíduos que vivem e convivem na seara dos bancos, neste caso, os gestores, possa fornecer informações importantes para pesquisas mais aprofundadas nesta esfera organizacional, como também contribuir para que o fenômeno do sofrimento psíquico seja diminuído, não só nos bancos, mas no mundo do trabalho.atuais, vivem o dilema da pressão dos bancos por resultados.
Great part of the transformations happened in the world of the work and organizations started by the changes occurred in the society. The way of living and perceiving life provoked the appearance of mental conflicts in people in front of the necessity of, on one time, having to attend the organizational demands and the modern life needs. In this context, executive managers are highlighted once they, who are involved in economic power of the financial universe which is inherent at the present days, live the dilemma of the pressure of banks for increased results and the human will for better life. In this way, this dissertation searches to investigate the psychic suffering of the one who manages, that is, the one who gets interest by the suffering of the one that practices the power, and frequently has been aimed as an active agent in the construction of the suffering of people at the organizations. In the search of making clear this main point and gathering evidence that strengthen such suppositions, this research, into the light of the social constructivism, has been useful to investigate the professional trajectory and trajectory of life of the managers of bank, specifying the senses assigned to the exercise of the power and its relationship with psychic suffering caused by the isolation and by the pressure observed in the administration tasks and organizational leadership into the bank environment. The utilization of the interview with managers intended, by the analysis of the discursive practices, to know their life history and to interpret senses assigned by the managers to the exercise of the management and its relationship with the psychic suffering provided by the execution of the management function. The interpretative repertories about the transformations of the world of the work and about the psychic suffering of the managers gave theoretical-methodological support to the research, making possible the construction of categories of analysis for the right interpretations of the senses, reported or implied. The verification and confirmation that the managers suffer mentally arose in front of the ambiguity of the term "suffering", which as much it is assumed in literature as demonstration of mental disease, as it is considered as a previous level at the appearance of it in body and its consequences. In this manner, the suffering was broached as a contingent dimension to life and to work, and not as a mental disorder exclusively. The knowledge and notion of the suffering, reported by managers, guided to two significant propositions: the one that its destiny was the disease and the future distress; and the one that the simple fact of being aware of what was happening was reason to go for a restructuring of the work and personal life routine, although most of them could not change the actual route. It is expected that the understanding related to this theme, to know, the difficulties faced by individuals who live and cohabit in the field of banks, in such case, the managers, might provide important information for researches more plunged into this organizational sphere, as also to contribute to that the phenomenon of the psychic suffering is diminished not just at banks, but at the world of the work as well.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/2486
Publisher: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
???metadata.dc.language???: pt_BR
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