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Título: Interferência de plantas de cobertura no comportamento de Sclerotinia sclerotiorum
Título Alternativo: Interference of cover crops in the behavior of Sclerotinia sclerotiorum
Autor(es): Monteiro, Fernando Pereira
Orientador: Souza, Paulo Estevão de
Coorientador(es): Abreu, Mário Sobral de
Membro da banca: Botrel, Élberis Pereira
Área de concentração: Fitopatologia
Assunto: Mofo branco
Extratos vegetais
Exsudatos radiculares
Escleródio
Apotécio
White mold
Plant extracts
Root exudates
Sclerotia
Apothecium
Data de Defesa: 22-Set-2010
Data de publicação: 12-Ago-2014
Referência: MONTEIRO, F. P. Interferência de plantas de cobertura no comportamento de Sclerotinia sclerotiorum. 2010. 93 p. Dissertação (Mestrado em Agronomia/Fitopatologia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2010.
Resumo: The fungus Sclerotinia sclerotiorum is an important pathogen due to damage in several plants, among them economically important crops. It is considered a necrotrophic organism with great stay in the environment in which it installs due the formation resistance structures, known as sclerotia. The most efficient way of spreading the fungus is called carpogenic germination, in which there is the production of apothecia that harbor the spores call of ascospores. Control measures have been implemented in an integrated way to contain the spread of the pathogen, but there are aspects of that literature does not elucidate, as the type of plant species present in the infested field. Thus, the present study was aimed to clarify which effects caused by the cover plants Crotalaria juncea, Brachiaria rhuziziensis, Panicum maximum cv. Mombasa, Pennisetum glaucum, Cajanus cajan and Stylosanthes sp . This study evaluated the direct interference, the effect of extracts and root exudates of these plants on various phases of the life cycle of the pathogen, and yet the behavior of sclerotia in different substrates. As a result, the plant extracts behaved differently mycelial growth, mycelial and carpogenic germination of sclerotia and ascospore germination in the latter case, when a microbial population was present. The root exudates of plants differed significantly only at concentrations of 1 and 10% for mycelial growth. As for the carpogenic germination exudates differed significantly only for the number of apothecia germinated after 52 days. For germination of ascospores the exudates of Cajanus cajan and Stylosanthes sp. had indirect effect by preventing the germination when a microbial population was present. The induction of carpogenic germination obtained statistical values for the subtrate with agar-water, soil and sand mixture.
O fungo Sclerotinia sclerotiorum é um importante patógeno devido ao dano que causa a diversas plantas, entre elas, culturas de interesse comercial. É considerado um organismo necrotrófico com grande permanência no ambiente em que se instala, devido à formação de estruturas de resistência, conhecida como escleródio. A forma de dispersão mais eficiente do fungo recebe o nome de germinação carpogênica, na qual há a produção de apotécios que abrigam os esporos do fungo, chamados de ascósporos. Medidas de controle têm sido aplicadas de maneira integrada para conter o avanço do patógeno, porém, há aspectos que a literatura não elucida, como o tipo de espécie vegetal presente no campo infestado. Desse modo, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de esclarecer quais os efeitos promovidos pelas plantas de cobertura Crotalária juncea, Brachiaria rhuziziensis, Panicum maximum cv. Mombaça, Pennisetum glaucum, Cajanus cajan e Stylosanthes sp. Neste trabalho, foram avaliados a interferência direta, o efeito dos extratos e dos exsudatos radiculares dessas plantas sobre diversas fases do ciclo de vida do patógeno e, ainda, o comportamento dos escleródios em diferentes substratos. Como resultado, os extratos das plantas se comportaram de maneira diferente quanto ao crescimento micelial, à germinação micelial e carpogênica dos escleródios e à germinação de ascósporos, neste último caso, quando uma população microbiana estava presente. Os exsudatos radiculares das plantas diferiram estatisticamente apenas nas concentrações de 1 e 10% para o crescimento micelial. Quanto à germinação carpogênica, os exsudatos radiculares diferiram estatisticamente apenas para o número de apotécios germinados após 52 dias. Para a germinação dos ascósporos, os exsudatos das plantas estilosantes e feijão tiveram efeito indireto, impedindo a germinação quando uma população microbiana estava presente. A indução da germinação carpogênica obteve valores estatísticos iguais para o ambiente com ágar-água e mistura solo e areia.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/2574
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DFP - Agronomia/Fitopatologia - Mestrado (Dissertações)

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