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Título: Nem tudo que reluz é ouro: os desafios de cooperativas minerais em Minas Gerais
Autor(es): Macedo, Alex Dos Santos
Orientador: Oliveira, Maria de Lourdes Souza
Membro da banca: Amâncio, Júlia Moretto
Oliveira, Benedito Anselmo Martins
Silva, Sabrina Soares da
Área de concentração: Organizações, Gestão e Sociedade
Assunto: Poder Público
Mineração
Garimpo
Cooperativismo
Cooperativas Minerais
Government
Mining
Artisanal mining
Cooperatives
Cooperatives Mining
Data de Defesa: 23-Fev-2015
Data de publicação: 11-Mai-2015
Agência de Fomento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Referência: MACEDO, A. dos S. Nem tudo que reluz é ouro: os desafios de cooperativas minerais em Minas Gerais. 2015. 203 p. Dissertação (Mestrado em Administração)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2015.
Resumo: The mining and artisanal mining represent a complex problem for public management in Brazil, since it is notice issues related to environmental, social and economic vulnerability. However, represent a strategic area for the ‘development’ of the country. As mineral resources, including those from the subsoil belong to the Union, then it is up to administer and legislate on them. In this sense, the priority given by the State to mineral cooperatives in the Federal Constitution of 1988 in authorization or concession for exploration and exploitation of resources and mineral reserves prospectable marks a process of state attempt to regularize, standardize, encourage the regularization of illegal mining in small scale, where the mining is presented. Therefore, it is an official form of support for workers and a state attempt to appropriate the wealth generated by this activity, since mineral resources are owned by law. Face of this context, the motivation for this study started in order to uncover the main challenges faced by cooperatives of mineral branch to operate mining activities in Minas Gerais. Therefore, we seek through case study to understand the operation of two organizations in this sector, Uniquartz in Corinto and the Microminas in Córrego Fundo. In both cities, the quartz mining activity in Corinto and mining of limestone in Córrego Fundo are representing important sectors for the local economy. In terms of methodological approaches, this study was characterized as theoretical and empirical, exploratory-descriptive, with a qualitative approach and multicases study method. To mine the information in order to build them, we make use of documentary research and literature, as well as semi-structured interviews and field notes that were part of the techniques used in the field work that occurred during the months of November and December 2014. The findings of this study show that in the context of two cooperatives investigated there are plenty of social actors that these organizations need to relate in order to work in the mining area. It was observed an antagonistic environment of cooperation, of unequal competition, where social actors have conflicting interests and desires that hinder the exercise of cooperation. In this sense, the results of the cooperation procedures around the cooperative will be captured by those groups or individuals as better social positions, cultural, economic and political. Furthermore, we add that due to the nature of the ore extracted, how they were formed and suffered state intervention, each studied cooperative appropriated mining in a way, which interfered in its organizational process, in the participation and involvement of members in the production process and dynamics of the challenges faced. It was found that the dynamics of the operating challenges of the two cooperatives permeate by institutional policy issues, access to credit, technical-operational and sociocultural. These issues impact the operation of these organizations, which in some measures, end up running on time to solve a structural problem.
As áreas de mineração e garimpo representam um problema complexo para a gestão pública no Brasil, uma vez que se notam questões ligadas à vulnerabilidade ambiental, social e econômica. No entanto, representam áreas estratégicas para o ‘desenvolvimento’ do país. Como os recursos minerais, inclusive aqueles oriundos do subsolo, são bens da União, compete a esta esfera administrar e legislar sobre esta questão. Nesse sentido, a prioridade dada pelo Estado às cooperativas minerais na Constituição Federal de 1988 na autorização ou concessão para pesquisa e lavra dos recursos e jazidas minerais garimpáveis marca um processo de tentativa estatal de regularizar, normatizar, incentivar a regularização da mineração ilegal em pequena escala, em que o garimpo se apresenta. Portanto, trata-se de uma forma oficial de apoio aos trabalhadores, bem como uma tentativa do Estado de se apropriar da riqueza gerada por esta atividade, uma vez que os recursos minerais são de sua propriedade por direito. Diante desse contexto, a motivação para a realização deste estudo surgiu no sentido de desvendar os principais desafios enfrentados pelas cooperativas do ramo mineral em operacionalizar as atividades de mineração em Minas Gerais. Para tanto, buscamos por meio de estudo de caso compreender o funcionamento de duas organizações deste setor, a Uniquartz de Corinto e a Microminas de Córrego Fundo. Em ambos os municípios, a atividade garimpeira de quartzo em Corinto e a mineração de pedra calcária em Córrego Fundo têm representando um setor importante para a economia local. Em termos de caminhos metodológicos, nosso estudo foi caracterizado como teórico-empírico, do tipo exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa e método de estudo multicascos. Para garimpar as informações, no sentido de construí-las, nos valemos de pesquisa documental e bibliográfica, além de entrevistas semiestruturadas e notas de campo que fizeram parte das técnicas utilizadas no trabalho de campo que ocorreu durante os meses de novembro e dezembro de 2014. Os achados deste trabalho apontam que no contexto das duas cooperativas investigadas há uma infinidade de atores sociais que essas organizações necessitam se relacionar para poder funcionar na área de mineração. Observamos um ambiente de cooperação antagônica, de competição de desiguais, onde os atores sociais possuem interesses e vontades conflitantes que dificultam o exercício da cooperação. Nesse sentido, os resultados dos processos de cooperação em volta da cooperativa serão apropriados por aqueles grupos ou indivíduos como melhores posições sociais, culturais, econômicas e políticas. Ademais, acrescentamos que devido à natureza do minério extraído, da forma como foram constituídas e das intervenções estatais sofridas, cada cooperativa estudada se apropriou da mineração de uma forma, o que interferiu em seu processo organizativo, na participação e envolvimento dos associados no processo produtivo e na dinâmica dos desafios enfrentados. Identificamos que as dinâmicas dos desafios de funcionamento das duas cooperativas perpassam pelos problemas políticos institucionais, de acesso ao crédito, os de ordem técnico-operacional e sociocultural. Essas questões impactam no funcionamento dessas organizações, que em algumas medidas, acabam funcionando pontualmente para resolver um problema estrutural.
Informações adicionais: Dissertação apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Programa de Pós Graduação em Administração, área de concentração Organizações, Gestão e Sociedade, para obtenção do título de Mestre.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/9460
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DAE - Administração - Mestrado (Dissertações)

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