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Por favor, utilize esse identificador para citar este item ou usar como link: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/3896

Título: Efeito de níveis de proteína da ração no balanço de nitrogênio e composição corporal de suínos em crescimento
Título Alternativo: Influence of low crude protein diets in nitrogen balance and tissue retention of growing swine
Autor(es): Oliveira, Vladimir de
Orientador: Fialho, Elias Tadeu
Membro da banca: Bertechini, Antônio Gilberto
Pimenta, Maria Emilia de Sousa Gomes
Sousa, Raimundo Vicente de
Lima, José Augusto de Freitas
Área de concentração: Nutrição de Monogástricos
Assunto: Proteína Bruta
Balanço de nitrogênio
Composição Corporal
Suínos em crescimento
Nitrogen balance
Body composition
Crude protein
Data de Defesa: 5-Mar-2004
Data de publicação: 23-Set-2014
Referência: OLIVEIRA, V. de. Efeito de níveis de proteína da ração no balanço de nitrogênio e composição corporal de suínos em crescimento. 2004. 98 p. Tese (Doutorado em Zootecnia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2004.
Resumo: Three experiments were conducted in the DZO/UFLA to evaluate the effects of crude protein content in nitrogen balance, body composition and blood and urinary metabolites of swine. In the first experiment, 12 crossbred barrows, housed individualy in stell metabolic cages were used. The animals were allotted to four treatments consisting of isocaloric and isolysine diets formulated with the ideal protein concept but with different crude protein contents (16, 14, 12 and 10%). The amount of diet fed was of 3.5 times as high as maintenance energy calculated as 106 kcal of ME/Kg BW0.75 and adjusted daily according to the expected weight gain. The experiment was carried out in two consecutive 12-day periods. The seven first days were utilized for animal´s adaptation and the five remaining utilized in the total collection of feces and urine. Ferric oxide was used as a fecal marker. The experimental design was the changeover balanced in two periods. In the second experiment were utilized 38 crossbred barrows (initial BW 32.7 +- 1.5 kg) and with a high ability for lean deposition. Eight pigs were slaughtered at the begin of the experiment and used as a reference for the calculation of the protein retention rates and lipid deposition. The 30 remaining crossbred barrows were individualy housed in compacted -floored pens and distributed into five treatments. The experimental treatments were four isolysine and isocaloric diets containing different contents of crude protein (10, 12, 14 and 16%). A fifth treatment was included to verify whether the supplementation of non essential amino acids (L-glutamate, L-glycine and L-proline) in the diet with the lowest protein content would influence protein retention (10+NEN). The amount of diet fed was 3.5 as high as the amount of maintenance energy calculated as 106 kcal of ME/Kg LW0.75. The animals were weighted twice a week to establish diet consumption. The experimental design utilized was that of randomized blocks. In the third experiment were utilized 12 crosbreed barrows (initial BW 32.0 ± 1.05 kg), housed individualy in compact floored pens. The animals were distributed into four treatments, which consisted of isocaloric and isolysine diets but containing different crude protein contents (10, 12, 14 and 16%). The amount o diet given was 3.5 as high as maintenance energy calculated as 106 kcal of ME/KgLW0.75 and adjusted daily according to expected weight gain. The experiment was done in two consecutive 7-day periods, on the seventh day, blood collection was proceeded. In the first experiment, it was found that there was a linear reduction (P<0.01) in nitrogen excretion with decreasing crude protein content of the diets. At every percent point of reduction in the diet crude protein, 10.8% less nitrogen is eliminated in the urine. Nitrogen retention decreased linearly (P<0.01) with decrease of protein content. Diet 10 provided around 80% of nitrogen retention of diet 16. However, efficiency of use of nitrogen consumed increased proportionally with decrease of crude protein of the diet. The metabolizability coefficient of the diets were similar (P<0.05) but the ratio between digestible and metabolizable energy was inversely proportional to the concentration of protein of the diets. In the second experiment, the swine of the 10 + NEN and 10 diet swine presented lower weight gain (P<0.05) and worse feed conversion (P< 0.05) than the swine submitted to the other treatments. The weight of organs (liver, kidneys, pancreas and heart) was not altered by the protein content of the diets. The weight of the intestinal tract (INT) and the summation of the weights of the INT and organs were higher (P<0.01) in treatments 14 and 16 as compared with treatments 10 + NEN and 10. The body protein retention rate was higher (P<0.05) in the diet 14 and 16 diets swine as compared with treatments 10 + NEN and 10. The protein retention provided by diet 12 was intermediary relative to the others. The animals consuming diet 16 shown less (P<0.05) body deposition of lipids than the swine consuming diet 10 + NEN. In the other treatments, fat deposition was similar between each other and intermediary in relation to the diet 16 and 10 +NEN swine. There was a linear effect (P<0.05) of protein content upon the urea concentration in the blood and urine. In conclusion the reduction of four percent points in crude protein content with its adequate supplementation of synthetic aminoacids enables decrease in nitrogen elimination in the urine without altering the performance and protein retention of growing pigs. However, low protein diets result into increase in body fat deposition. The blood and urine urea concentrations reflect the protein content of the diets.
