FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 187 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado Rafael Rocha 1 Nivaldo Calixto Ribeiro 2 Resumo: A Ciência Aberta envolve uma prática científica que defende que todo o processo de desenvolvimento de pesquisa deve ser compartilhado abertamente, desde os resultados de pesquisas, dados, códigos, entre outros. Diante disso, este trabalho apresenta uma proposta de um modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado da Ciência Aberta, no intuito de organizar e modelar o conhecimento relativo a esse movimento e as suas relações. Foi utilizada a metodologia SABiO e a ontologia de topo UFO. Além disso, foi adotado o OntoUML para a modelagem conceitual. Como resultado alcançado, entende-se que foi possível dar os primeiros passos em direção à construção da modelagem ontológica da Ciência Aberta. Considera-se que este produto ainda encontra-se incipiente e busca-se ampliar as relações do complexo mundo científico que urge a necessidade de ter acesso mais livre aos resultados de pesquisas, bem como no processo, nos dados científicos e na construção dessas pesquisas. Palavras-chave: Ciência Aberta; Comunicação científica; Representação do conhecimento; Ontologia. Towards an ontology of the Open Science movement: an ontologically well-founded conceptual model proposing Abstract: Open Science involves the scientific practice that defends the entire research development process where it must be shared openly, from research results, data, codes, among others. Therefore, this paper will present an initial proposal for Open Science ontology, in order to organize knowledge and model this movement and its relationships. SABiO was used as a technological input, and from the design stage of this software, OntoUML was used, a tool that implements the concepts of OntoClean. As a result, it was possible to take the first steps towards the construction of Open Science ontological modeling. It is considered that this product is still in its infancy and seeks to expand the relations of the complex scientific world 1 Doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Gestão e Organização do Conhecimento (PPGGOC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) E-mail: rafaro@gmail.com http://lattes.cnpq.br/8076034350765004 https://orcid.org/0000-0002-9719-1741. 2 Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Gestão e Organização do Conhecimento (PPGGOC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) E-mail: zoopas@gmail.com. https://orcid.org/0000-0003-0650-0121 http://lattes.cnpq.br/9037912013574409. FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 188 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado that urges the need for freer access to research results, as well as, in the process, in scientific data and in the construction of these researches. Keywords: Open Science; Scientific communication; Knowledge representation; Ontology. 1 INTRODUÇÃO A Ciência Aberta representa o foco na pesquisa colaborativa, transparente e acessível, envolvendo diferentes significados, tipos de práticas, atores e iniciativas, bem como prevê que o conhecimento científico seja livre para ser usado, reutilizado e distribuído com o mínimo de restrições legais ou tecnológicas (ALBAGLI; CLINIO; RAYCHTOCK, 2014). De acordo com as palavras de Albagli (2019a, 2019b) a Ciência Aberta pode ser considerada como um movimento de movimentos, pois engloba diversas iniciativas do ambiente científico, tais como as publicações científicas abertas, aquelas voltadas para a disponibilização de dados de pesquisa em acesso aberto, as pesquisas reprodutíveis abertas, a Ciência Cidadã, a avaliação aberta da ciência, entre outros. É importante mencionar que esse movimento vem transformando a comunicação científica em diversos aspectos. Crescem as ações que defendem o “acesso aberto” às pesquisas científicas, tanto dentro quanto fora da academia. Essas ações incluem iniciativas governamentais, como a parceria para Governo Aberto, por meio da Open Government Partnership (2011), a Open Source Initiative (1998), as diversas declarações de apoio ao acesso aberto a publicações científicas como a Budapest Open Access Initiative (2002), a Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities (2003), a Declaração de San Francisco sobre Avaliação de Pesquisa, além de diversas outras a favor dos dados de pesquisa abertos, educação aberta, políticas aberta, métricas responsáveis e a Ciência Aberta como um todo. Muitos são os defensores da Ciência Aberta e, por causa da emergência sanitária global provocada pelo novo coronavírus, Covid-19, nunca se viu tanto debate na web, em plataformas de mídias sociais e na televisão aberta sobre o mundo científico abordando pesquisas, métodos de análises, tornando uma era importante que tem