Buscar

 

RI UFLA (Universidade Federal de Lavras) >
DCF - Departamento de Ciências Florestais >
DCF - Programa de Pós-graduação >
DCF - Engenharia Florestal - Doutorado (Teses) >

Por favor, utilize esse identificador para citar este item ou usar como link: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/4059

Título: Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande
Título Alternativo: Genetic structure of natural populations of Calophyllum brasiliense Camb. in the Rio Grande water basin
Autor(es): Souza, Anderson Marcos de
Orientador: Carvalho, Dulcinéia de
Membro da banca: Van den Berg, Eduardo
Borba, Eduardo Leite
Lovato, Maria Bernadete
Freitas, Miguel Luiz Menezes
Área de concentração: Manejo Ambiental
Assunto: Calophyllum brasiliens
Isoenzimas
Estrutura genética
Data de Defesa: 4-Set-2006
Data de publicação: 26-Set-2014
Referência: SOUZA, A. M. de. Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande. 2006. 154 p. Tese (Doutorado em Engenharia Florestal)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2006.
Resumo: As Florestas Estacionais Semideciduais ocorrem em grande parte do estado de Minas Gerais, sendo as formações ciliares consideradas uma das suas principais fisionomias. Devido a sua atuação como corredor ecológico e banco de material genético, essas formações garantem a conservação e a perpetuação de muitas espécies. Como os ambientes ciliares possuem características bem peculiares, há o desenvolvimento de espécies exclusivas nestas áreas. Dentre estas, Calophyllum brasiliense Camb. se destaca devido a sua plasticidade ecológica e preferência em colonizar solos com alta saturação hídrica, sendo considerada especialista em hábitat. Assim, a fim de se acessar e compreender os padrões da variabilidade genética inter e intrapopulacional de C. brasiliense nestes ambientes, bem como sua distribuição espacial e sistema reprodutivo, três hábitats de ocorrência desta espécie foram escolhidos: Mata Ciliar, Floresta Paludosa e Mata de Galeria. Em duas populações foram escolhidas, sendo amostradas 60 árvores em cada. Para a análise do sistema reprodutivo, foram coletados frutos em dois hábitats (Mata Ciliar e Mata de Galeria). A partir da análise de eletroforese de isoenzimas, os resultados obtidos mostraram alta heterozigosidade para a espécie, Ĥo variando de 0,355 a 0,468 nas árvores adultas e de 0,441 a 0,493 nas progênies. Os dados da estrutura genética indicaram a ocorrência de endogamia dentro e para o conjunto das populações amostradas na Mata Ciliar ( = 0,114; = 0,191) e Floresta Paludosa ( = 0,060; = 0,185). Em todas as populações a maior parte da variabilidade genética encontra-se distribuída dentro das populações. O fluxo gênico ( ) foi baixo, demonstrando não ser suficiente para contrapor os efeitos da deriva genética. As estimativas de tamanho efetivo mostraram que, apenas nas populações amostradas na Mata de Galeria, o valor do (130 indivíduos) foi superior ao número de indivíduos amostrados (n = 120). A estimativa do coeficiente de coancestria mostrou que as árvores mais próximas apresentaram maior similaridade genética. A distribuição espacial de C. brasiliense nos três hábitats mostrou-se altamente correlacionada com a alta umidade do solo e isto influenciando diretamente sua variabilidade genética e fluxo gênico. A análise de agrupamento não permitiu detectar uma relação entre hábitat de ocorrência e identidade genética e, também não foi evidenciada correlação entre distância geográfica e identidade genética (rm = 0,063). A análise das progênies indicou que a espécie é alógama ( = 0,996) nas populações de Mata Ciliar e 0,974 na população da Mata de Galeria. O sistema reprodutivo indicou que nas populações amostradas na Mata Ciliar, a maior parte das suas progênies são originadas de cruzamentos biparentais ( = 54,8%). Já na população amostrada em Mata de Galeria, grande parte de suas progênies são originadas por cruzamentos aleatórios ( = 70,3%). Assim, independente do habitat, se faz necessário a conservação das populações naturais de C. brasiliense, já que, esta espécie demonstra certa fragilidade aos fatores que põem em risco a sua variabilidade genética, como o grau de degradação das suas populações e a falta de conectividade entre elas.