Três experimentos foram conduzidos no DZO/UFLA para avaliar os efeitos do teor de proteína bruta no balanço de nitrogênio, composição corporal e metabólitos sangüíneos e urinários de suínos. No primeiro experimento foram usados 12 suínos castrados, alojados individualmente em gaiolas de metabolismo. Os animais foram distribuídos em quatro tratamentos que consistiram de rações isoenergéticas e isolisínicas, formuladas com o conceito de proteína ideal, mas com diferentes teores de proteína bruta (16, 14, 12 e 10%). A quantidade de ração fornecida foi de 3,5 vezes a energia de manutenção, calculada como 106 kcal de EM/kgPV0,75 e ajustada diariamente de acordo com o ganho de peso esperado. O experimento foi realizado em dois períodos consecutivos de 12 dias. Os sete primeiros dias foram utilizados para adaptação dos animais e os cinco dias restantes, utilizados na coleta total de fezes e urina. O óxido férrico serviu com marcador fecal. O delineamento experimental foi o changeover balanceado em dois períodos. No segundo experimento foram utilizados 38 suínos castrados (32,7 ± 1,5 kg) e com alta capacidade para deposição de carne magra. Oito animais foram abatidos no início do experimento e serviram como referência para o cálculo das taxas de retenção de proteína e deposição lipídeos. Os 30 suínos restantes foram alojados individualmente em baias com piso compacto e distribuídos em cinco tratamentos. Os tratamentos experimentais foram quatro rações isolisínicas e isoenergéticas, contendo diferentes teores de proteína bruta (10, 12, 14 e 16%). Um quinto tratamento foi incluído para verificar se a suplementação de aminoácidos não essenciais (L-glutamato, L-glicina e L-prolina), na ração com o menor teor de proteína, influenciaria a retenção protéica (10+NNE). A quantidade de ração fornecida foi 3,5 vezes a energia de manutenção, calculada como 106 kcal de EM/kgPV0,75. Os animais foram pesados duas vezes por semana para estabelecer o consumo de ração. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados. No terceiro experimento foram utilizados 12 suínos castrados (32,0 ± 1,05 kg), alojados individualmente em baias com piso compacto. Os animais foram distribuídos em quatro tratamentos, que consistiram de rações isoenergéticas e isolisínicas, mas contendo diferentes teores de proteína bruta (10, 12, 14 e 16%). A quantidade de ração fornecida foi de 3,5 vezes a energia de manutenção, calculada como 106 kcal de EM/kgPV0,75 e ajustada diariamente de acordo com o ganho de peso esperado. O experimento foi realizado em dois períodos consecutivos de sete dias, sendo que, no sétimo dia, procedeu-se a colheita de sangue. No primeiro experimento verificou-se que houve redução linear (P<0,01) na excreção de nitrogênio com o decréscimo do teor de proteína bruta das rações. A cada ponto percentual de redução no teor de proteína da ração, 10,8% menos nitrogênio é eliminado na urina. A retenção de nitrogênio diminuiu linearmente (P<0,01) com o decréscimo do teor de proteína. A ração 10 propiciou cerca de 80% da retenção de nitrogênio da ração 16. Contudo, a eficiência de utilização do nitrogênio consumido aumentou proporcionalmente com o decréscimo do teor de proteína bruta da ração. Os coeficientes de metabolizabilidade das rações foram semelhantes (P>0,05), mas a relação entre energia digestível e metabolizável foi inversamente proporcional à concentração de proteína das rações. No segundo experimento, os suínos da ração 10+NNE e 10 apresentaram menor ganho de peso (P<0,05) e pior conversão alimentar (P<0,05) que os suínos submetidos aos demais tratamentos. O peso de órgãos (fígado, rins, pâncreas e coração) não foi alterado pelo teor de proteína das rações. Os pesos do trato gastrintestinal (TGI) e o somatório dos pesos do TGI e órgãos foram maiores (P<0,01) nos tratamentos 14 e 16 em comparação com os tratamentos 10+NNE e 10. A taxa de retenção de proteína corporal foi maior (P<0,05) nos suínos das rações 14 e 16 em comparação com os tratamentos 10+NNE e 10. A retenção de proteína propiciada pela ração 12 foi intermediária em relação às demais. Os animais consumindo a ração 16 apresentaram menor (P<0,05) deposição corporal de lipídeos que os suínos consumindo a ração 10+NNE. Nos demais tratamentos, a deposição de gordura foi semelhante entre si e intermediária em relação aos suínos das rações 16 e 10+NNE. Houve efeito linear (P<0,05) do teor de proteína na concentração de uréia no sangue e urina. Conclui-se que a redução de quatro pontos percentuais no teor de proteína bruta, com a suplementação adequada de aminoácidos sintéticos, propicia diminuição na eliminação de nitrogênio na urina, sem alterar o desempenho e a retenção de proteína de suínos em crescimento. Contudo, as rações com baixos teores de proteína resultam em aumento na deposição de gordura corporal. As concentrações de uréia no sangue e na urina refletem o teor de proteína das rações.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/3896
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DZO - Zootecnia - Doutorado (Teses)

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