impactado a visibilidade do modus operandi científico. FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 189 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado Um problema em discussão na Ciência Aberta, em contexto geral, pode ser considerado a falta de uma formalização dos seus conceitos, em função da dinamicidade do ambiente científico que se transforma a cada instante e pela indefinição dos limítrofes abordados pelo movimento. As conceitualizações e as taxonomias da Ciência Aberta vêm sendo construídas ao longo do tempo (FECHER; FRIESIKE 2014, PONTIKA et al., 2015, SILVEIRA et al., 2021a). No entanto busca-se um modelo mais profundo, explicitando as suas relações conceituais. Desse modo, este trabalho propõe uma modelagem conceitual ontologicamente bem fundamentada (ontologically well-founded)3. O resultado é um modelo conceitual utilizando a Unified Foundational Ontology4 (UFO) dos termos, conceitos salientes e de atividades relacionadas à Ciência Aberta. A UFO provê metamodelos ontologicamente fundamentados que permitem explicitar relações e conceitos, que, até então, estão implícitos por utilizar outros métodos de representação (GUIZZARDI; WAGNER 2010). Nesse sentido, a UFO atende aos objetivos propostos neste trabalho. Para melhor compreensão do estudo, o artigo foi organizado em quatro seções a saber: a Seção 2 discute a Ciência Aberta e suas conceitualizações; a Seção 3 descreve a metodologia aplicada para este trabalho e sua proposição e; em seguida, na Seção 4, são apresentados os resultados e o modelo conceitual; por último, a Seção 5 traz as considerações finais. 2 FUNDAMENTAÇÃO As lentes de análise deste estudo são voltadas para a taxonomia da Ciência Aberta de Pontika et al. (2015), sua versão brasileira, proposta no estudo de Silveira et al. (2021a) e nas cinco escolas de pensamento recomendadas por Fecher e Friesike (2013; 2014). 3 Segundo Guizzardi et al. (2004), é a classificação para as modelagens conceituais que possui concepções ontológicas como base. 4 “A ontologia UFO foi desenvolvida reunindo consistentemente uma série de teorias originárias de áreas como Ontologia Formal em filosofia, ciência cognitiva, linguística e lógica filosófica. Ela compreende uma série de microteorias, abordando noções de modelagem conceitual fundamentais.” (GUIZZARDI et al., 2015, p. 262). FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 190 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado 2.1 Taxonomia da Ciência Aberta Foi proposto por Pontika et al. (2015) uma taxonomia da Ciência Aberta para auxiliar o projeto Facilitate Open Science Training for European Research (Foster) na organização de treinamentos e eventos ligados à abertura da ciência, mapeando o campo, fornecendo conceitualização adequada para aqueles que não estavam familiarizados com a área. Além disso, a estrutura taxonômica se propõe a fornecer desambiguações terminológicas das práticas da Ciência Aberta. No modelo de Pontika et al. (2015), os autores propuseram um mapa com nove facetas e 35 rótulos que caracterizam ou especificam as suas facetas. Em 2019, foi sugerida uma estrutura diferente para uma taxonomia da Ciência Aberta, publicada no Open Science Education, por Baumgartner (2019), recomendando que a taxonomia fosse organizada em 9 facetas principais: (i) acesso aberto ou publicações abertas; (ii) citações abertas; (iii) conteúdos abertos; (iv) dados de pesquisa abertos; (v) recursos educacionais abertos; (vi) avaliação aberta ou revisão por pares aberta; (vii) licenças abertas; (viii) pesquisa aberta (metodologia, fluxos e ferramentas) e (ix) códigos abertos. O intuito do autor era ampliar o debate sobre o tema, instigando novas investigações. Em 2020, foi apresentada por Ribeiro, Silveira e Santos (2020) uma tradução livre para a língua portuguesa da Open Science Taxonomy, de Pontika et al. (2015), em uma adaptação utilizando cores para a melhor fluidez da leitura e a compreensão da relação dos conceitos apresentados na original. Seis anos depois da publicação da Open Science Taxonomy, em 2021, adotando os procedimentos do método Delphi5, reunindo pesquisadores brasileiros especialistas na temática sobre Ciência Aberta no geral ou em algumas de suas facetas, Silveira et al. (2021a) propuseram a inclusão de novos termos à taxonomia original, formando 5 O método Delphi é um processo iterativo para coletar e refinar os julgamentos de especialistas usando uma série de técnicas de coleta e análise de dados intercaladas com feedback. Esse método é adequado como instrumento de pesquisa quando há conhecimento incompleto sobre um problema ou fenômeno, funcionando especialmente bem quando o objetivo é melhorar a compreensão de problemas, oportunidades, soluções ou desenvolver previsões (SKULMOSKI; HARTMAN; KRAHN, 2007). FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 