Buscar

 

RI UFLA (Universidade Federal de Lavras) >
DCF - Departamento de Ciências Florestais >
DCF - Programa de Pós-graduação >
DCF - Engenharia Florestal - Doutorado (Teses) >

Por favor, utilize esse identificador para citar este item ou usar como link: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/5569

Título: Restauração ecológica de áreas mineradas de bauxita na Mata Atlântica
Autor(es): Guimarães, João Carlos Costa
Orientador: Van den Berg, Eduardo
Membro da banca: Fontes, Marco Aurélio Leite
Santos, Rubens Manoel dos
Castro, Gislene Carvalho
Engel, Vera Lex
Área de concentração: Ciências Florestais
Assunto: Trajetória sucessional
Regeneração natural
Reabilitação
Ecossistema de referência
Floresta tropical
Successional trajectories
Natural regeneration
Rehabilitation
Reference ecosystem
Tropical rain forest
Data de Defesa: 12-Fev-2015
Data de publicação: 2015
Agência de Fomento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Referência: GUIMARÃES, J. C. C. Restauração Ecológica de Áreas Mineradas de Bauxita na Mata Atlântica. 2015. 125 p. Tese (Doutorado em Engenharia Florestal) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2015.
Resumo: A atividade minerária gera impactos de diferentes naturezas e intensidades sobre a área em exploração e seu entorno. O planalto de Poços de Caldas, em Minas Gerais, se destaca como uma das regiões precursoras no Brasil no desenvolvimento de técnicas voltadas para a recuperação de áreas degradadas por mineração. Contudo, durante longo período, essas técnicas tiveram como objetivo a mitigação de impacto visual, resultando no uso indiscriminado de espécies exóticas, através da reabilitação. Somente a partir de 2005 houve o desenvolvimento de métodos centrados na mitigação de impactos à biodiversidade por meio da restauração ecológica. O presente trabalho consiste no estudo de um método desenvolvido no planalto, visando a restauração ecológica de florestas nativas. A pesquisa foi estruturada em duas partes, sendo a primeira composta pelo referencial teórico e a segunda subdividida em dois artigos: Artigo I – o objetivo foi avaliar se áreas mineradas originalmente recobertas por Floresta Estacional Semidecidual (FES), em processo de restauração ecológica, através do plantio de mudas com riqueza mínima de 50 espécies nativas e elevada densidade de plantio (aproximadamente 4.200 mudas ha-1) apresentam atributos estruturais e funcionais que permitam o restabelecimento dos processos ecológicos observados no ecossistema de referência; Artigo II – consistiu de uma comparação dos “custos × benefícios ecológicos” entre métodos de restauração ecológica e de reabilitação (comum no setor mineral). No artigo I foram avaliadas três áreas mineradas adjacentes em processo de restauração, com idades variando de 21 a 56 meses, assim como a FES circundante. Em uma das áreas foram alocadas 32 unidades amostrais e nas demais 33. Foram inventariados os estratos arbustivo-arbóreo (parcelas de 100 m2; DAP ≥ 3,2 cm) e regenerante (subparcelas de 4 m2; DAS ≥ 1,0 cm e DAP < 3,2 cm). A recuperação inicial caracteriza-se pelo rápido aumento da densidade de indivíduos nos dois estratos, e de área basal e riqueza de espécies no estrato regenerante. Em termos funcionais, somente a distribuição da riqueza de espécies por guildas de dispersão foi similar à FES. Nos reflorestamentos predominou maior abundância de indivíduos de espécies pioneiras e de espécies anemocóricas, e na FES predominaram as espécies zoocóricas e Clímax exigente de luz. Apesar de ser perceptível a recuperação da riqueza específica, principalmente no estrato regenerante, não foi detectada similaridade florística em relação à FES. Os pontos mais distantes dos reflorestamentos em relação à FES não apresentaram variação na riqueza, diversidade e densidade de indivíduos no estrato regenerante. No artigo II foram comparados três métodos de recuperação de áreas mineradas (Reabilitação; Restauração Ecológica Simples; e Restauração Ecológica Completa), por meio dos custos envolvidos e dos benefícios ecológicos. A Restauração Ecológica Simples apresentou maior viabilidade econômica, com custo 1% inferior a Reabilitação, enquanto que a Restauração Ecológica Completa apresentou custo superior a 15% em relação às outras técnicas. Considerando-se que a Reabilitação fundamenta-se na cobertura do solo em curto prazo através do uso de espécies exóticas, enquanto que a Restauração Simples enfatiza as variáveis ecológicas no processo de estabelecimento da comunidade, concluiu-se que a Restauração Simples constitui a melhor opção financeiro-ecológica.
Mining generates impacts of different kinds and intensities on the area and its surroundings. The Poços de Caldas plateau, in Minas Gerais, stands out as one of the first regions in Brazil to develop techniques aimed at the reclamation of degraded areas by mining. However, for a long time, these techniques were designed to mitigate visual impact, indiscriminately using exotic species. Only from 2005 started the development of methods concentrated in the mitigation of impacts to biodiversity through ecological restoration. This work proposes the study of a method developed in the plateau, aiming at ecological restoration of Atlantic Forest. The research was structured in two parts, the first is the theoretical reference, and the second part is divided into two papers: Paper I - the objective was to assess if mined areas originally covered by Tropical Semideciduous Forest (FES) in process of ecological restoration, planting tree seedlings of 50 native species with high plant density (approximately 4,200 ha-1), show structural and functional attributes that enable the restoration of ecological processes observed in the reference ecosystem; Paper II – a "costs × ecological benefits" comparison between ecological restoration and rehabilitation methods(common in the mining sector). Paper I assessed three adjacent mining areas in restoration, aged 21-56 months, as well as the surrounding FES. In one of the areas 32 samples were analyzed, and 33 in the other areas. The tree components (plots of 100 m2; DAP ≥ 3,2 cm) and regeneration components (sub-plots of 4 m2; DAS ≥ 1,0 cm and DAP < 3.2 cm) were sampled. The initial recovery shows a fast density increase in both components, as well as basal area and species richness increase in the regeneration component. In functional aspects, only the distribution of species richness by dispersal syndrome in restoration areas was similar to de FES. In restoration areas, pioneer and widespread species prevailed, and in FES area zoochorics species and Light Hardwoods prevailed. Although the recovery of specific richness was noticeable, especially in the regeneration component, similarity in floristic composition was not detected in relation to the FES. The farthest points of the reforested areas relative to the FES, did not present variation in richness, diversity and density of individuals in regeneration component. Paper II compared three methods for reclamation of mining areas (Rehabilitation; Simple Ecological Restoration, and Complete Ecological Restoration), through costs involved and ecological benefits. The Simple Ecological Restoration presented higher economic feasibility, costing 1% less than Rehabilitation, while the Complete Ecological Restoration was 15% higher than the other techniques. Considering that Rehabilitation is basically covering the soil with exotic species, and Simple Restoration emphasizes the ecological variables involved in the process of establishing the community, the conclusion shows that the Simple Restoration is the best financial-ecological option.
Informações adicionais: Tese apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, área de concentração em Ciências Florestais, para a obtenção do título de Doutor.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/5569
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DCF - Engenharia Florestal - Doutorado (Teses)

Arquivos neste Item:

Arquivo Descrição TamanhoFormato
TESE_Restauração Ecológica de Áreas Mineradas de Bauxita na Mata Atlântica.pdf3,89 MBAdobe PDFVer/abrir

Itens protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, Salvo indicação em contrário.


Mostrar estatísticas

 


DSpace Software Copyright © 2002-2007 MIT and Hewlett-Packard - Feedback