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Título: Epidemiologia da sigatoka amarela, quantificação de fenóis em variedades de bananeiras e análise filogenética de isolados de Mycosphaerella musicola utilizando microssatélites
Título(s) alternativo(s): Epidemiology of yellow Sigatoka, phenols quantification in banana varieties and phylogenetic analysis of Mycosphaerella musicola isolates using microsatellites
Autor : Rocha, Herminio Souza
Primeiro orientador: Pozza, Edson Ampélio
metadata.teses.dc.contributor.advisor-co: Cordeiro, Zilton José Maciel
Primeiro membro da banca: Pasqual, Moacir
Figueira, Antonia dos Reis
Souza, Paulo Estevão de
Alves, Eduardo
Área de concentração: Fitopatologia
Palavras-chave: Banana - Doenças e pragas
Banana - Mycosphaerella
Banana - Doença fúngica
Data da publicação: 12-Ago-2014
Referência: ROCHA, H. S. Epidemiologia da Sigatoka amarela, quantificação de fenóis em variedades de bananeiras e análise filogenética de isolados de Mycosphaerella musicola utilizando microssatélites. 2008. 125 p. Tese (Doutorado em Agronomia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2008.
Resumo: Sendo Mycosphaerella musicola, agente causal da Sigatoka amarela, um fungo de reprodução sexuada e de natureza heterotálica, e considerando a diversidade climática nas regiões produtoras de banana no Brasil, é de se esperar uma ampla variabilidade genética dos isolados brasileiros, com virulências e agressividades distintas. Para uma melhor caracterização da Sigatoka amarela (Mycosphaerella musicola) no Brasil, é necessário que alguns aspectos sejam elucidados, principalmente aqueles relacionados à análise epidemiológica e da variabilidade genética dos isolados brasileiros. Assim, procederam-se estudos de análise temporal e da epidemia da Sigatoka amarela em bananal localizado em Coronel Pacheco- MG, com a variedade ´Saquarema´ (AAA), tendo sido avaliadas as correlações das variáveis climáticas com as variações no progresso da doença e com as flutuações de esporos da doença no ar. Foram identificados dois picos de máxima severidade da doença ao longo do ano, tendo o primeiro ocorrido durante a estação chuvosa, e associado principalmente à elevada concentração de conídios no ar e o segundo ocorreu no auge da estação seca do ano, sendo provocado principalmente pela alta concentração de ascósporos. O melhor ajuste do modelo da curva de progresso da doença foi verificado para o modelo monomolecular. As variáveis climáticas mais associadas ao progresso da doença foram a pluviosidade, Umidade Relativa e o molhamento foliar. Na estação chuvosa o progresso da doença acompanha o desenvolvimento vegetativo do hospedeiro, sendo verificados os menores períodos para o desenvolvimento de novas lesões. Na estação seca, as lesões intensificam a severidade da doença em função do menor desenvolvimento vegetativo do hospedeiro. Para melhor caracterização do isolado de Coronel Pacheco - MG, procederam-se avaliações de parâmetros monocíclicos da Sigatoka amarela, e a dinâmica das concentrações de lignina e fenóis totais em mudas de bananeira (´Pacovan´; ´Grande Naine´; ´Caipira´ e ´Prata Zulu´) inoculadas artificialmente em ambiente controlado. Os menores períodos de incubação e de desenvolvimento da doença foram obtidos na temperatura de 24o C, não tendo se comportado diferentemente dos relatos na literatura. Para as variedades de bananeira testadas, os níveis constitutivos de fenóis totais não se alteram como resposta à infecção por Mycosphaerella musicola. ´Caipira´ e ´Prata Zulu´ apresentam maior lignificação da parede celular após cinco dias da inoculação, o que denota ser este, um dos mecanismos bioquímicos envolvidos na resistência. A análise filogenética foi realizada com um conjunto de 10 diferentes marcadores Microssatélites em 11 isolados de Mycosphaerella musicola originários das diversas regiões produtoras de banana no Brasil. Dois grandes grupos foram formados no dendrograma, sendo um composto principalmente pelos isolados das Regiões sul, Sudeste e Centro-Oeste, no qual situou-se o isolado de Coronel Pacheco - MG e o outro composto principalmente pelos isolados da Região Nordeste do Brasil. Observou-se o potencial do par de primers Mm SSR 34 para a diferenciação entre a Sigatoka amarela e Sigatoka negra, os quais poderiam vir a tornarem-se marcadores moleculares para utilização em laudos fitossanitários.
Due to the hetherothalic nature and sexual reproduction of the fungus Mycosphaerella musicola, the causal agent of yellow Sigatoka, and considering the climatic diversity of the Brazilian banana producing regions, a wide genetic variability is expected among the Brazilian isolates with distinct virulence and aggressiveness. For a better characterization of yellow Sigatoka (Mycosphaerella musicola) in Brazil, it is necessary that some aspects may be elucidated, mainly those related to the epidemiological analysis and to the genetic variability of the Brazilian isolates. Hence, studies concerning the temporal analysis and epidemiology of yellow Sigatoka were performed in a banana plantation localized in Coronel Pacheco- in the State of Minas Gerais, with the ´Saquarema´ (AAA) variety, having been evaluated the correlations between climatic variables with the alterations in the disease progress and also with the fluctuations of the fungus spores in the air. Two peaks of maximum severity of the disease were identified along the year, with the first occurring during the rainy season, and mainly associated to the high conidia concentration in the air, and the second having occurred in the middle of the draught season, being mainly produced by the high ascospore concentration. The best adjustment of the disease progress curve was verified for the monomolecular model. The climatic variables mostly associated to the disease progress were rain, relative humidity and leaf wetness. During the rainy season the disease progress followed the host vegetative development, having been observed the shortest lesion development periods for the new lesions. During the draught season, the lesions intensified the disease severity due to a lower vegetative development of the host. For a better characterization of the Coronel Pacheco - MG isolate, evaluations concerning the monocycle of yellow-Sigatoka were carried out, as well as the dynamics of lignin and the concentration of total phenolics in banana plantlets (´Pacovan´; ´Grande Naine´; ´Caipira´ and ´Prata Zulu´) artificially inoculated under controlled environment. The shortest incubation periods and disease development periods were obtained under 24o C, with no distinct behavior than the ones already related in literature. For the banana varieties tested, the constitutive total phenolic levels were not altered as a response to the infection by Mycosphaerella musicola. ´Caipira´ e ´Prata Zulu´ presented the highest lignification of the cell wall after five days of inoculation, which denotes this biochemical mechanism, as being involved in resistance. The phylogenetic analysis was done with a group of 10 different microssatelite markers in 11 Mycosphaerella musicola isolates from a diversity of Brazilian banana producing regions along Brazil. Two major groups were generated in the dendrogram, with one being composed mostly by isolates from the South, South-East and Centre-West Regions, in which was localized the isolate from Coronel Pacheco - MG and the other mainly composed by the isolates from the North-East region of Brazil. One specific pair of primers Mm SSR 34 demonstrated high potential to differentiate both black and yellow Sigatokas, which may become powerful molecular marker to be used in phytossanitary official reports.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/2674
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções:DFP - Agronomia/Fitopatologia - Doutorado (Teses)



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