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Título: Alterações morfológicas induzidas por Butirato, Propionato e Lactato sobre a mucosa ruminal e epiderme de bezerros
Título(s) alternativo(s): Lactate, propionate and butyrate induced morphological alterations on calf ruminal mucosa and epidermis
Autor : Costa, Suely de Fátima
Primeiro orientador: Pereira, Marcos Neves
Primeiro membro da banca: Souza, José Camisão de
Resende Júnior, João Chrysostomo de
Nogueira, José Carlos
Coelho, Sandra Gesteira
Área de concentração: Produção Animal
Palavras-chave: Ácidos graxos
Plano nosolabial
Epicera
Perioplum
Ultraestrutura
Volatile fatty acids
Nasolabial surface
Ultrastructure
Data da publicação: 24-Set-2014
Referência: COSTA, S. de F. Alterações morfológicas induzidas por butirato, propionato e lactato sobre a mucosa ruminal e epiderme de bezerros. 2003 110 p. Tese (Doutorado em Zootecnia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2003.
Resumo: Ácidos graxos voláteis podem causar alterações morfológicas em tecidos epiteliais estratificados queratinizados de bovinos. Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito de butirato, propionato e lactato sobre a morfologia da parede ruminal, da epiderme no plano nasolabial, da epicera e do perioplum de bezerros e validar a execução e interpretação de biópsias tegumentares como indicadores de alterações da mucosa ruminal. O rúmen de 17 bezerros recém-nascidos foi mantido afuncional por alimentação contínua com dieta líquida. Aos 45 dias de vida, cateteres foram cirurgicamente implantados no rúmen e os animais receberam infusões intraruminais de butirato, propionato, lactato ou salina (controle) entre os dias 52 e 89 de vida. A quantidade diária infundida de propionato e butirato foi 0,0744 moles/kg do peso metabólico e a quantidade de lactato foi 0,0636. A insulina sorológica foi dosada no 22o dia de aplicação dos tratamentos nos tempos 0, 90, 180 e 360 minutos relativamente à infusão diária da manhã. No final do período experimental, os animais foram abatidos e fragmentos de tecidos foram coletados no saco cranial, recesso e saco cego caudo-ventral do rúmen, na epiderme do plano nasolabial, na epicera e no perioplum traseiro e dianteiro. Todos os AGV induziram aumento proporcionalmente maior no peso do rumino-retículo que no peso do omaso, sendo o butirato aparentemente mais estimulador da massa do estômago aglandular que propionato e lactato. A infusão de AGV tendeu a aumentar o peso e a proporção de epitélio e conjuntivo subepitelial no saco cranial do rúmen; entretanto, esses reduziram o número de papilas por cm2 de parede ruminal. Embora butirato tenha sido mais estimulador da secreção de insulina, esse AGV foi incapaz de induzir ganho em área ou altura das papilas. Todos os AGV aumentaram a proliferação das células da camada basal do epitélio ruminal. Embora a infusão de AGV tenha aumentado a área de células metabolicamente ativas no rúmen, somente o propionato tendeu a aumentar o tamanho papilar no saco cranial do rúmen. A resposta em mitose celular à infusão de lactato e butirato parece ter ocorrido em resposta à ruminite induzida por AGV. O efeito da infusão de AGV na epiderme do plano nasolabial foi contrário ao efeito observado no rúmen. Os AGV aumentaram o índice mitótico no perioplum traseiro, contrariamente ao efeito sobre o plano nasolabial e a epicera. Não foram observadas lesões histopatológicas nos epitélios do plano nasolabial, da epicera e perioplum, mostrando que essas são conseqüências do efeito direto dos AGV sobre o epitélio ruminal. Butirato e o lactato foram mais indutores de alterações patológicas no epitélio ruminal. Os efeitos dos AGV sobre a morfologia da mucosa ruminal e de outros tecidos queratinizados sugerem que danos morfológicos no epitélio do rúmen e de cascos podem ter causa comum, explicando a ocorrência simultânea de anomalias nessas estruturas em bovinos sujeitos à acidose ruminal. Biópsias tegumentares podem ter utilidade como indicadores de alterações morfológicas da mucosa do rúmen.
Volatile fatty acids (VFA) may cause morphological alterations on bovine keratinized stratified epithelial tissues. The objective was to evaluate the effect of butyrate, propionate and lactate on ruminal wall, the epidermis of nasolabial surface, the perioplum and the epicera of calves. Also, to validate the procedure and interpretation of tegument biopsies as indicators of ruminal mucosa alterations. Ruminal activity on 17 neonatal calves was lowered by continuous liquid diet. At 45 days of age foley catheters were placed surgically in the rumen. Daily infusions were 0.0744 and 0.0636 moles/kg of metabolic weight for propionate and butyrate, and lactate, respectively. Serum insulin was sampled on the 22nd day from the beginning of treatments at, 0, 90, 180 and 360 minutes relative to the morning infusion. After slaughter tissue samples were collected from ruminal cranial sac, recess and caudo-ventral sac, nasolabial surface, epicera and perioplum from front and hindquarters. All VFA induced greater increase on ruminal-reticulum proportionate weight than on omasum. Butyrate was a greater stimulator of non-glandular stomach growth than lactate and butyrate. VFA infusion tended to increase weight and proportion of ruminal cranial sac epithelium and sub epithelial stroma, however they reduced papillae number per ruminal wall square centimeter. Although butyrate stimulated more insulin secretion, this VFA was not capable to induced gain on papillae area or height. Although VFA infusion increased metabolically active ruminal cell area, only propionate tended to increase ruminal cranial sac papillary area. Cellular mitosis response to lactate and butyrate infusion seemed to have occurred in response to induced VFA induced rumenitis. Nasolabial surface VFA infusion effect was the opposite to that observed in the rumen. VFA increased hind perioplum mitotic index, contrary to its effect on the nasolabial surface and epicera. No histopathological lesions were observed on nasolabial surface, epicera and perioplum, demonstrating that these are consequences of VFA direct effect on ruminal epithelium. Butyrate and lactate were better pathological alterations inducers on the ruminal epithelium. VFA effects on ruminal mucosa morphology and on other keratinized tissues suggest that morphological damage on hoof and ruminal epithelium may have a common cause, which explains the simultaneous anomaly occurrence on these structures from cattle subject to ruminal acidosis. Tegumentary biopsies may be useful as ruminal mucosa morphological alteration indicators.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/3976
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções:DZO - Zootecnia - Doutorado (Teses)



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