191 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado uma composição de 11 facetas, complementada por 82 rótulos, Figura 1, bem como validaram a tradução livre, adaptada de Ribeiro, Silveira e Santos (2020). Figura 1 - Taxonomia da Ciência Aberta Fonte: Silveira et al. (2021a). As principais facetas dessa taxonomia são: (i) acesso aberto; (ii) dados abertos; (iii) pesquisa reprodutível aberta; (iv) avaliação da Ciência Aberta; (v) políticas de Ciência Aberta; (vi) ferramentas de Ciência Aberta; (vii) educação aberta; (viii) licenciamento aberto; (iv) ciência cidadã; (x) preservação digital e (xi) inovação aberta. Em seu estudo, Silveira et al. (2021a) alegaram que, pelo tempo de existência da taxonomia, os aprofundamentos da literatura trouxeram novos elementos e relacionamentos. 2.2 Uma perspectiva brasileira da Ciência Aberta Com relação à versão de pesquisadores brasileiros, ela complementa as proposições sobre a Ciência Aberta, antes recomendadas pelo grupo Foster. Para Silveira et al. FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 192 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado (2021a; 2021b), esse movimento abrange seis perspectivas, a saber: (i) filosóficas: ética, integridade e transparência; (ii) científicas: inovação, uso, reúso, reprodutibilidade e replicabilidade; (iii) sociais: rede de colaboração, ciência cidadã, compartilhamento e democratização da informação; (iv) tecnológicas: padronização, rastreabilidade e interoperabilidade; (v) políticas: relativas ao desenvolvimento de legislações e políticas públicas para a promoção da Ciência Aberta e (vi) econômicas: alusivas ao investimento econômico, a infraestruturas de comunicação científica e a negociações de acesso à informação de maneira estratégica entre outros países. Esse momento transitório de transformação na comunicação científica pode ser observado na proposta de taxonomia construída por pesquisadores brasileiros ao se comparar com as versões anteriores. O entendimento é que, por meio de novos movimentos relacionados à ciência, haja o fortalecimento de uma infraestrutura que transpasse a tecnologia com a evolução das pesquisas e avanços das discussões sobre a eficiência do ecossistema que envolve o mundo científico (SILVEIRA et al., 2021a). Foram incluídas seis novas facetas com 47 novos rótulos, sendo que 12 termos foram excluídos (SILVEIRA et al. 2021a). Esse número revela o quanto a Ciência Aberta está em processo de transformação e requer constante atualização do mapa que representa o conhecimento a respeito da temática. 2.3 As cinco escolas de pensamento da Ciência Aberta Por meio de uma revisão de literatura, Fecher e Friesike (2013) reconhecem a existência de cinco correntes ou escolas de pensamento que representam perspectivas complementares sobre Ciência Aberta: a Escola Pública, que demanda por pesquisas científicas que incluem e se comuniquem com um público mais amplo do que os chamados especialistas. A Escola Democrática, que considera o acesso ao conhecimento um direito humano, condição que se torna ainda mais desejável quando a pesquisa científica conta com financiamento público. Essa escola aborda duas estratégias: a primeira, por meio da via dados abertos, busca garantir que os dados primários, coletados durante a pesquisa, sejam disponibilizados de maneira aberta e em formatos que possibilitem não apenas a sua consulta, mas seu escrutínio e reutilização, de maneira conveniente, em pesquisas posteriores. Já a segunda, por FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 193 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado meio do acesso aberto, foca na abertura dos resultados de pesquisa, tradicionalmente tornados públicos por meio de artigos publicados em revistas científicas (FECHER; FRIESIKE, 2013). A Escola Pragmática, que trabalha com uma noção de aberto mais próxima da inovação aberta, a qual vislumbra que o processo científico pode ser otimizado pela incorporação do conhecimento externo e a colaboração por meio de ferramentas on-line (FECHER; FRIESIKE, 2013). A Escola da Infraestrutura, que foca nas possibilidades e nos desafios tecnológicos. Recursos necessários às práticas emergentes da Ciência Aberta, com destaque para duas tendências: a computação distribuída pela conexão de diversos computadores para formar uma rede de alto desempenho no processamento de pesquisas com uso intensivo de dados e a constituição de redes sociais de colaboração para promover maior interação e colaboração entre cientistas (FECHER; FRIESIKE, 2013). Por fim, a Escola das Métricas ou de Avaliação, que busca criar novos modos de mensurar a produção científica, uma vez que esta tende a migrar para ambientes on-line e adotar novos formatos de publicação, para os quais, tradicionalmente, não se atribuía qualquer tipo de avaliação, promovendo a divulgação do conhecimento, como é o caso da altmetria6, que são métricas alternativas de impacto científico com base em redes sociais. Essas cinco escolas de pensamento se relacionam e se complementam entre si (FECHER; FRIESIKE, 2013). 