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Título: Extratos de cascas de maracujá e de laranja na indução de resistência em cafeeiro contra a ferrugem e em tomateiro contra mancha bacteriana
Autor(es): Xavier, Kátia Viana
Orientador: Resende, Mário Lúcio Vilela de
Membro da banca: Chalfoun, Sara Maria
Souza, Ricardo Magela de
Área de concentração: Fitopatologia
Assunto: Oligogalacturonídeos
Hemileia vastatrix
Xanthomonas vesicatoria
Pectina
Fitopatologia
Data de Defesa: 5-Ago-2011
Data de publicação: 5-Nov-2014
Referência: XAVIER, K. V. Extratos de cascas de maracujá e de laranja na indução de resistência em cafeeiro contra a ferrugem e em tomateiro contra mancha bacteriana. 2011. 84 p. Dissertação (Mestrado em Fitopatologia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2011.
Resumo: A indução de resistência em plantas contra doenças é uma alternativa ao uso de pesticidas, pois ativa os mecanismos de defesa latentes do hospedeiro. Hipotetiza-se que os extratos derivados de casca de laranja e de maracujá sejam capazes de atuar como indutores de resistência contra uma ampla gama de patógenos. Estes resíduos contêm grande quantidade de pectina, que pode ser fragmentada, física e/ou enzimaticamente, em oligogalacturonídeos (OGAs), potentes eliciadores de resposta de defesa em plantas. Este trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar o efeito de extratos à base de casca de maracujá e laranja na proteção e na indução de resistência em cafeeiro contra a ferrugem (Hemileia vastatrix) e em tomateiro contra a mancha-bacteriana (Xanthomonas vesicatoria). Mudas de cafeeiro e tomateiro foram pulverizadas com extratos de casca de maracujá (M) e de laranja (L), produzidos com ou sem inoculação do agente produtor de pectinase, Cladosporium cladosporioides (cc), em duas concentrações, puros (100%) ou diluídos (50%). Mudas de café e tomate foram inoculadas com H. vastatrix e X. vesicatoria, sete e quatro dias após a pulverização, respectivamente. Em cafeeiro, os extratos mais eficientes na proteção das plantas foram L50% + cc e L50% e, em tomateiro, M50% e M50% + cc. Estes extratos apresentaram baixa ou nenhuma toxidez in vitro a H. vastatrix e X. vesicatoria, respectivamente. No experimento de café, foi observado aumento na atividade de enzimas, ascorbato peroxidase (APX), superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), peroxidase (POX) e polifenoloxidase (PPO). Além disso, houve aumento nos teores de fenóis solúveis totais. No experimento de tomate, plantas pulverizadas com M50 e M50 + cc apresentaram aumento na atividade das enzimas de defesa, catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD), peroxidase (POX), polifenoloxidase (PPO) e fenilalanina amônia liases (FAL), em relação às testemunhas pulverizadas com água. Foi observado também aumento nos teores de lignina e clorofila. Os extratos de casca de laranja e maracujá conferiram níveis de proteção satisfatórios, pois, possivelmente, houve reconhecimento dos OGAs por estas plantas, as quais ativaram as respostas de defesa. Evidenciou-se, portanto, que os extratos à base de casca de laranja e de maracujá foram eficientes na proteção e na indução de resistência em cafeeiro contra a ferrugem e em tomateiro contra a mancha-bacteriana.
The induction of resistance in plants against disease is an alternative method instead of pesticides, as active the resistance mechanisms in plants. It is hypothesized that extracts derived from orange and passion fruit peels, are able to induce resistance against a wide range of pathogens. These wastes contain appreciable amount of pectin, which can be fragmented, physical and/or enzymatically in oligogalacturonides (OGAs), a potent elicitor of defense response in plants. Our aim was to evaluate the effect of extracts made of orange and passion fruit peels in the protection and induction of resistance in coffee plants against Hemileia vastatrix and in tomato plants against Xanthomonas vesicatoria. Coffee and tomato seedlings were sprayed with extracts of orange peels (L) and passion fruit peels (M), inoculated and not inoculated with Cladosporium cladosporioides (cc), at the concentrations of 100% and 50%. Seven and four days later, the plants were challenged with H. vastatrix and X. vesicatoria respectively. In the coffee assay, the best results of protection were the extracts L50% + cc and L50%, and in tomato, were M50% e M50% + cc. These extracts showed low inhibition of fungal germination and bacterial growth. In the coffee experiment, we observed an increased in the enzymes, ascorbate peroxidase (APX), superoxide dismutase (SOD), catalase (CAT), polyphenoloxidase (PPO), and peroxidase (POX) activities. Moreover, higher contents of total soluble phenolic. Treatment of tomato plants with M50 + cc and M50 showed an increase of defense enzymes activities, SOD, CAT, POX, PPO and FAL (phenylalanine ammonia-lyase), in comparison with water treated control. We also observed increased in the lignin depositions and chlorophyll contents. The extracts of orange and passion fruit peel showed satisfactory levels of protection, possibly because there was recognition of OGAs by the plants, which activate defense responses. Therefore, the extracts of orange and passion fruit peel were effective in the protection and induction of resistance to coffee rust and tomato bacterial spot.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/4581
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DFP - Agronomia/Fitopatologia - Mestrado (Dissertações)

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