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Título: Frequência de anticorpos anti-Rickettsia rickettsii em cães de área urbana ou rural de Lavras, Minas Gerais
Autor: Mesquita, Cristiane Aparecida Moreira
Braz, Mirian Silvia
Guimarães, Antônio Marcos
Varaschin, Mary Suzan
Nogueira, Clayton Israel
Rocha, Christiane Maria Barcellos Magalhães da
Palavras-chave: Febre maculosa brasileira
Saúde pública
Reação de imunofluorescência indireta
Data da publicação: 2018
Referência: MESQUITA, C. A. M. et al. Frequência de anticorpos anti-Rickettsia rickettsii em cães de área urbana ou rural de Lavras, Minas Gerais. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFLA, 31., 2017, Lavras. Anais... Lavras: UFLA, 2017. Não paginado.
Resumo: A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença de importância pela alta letalidade, que chega a 40% em humanos não tratados. É causada por bactérias do gênero Rickettsia que ocasionam infecções brandas ou letais. A. Rickettsia rickettsii é a espécie mais patogênica para o homem, capaz também de infectar animais domésticos ou silvestres. Pesquisas de anticorpos anti-Rickettsia em cães é relevante devido à alta susceptibilidade a infecção, além destes animais atuarem como sentinelas de riquetsioses, que podem infectar os seres humanos. O objetivo deste estudo foi comparar a frequência de anticorpos IgG anti-R. rickettsii entre cães criados em área urbana ou rural de Lavras. Amostras de soros de 199 cães, coletadas durante campanha antirrábica de 2010, foram submetidas à RIFI (reação de imunofluorescência indireta), e utilizou-se como ponto de corte (animal soropositivo) título 1:64. Para a coleta de dados sobre o sistema de criação dos cães foram realizadas entrevistas com tutores sobre possíveis fatores associados à soropositividade. Na análise estatística foi feito teste qui-quadrado para avaliar a associação entre sorologia (positiva ou negativa) e variáveis independentes como: sexo, idade, sistema de criação, raça e local de criação (urbano ou rural). A frequência global de cães com anticorpos anti-R. rickettsii foi 26,1%(52/199). De 99 cães da área urbana e 100 da área rural, 22 (21,8%) e 30 (30,0%), respectivamente, foram soropositivos para R. rickettsii, porém, sem diferença significativa(p>0,05) entre os dois grupos. De 52 cães soropositivos, 10 eram fêmeas (19,0%) e 42 machos (81,0%), 37 (71,7%) sem raça definida, 47 (89,7%) criados sempre soltos, 39 (74,4%) considerados apenas como animais de companhia. Não houve diferença significativa (p>0,05) entre status sorológico de cães criados em área urbana ou rural, ou com quaisquer das variáveis analisadas. Estudos epidemiológicos mais abrangentes são necessários para identificar os fatores de risco associados à infecção na população canina em questão. Este estudo sugere que cães criados em área urbana ou rural de Lavras estão expostos a infecção por R. rickettsii. Em Lavras não há registro de casos humanos de FMB, mas a constatação que há circulação do agente na área demonstra a importância da vigilância de casos.
Idioma: pt_BR
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