3 UNIFIED FOUNDATIONAL ONTOLOGY (UFO) A UFO é uma modelagem conceitual ontologicamente bem fundamentada, materializada na ferramenta OntoUML (GUIZZARDI et al., 2015). A ontologia de endurantes da UFO utiliza tipos em uma estrutura taxonômica para a categorização de cada classe nos metamodelos. O metamodelo da UFO representa os conceitos em forma de retângulos para as classes; os estereótipos entre aspas francesas (<<>>) são as categorias UFO; as linhas são as relações (BENEVIDES; GUIZZARDI, 2009). Para Morais e Ambrósio (2007), as classes, comumente organizadas em taxonomias, representam algum tipo de interação da ontologia com um determinado domínio, 6 Campo de estudos da comunicação científica que se ocupa da disseminação de documentos científicos por meio das ferramentas sociais da web: menções em blogs, redes sociais, gerenciadores de referências, entre outros (SOUZA; ALMEIDA, 2013). FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 194 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado categorias é um termo utilizado no sentido de classificação e as relações representam algum tipo de interação entre os elementos do domínio. As instâncias na UFO, utilizadas para representar elementos específicos, os próprios dados da ontologia, herdam atributos dos objetos universals (GUIZZARDI; WAGNER 2010). Um sortal é um universal que carrega o princípio de identidade, ou seja, uma instância particular pode ser reconhecida como herdeira de um universal por apresentar as mesmas características de outras instâncias. Um sortal universal pode apresentar noções de “rigidez”. O kind é um sortal rigidity que define que toda instância será de um universal em todos os mundos possíveis. Por outro lado, o phase e role são sortals anti-rigid, ou seja, as instâncias mudam de atributos sem perderem seu princípio de identidade. Por fim, os mixins são non-sortals que conferem atributos para suas instâncias, mas não geram identidade, desse modo, um mixin não pode ser pai de um objeto sortal e conferir identidade. Para Guizzardi e Wagner (2010), as categorias das classes podem ser: kind, quando o conceito oferece um princípio de identidade e o mesmo não se altera em nenhuma circunstância; subkind, uma especialização que herda princípios de identidade; role, muda o conceito dependendo do relacionamento; phase, muda o conceito por motivo intrínseco; mode, define um conceito que depende da classe que define a identidade; mixin, representa propriedades compartilhadas que são essenciais; collective, são coletivos de algum kind e relator, são propriedades relacionais. A Tabela 1 sumariza algumas categorias da UFO. Tabela 1 - Categorias de classes na UFO kind É um rigid que fornece princípio de identidade para suas instâncias e não requer uma dependência relacional. Ex.: carro, animal e vinho. subkind Especialização de algum rigid de provedores de identidade. Ex.: SUV, cachorro e vinho tinto. role Especialização anti-rigid de provedores de identidade que é instanciado em contexto relacional. Ex.: ambulância, animal de estimação e bebida litúrgica. FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 195 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado phase Especialização anti-rigid de provedores de identidade que é instanciado por mudanças de propriedades intrínsecas. Ex.: usado,vivo e quebrado. mode Propriedade intrínseca que não tem valor estruturado que depende existencialmente de seus portadores. Ex.: bicombustível e habilidade. mixin Tipo semi-rigid, ou seja, é tipo rigid para alguns indivíduos e como anti-rigid para outros. Ex.: artigo de luxo e sentável. collective É um rigid que fornece princípio de identidade para suas instâncias. Uma estrutura interna homogénea de suas partes é a principal característica de um collective. relator Representa truth-maker de relações materiais. Ex.: registro e inscrito. Fonte: Elaborado pelos autores com base em Guizzardi e Wagner (2010). Já as relações são: inherence, herda da classe pai as características; mediation, representa a relação formal de um relator e uma classe; material, uma relação induzida por um relator e characterization, relação entre o mode e a classe caracterizada. A Tabela 2 sumariza algumas relações da UFO. Tabela 2 - Categorias de relações na UFO inherence É uma herança de atributos que passa de uma classe (pai) para outra (filho). mediation Uma relação de dependência existencial entre um relator e uma classe que provê identidade. material Relata uma relação material que é mediada por indivíduos do tipo relators. characterization Uma relação do portador e seu recurso. O recurso é