As Florestas Estacionais Semideciduais ocorrem em grande parte do estado de Minas Gerais, sendo as formações ciliares consideradas uma das suas principais fisionomias. Devido a sua atuação como corredor ecológico e banco de material genético, essas formações garantem a conservação e a perpetuação de muitas espécies. Como os ambientes ciliares possuem características bem peculiares, há o desenvolvimento de espécies exclusivas nestas áreas. Dentre estas, Calophyllum brasiliense Camb. se destaca devido a sua plasticidade ecológica e preferência em colonizar solos com alta saturação hídrica, sendo considerada especialista em hábitat. Assim, a fim de se acessar e compreender os padrões da variabilidade genética inter e intrapopulacional de C. brasiliense nestes ambientes, bem como sua distribuição espacial e sistema reprodutivo, três hábitats de ocorrência desta espécie foram escolhidos: Mata Ciliar, Floresta Paludosa e Mata de Galeria. Em duas populações foram escolhidas, sendo amostradas 60 árvores em cada. Para a análise do sistema reprodutivo, foram coletados frutos em dois hábitats (Mata Ciliar e Mata de Galeria). A partir da análise de eletroforese de isoenzimas, os resultados obtidos mostraram alta heterozigosidade para a espécie, Ĥo variando de 0,355 a 0,468 nas árvores adultas e de 0,441 a 0,493 nas progênies. Os dados da estrutura genética indicaram a ocorrência de endogamia dentro e para o conjunto das populações amostradas na Mata Ciliar ( = 0,114; = 0,191) e Floresta Paludosa ( = 0,060; = 0,185). Em todas as populações a maior parte da variabilidade genética encontra-se distribuída dentro das populações. O fluxo gênico ( ) foi baixo, demonstrando não ser suficiente para contrapor os efeitos da deriva genética. As estimativas de tamanho efetivo mostraram que, apenas nas populações amostradas na Mata de Galeria, o valor do (130 indivíduos) foi superior ao número de indivíduos amostrados (n = 120). A estimativa do coeficiente de coancestria mostrou que as árvores mais próximas apresentaram maior similaridade genética. A distribuição espacial de C. brasiliense nos três hábitats mostrou-se altamente correlacionada com a alta umidade do solo e isto influenciando diretamente sua variabilidade genética e fluxo gênico. A análise de agrupamento não permitiu detectar uma relação entre hábitat de ocorrência e identidade genética e, também não foi evidenciada correlação entre distância geográfica e identidade genética (rm = 0,063). A análise das progênies indicou que a espécie é alógama ( = 0,996) nas populações de Mata Ciliar e 0,974 na população da Mata de Galeria. O sistema reprodutivo indicou que nas populações amostradas na Mata Ciliar, a maior parte das suas progênies são originadas de cruzamentos biparentais ( = 54,8%). Já na população amostrada em Mata de Galeria, grande parte de suas progênies são originadas por cruzamentos aleatórios ( = 70,3%). Assim, independente do habitat, se faz necessário a conservação das populações naturais de C. brasiliense, já que, esta espécie demonstra certa fragilidade aos fatores que põem em risco a sua variabilidade genética, como o grau de degradação das suas populações e a falta de conectividade entre elas.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/4059
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DCF - Engenharia Florestal - Doutorado (Teses)

Arquivos neste Item:

Arquivo Descrição TamanhoFormato
TESE_Estrutura genética de populações naturais de Calophyllum brasiliense Camb. na bacia do Alto Rio Grande.pdf765,81 kBAdobe PDFVer/abrir

Itens protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, Salvo indicação em contrário.


Mostrar estatísticas

 


DSpace Software Copyright © 2002-2007 MIT and Hewlett-Packard - Feedback