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Título: Monitoramento e modelagem da interceptação da precipitação e da umidade do solo em fragmento de Mata Atlântica
Autor(es): Junqueira Júnior, José Alves
Orientador: Mello, Carlos Rogério de
Coorientador: Mello, José Márcio de
Membro da banca: Mello, Carlos Rogério de
Membro da banca: Coelho, Gilberto
Membro da banca: Mello, José Márcio de
Membro da banca: Beskow, Samuel
Membro da banca: Yanagi, Sílvia de Nazaré Monteiro
Assunto: Hidrologia florestal
Chuva - Interceptação
Chuva - Partição
Umidade do solo
Precipitação efetiva
Índices de representação da paisagem
Forest hydrology
Rain - Interception
Rain - Partition
Soil humidity
Effective precipitation
Landscape representation indexes
Data de Defesa: 12-Abr-2016
Data de publicação: 30-Jun-2016
Referência: JUNQUEIRA JÚNIOR, J. A. Monitoramento e modelagem da interceptação da precipitação e da umidade do solo em fragmento de Mata Atlântica. 2016. 188 p. Tese (Doutorado em Recursos Hídricos em Sistemas Agrícolas)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2016.
Resumo: Em virtude da influência das florestas no ciclo hidrológico, o conhecimento de processos ecohidrológicos em remanescentes de ecossistemas ameaçados é extremamente relevante. Embora as florestas exerçam grande importância, no contexto ambiental, estudos sobre as relações eco - hidrológicas que envolvam fatores edáficos, topográficos, climáticos, pedológicos e vegetativos são praticamente inexistentes, sobretudo em ecossistemas tropicais. Sob floresta natural, as investigações são incipientes dada a complexidade das observações em campo e da análise espaço-tempo, pois requerem um plano amostral adequado. Nesse sentido, objetivou-se promover um estudo detalhado da partição da precipitação, acompanhado do monitoramento da umidade do solo (θ), para analisar a variabilidade espaço-temporal e estabilidade temporal em um ecossistema típico da Mata Atlântica brasileira, localizado no Sul de Minas Gerais, sendo um remanescente de Floresta Estacional Semidecídua Montana (FESM). Para tanto, avaliaram-se as precipitações externa (Pe), interna (Pi), efetiva (Pef) e interna excedente (Pie), interceptação (I), escoamento pelos troncos (Est), capacidade de armazenamento do dossel (Ad) e dos troncos (At), visando modelar os totais diários de I no período compreendido entre set/2012 e mar/2015. Para tanto, selecionaram-se 32 árvores em que foram instalados conjuntos de equipamentos para o monitoramento das variáveis ecohidrológicas citadas. A estabilidade temporal de θ foi avaliada nas profundidades (z) (0,10; 0,20; 0,30; 0,40 e 1,0 m), verificando se os indicadores de estabilidade são dependentes de z, Pef, condutividade hidráulica do solo saturado (k0), índice de área foliar (IAF) e índices de representação da paisagem, visando à identificação de pontos representativos do comportamento de θ. Neste caso, foram realizadas leituras mensais de θ nas direções x, y e no tempo, nos 32 pontos. Constatou-se que Pi e Est apresentaram maior variabilidade em períodos chuvosos e que o número de pontos para este monitoramento detectou as variações sazonais. A At não apresentou correlação com a área da copa, altura, DAP e IAF, enquanto Pie mostrou-se associada ao número de eventos, intensidade e volume de Pe, velocidade e direção dos ventos, e IAF. Os modelos de Liu e Gash apresentaram ajustes distintos na simulação de I, para este ecossistema e Gash subestimou em até 21% a I com evaporação gerada pela equação de Gash (1979), além de se mostrar instável a longos períodos de estiagem. Observou-se que Liu superestimou I em até 11,5% com a evaporação gerada por P-M, apresentando-se mais estável nos períodos analisados. Com base nestes resultados, recomenda-se o modelo Gash, para a modelagem da I, em ambientes semelhantes à FESM e sob condições normais de clima, que é uma das principais formações florestais da região sudeste do Brasil. Constatou-se diminuição da variabilidade das estatísticas de estabilidade nas maiores profundidades. Houve maior estabilidade temporal de θ, nas áreas mais baixas do relevo, menor nas altitudes médias e nenhuma estabilidade nas regiões mais elevadas, concluindo-se que as características topográficas afetam a estabilidade e a identificação de pontos estáveis. Os pontos escolhidos para monitoramento nas profundidades diferiram em relação à sua localização. Foi verificado que os índices de representação podem ser incorporados, nas análises de estabilidade temporal, associando-os às peculiaridades do solo e da floresta, auxiliando na seleção de pontos representativos.
Abstract: Due to the influence of forests on the hydrologic cycle, the awereness of ecohydrologic processes in remaining areas of threatened ecosystems is extremely relevant. Although forests have great importance in the environmental context, studies about hydrologic relationships that encompass edaphic, topographic, climate, pedological and vegetative factors are practically nonexistent, especially in tropical ecosystems. Under native forests, investigations are incipient due to the complexity of field observation and to time-space analysis, for they require an adequate sample plan. So in this sense, we aim to study the precipitation partition in detail and monitor soil moisture (θ) in order to analyze the space-time variability and time stability in an ecosystem located in the southern part of Minas Gerais, typical of the Brazilian Atlantic Forest. That ecosystem is a remaining area of the Tropical Mountain Semideciduous Forest. For examining this, we investigated external (E), internal (IP), effective (EP), and exceedingly internal precipitations (EIP), throughfall and stemflow, the canopy’s and the trunks’ storage capacity, aiming at modeling I’s diary totals bewteen Sept./2012 and Mar./2015. For this, we selected 32 trees where sets of monitoring equipment were installed in order for us to examine the aforementioned ecohydrologic variables. The temporal stability of θ was evaluated in the depths (z) (0.10, 0.20, 0.30, 0.40 e 1.0 m), which allowed us to investigate whether the stability indicators depend on z, EP, saturated soil’s hydraulic conductivity (k0), leaf area index (LAI) and landscape representation indexes, aiming at indentifying representative aspects of θ’s behavior. In this case, we interpreted θ on a monthly basis in the x and y directions. Also, we took time reference into consideration, in the 32 spots. We noticed that IP and TR showed greater variability in rainy seasons and that the number of spots for this monitoring detected seasonal variations. The TSC did not display any correlation with the canopy’s area, height, DAP and LAI, whereas the EI could be associated with the number of events, EP’s intensity and volume, wind speed and direction, and the LAI. Liu and Gash’s models demonstrated good results in the simulation of I for this ecosystem. Gash underestimated I in 21%, with evaporation generated by Gash’s (1979) equation, besides being stable in long periods of drought. We noticed that Liu overestimated I in 11.5%, with evaporation generated by P-M’s equation, being more stable in the drought periods. Based on those results, we recommend the Gash model for the modeling of I in environments similar to TMSF, which is one of the main forest formations in Southeast Brazil. We perceived a decrease in the variability of the stability’s statistics in the greater depths. There was greater temporal stability of θ in the terrain’s lowest areas, less stability in medium altitudes, and no temporal stability in the highest regions. We concluded that the topographic characteristics affect stability and identification of stable spots. The spots chosen for the monitoring in the depths deferred according to their location. We noticed that the representation indexes can be incorporated in the temporal stability’s analyses and be associated with the soil’s and forest’s specificities, which helps in the selection of representative spots.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/11353
Publicador: Universidade Federal de Lavras
Idioma: por
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