um momento intrínseco (inerente) ao seu portador e, portanto, existencialmente dependente. Fonte: Elaborado pelos autores com base em Guizzardi e Wagner (2010). A modelagem conceitual ontológica UFO tem sido usada para reunir “teorias axiomáticas que versam sobre as principais categorias de conceitos usados em modelagem conceitual” (GUIZZARDI et. al, 2011, p. 3) e, por isso, esse recurso foi selecionado para ser aplicado neste estudo. FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 196 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado 4 METODOLOGIA E PROPOSIÇÃO DO TRABALHO A Ciência Aberta é um movimento complexo, inacabado e com amplitude concreta ainda desconhecida. Assim, busca-se com este estudo representar ontologicamente a Ciência Aberta na tentativa de organizar o conhecimento e modelar esse movimento e as suas relações. Dessa forma, visa proporcionar maior facilidade de interação homem-máquina, interoperabilidade entre sistemas computacionais e a melhoria de especificações na recuperação de informação (ROA; INDULSKA; SADIQ, 2014), relacionadas a esse novo modus operandi de fazer ciência. Considerando-se que, durante o levantamento bibliográfico preliminar, não foram identificados modelos de ontologias para o domínio da Ciência Aberta, como contribuição desta pesquisa, será apresentada uma proposta inicial de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado, assim avançando o debate sobre a temática do estudo. Este trabalho utiliza o SABiO como método para a construção do modelo conceitual (FALBO, 2014). O processo de desenvolvimento no SABiO tem cinco fases, a saber: (i) identificação de finalidade e especificação de requisitos; (ii) captura de ontologia e formalização; (iii) desenho; (iv) implementação e (v) teste. A primeira fase do SABiO realiza-se por meio do levantamento das necessidades dos usuários e as questões de competência. Já a segunda fase (captura de ontologia e formalização) é apoiada pela aquisição de conhecimento. Nessa fase, os especialistas de domínio, bem como conhecimentos consolidados, são a base da construção. Os conhecimentos consolidados são: livros, artigos científicos, padrões internacionais, modelos de referências, entre outros. Deve-se reutilizar os elementos (conceitos; relações e propriedades) não fundamentados em uma ontologia. No entanto, o reúso dos elementos deve atentar para a reificação com base em uma ontologia de fundamentação. Desse modo, as questões de competência devem ser respondidas. Conforme Falbo (2014), a fase de desenho (iii) concentra a especificação conceitual da ontologia de referência. Consideram-se questões de arquitetura e requisitos de diversas naturezas. Essa fase destaca-se pelo trabalho em conjunto de diversos profissionais. O produto resultante é um projeto a ser implementado em alguma FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 197 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado linguagem ontológica. A fase de implementação (iv) entrega uma ontologia funcional em uma linguagem, por exemplo, Web Ontology Language (OWL), para validação do conhecimento. Na fase de teste (v), ocorrem a verificação dinâmica e a validação do comportamento da ontologia em um conjunto finito de casos de teste, contra o comportamento esperado em relação às questões de competência. Já a UFO na modelagem da ontologia fornece validação taxonômica do construto (GUIZZARDI et al., 2007). A partir da fase de desenho do SABiO é utilizado o OntoUML para a construção do metamodelo. Os resultados são os conceitos ontologicamente fundamentados independente de domínio. Por fim, utilizou-se como ponto de partida do estudo a taxonomia proposta no estudo de Silveira et al. (2021a, 2021b), conjugado com a taxonomia de Pontika et al. (2015) e as cinco escolas de pensamento de Ciência Aberta de Fecher e Friesike (2013). Por fim, o objetivo deste trabalho é a construção de um modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado. Portanto, foram utilizadas somente as três primeiras fases do SABiO em conjunto com a UFO (FALBO, 2014). 5 MODELO CONCEITUAL DA CIÊNCIA ABERTA Esta seção apresenta, por meio da metodologia SABiO, o modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado da Ciência Aberta, desenvolvido neste estudo, destacando os conceitos presentes no modelo conceitual em negrito com as primeiras letras em Caixa Alta. O propósito e o uso deste modelo são definidos na Seção 4. As questões de competência que norteiam a modelagem são: (QC1) quais conceitos compõem a Ciência Aberta?; (QC2) qual o significado de “aberto” para a Ciência Aberta?; (QC3) qual o tipo de cada conceito? e (QC4) como os conceitos se relacionam? A Figura 2 demonstra o modelo conceitual da Ciência Aberta proposto por Silveira et al. (2021a). O movimento da Ciência Aberta é um novo formato de fazer Ciência composto por outros movimentos como: (i) Acesso Aberto; (ii) Dados Abertos; (iii) Pesquisa Reprodutível Aberta; (iv) Avaliação da Ciência Aberta; (v) Políticas Ciência Aberta; (vi) Ferramenta Aberta; (vii) Educação Aberta, (viii) Licenciamento Aberto; (ix) Ciência Cidadã; (x) Preservação Digital; (xi) Inovação Aberta e outros. FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 198 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado Figura 2 - Modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado da Ciência Aberta FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte v.1, n.1, ano III, Editorial, mar. 2023 199 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado Fonte: Dados da pesquisa (2022). FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte 199 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado O conceito "aberto” está associado ao direito de uso de um determinado item que permite reutilização, compartilhamento ou distribuição (SILVEIRA et al., 2021a). O Licenciamento Aberto pode ser considerado um phase, uma vez que as diretrizes definidas em sua licença podem garantir suas características. O Licenciamento é conceito pai do Licenciamento Aberto e do Licenciamento Proprietário. A Ferramenta Aberta é um role desempenhado por uma Ferramenta enquanto utiliza o Licenciamento Aberto. Da mesma maneira, Acesso Aberto, Dados Abertos, Pesquisa Reprodutível Aberta, Políticas Ciência Aberta e Inovação Aberta são especializações role de seus respectivos antecessores. O relator Utilização Aberta mantém esse relacionamento. A Preservação Digital deve assegurar a longevidade dos documentos digitais e dos conjuntos de dados para serem reutilizados, replicados ou reproduzidos (SILVEIRA et al., 2021a). Portanto, a Preservação Digital é um mixin que provê suas características para Ferramentas, Dados e Documento. A inovação aberta é transversal já que pode circular em várias facetas (SILVEIRA et al., 2021a). Assim, a Inovação Aberta também é identificada como mixin. Ademais, neste modelo, a inovação aberta só está presente nos conceitos que utilizam o Licenciamento Aberto. A Ciência Cidadã é um formato de fazer Ciência, baseado na parceria entre cientistas e cidadãos na busca por otimização da produção científica, que existe independentemente, no entanto, concomitantemente faz parte da Ciência Aberta. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS A Ciência Aberta é a construção colaborativa do fazer científico, transparente, acessível, reprodutível e replicável e, atualmente, não há como prever todo o seu delineamento e alcance. Na medida em que novos pesquisadores aderem ao movimento, novas posturas, metodologias e tecnologias são incorporadas ao processo científico. Assim, novas dúvidas surgem sobre a estrutura da Ciência Aberta, culminando na necessidade de incorporação de novos conceitos. FRC: Front. Repr. Conh., Belo Horizonte 200 Em direção à ontologia do movimento da Ciência Aberta: proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado Os diversos conceitos salientes apresentados neste artigo foram objetos de discussão em outros trabalhos, no entanto, não foi identificada nenhuma formalização fundamentada em ontologia, apresentada até o momento. Possivelmente, podem existir conceitos ontologicamente válidos, mesmo com outras perspectivas, estes poderão ser incorporados na ontologia. Sendo o escopo deste estudo o desenvolvimento de uma proposta de modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado para o movimento da Ciência Aberta, considera-se que este produto ainda encontra-se, consideravelmente, em status incipiente e busca-se ampliar as relações do complexo mundo científico, onde é eminente a necessidade de se ter acesso aberto aos processos, à reprodutibilidades, aos dados e aos resultados das pesquisas. É correto dizer que a última fase de um processo de um projeto conceitual é a avaliação da ontologia desenvolvida, sendo possível realizá-la de diversas maneiras. Assim, os autores sugerem a realização de uma avaliação centrada no usuário ou por meio de métricas obtidas com sua aplicação dentro de um sistema em atividade/tarefa, utilizando dados reais ou mesmo fictícios em simulações. Por fim, entende-se que a principal contribuição do modelo conceitual ontologicamente bem fundamentado proposto neste estudo é a ampliação no delineamento do domínio da Ciência Aberta, expandindo as relações e conexões com os seus diversos movimentos interconectados, atores, iniciativas, políticas e ações que a circundam. Os pesquisadores poderão se beneficiar das explicitações de conceitos e relações referenciando-as em suas modelagens. REFERÊNCIAS ALBAGLI, S. Ciência Aberta: movimento de movimentos. In: SHINTAKU, M.; SALES, L. F. (Orgs.) Ciência Aberta para editores científicos. 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