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Título: Primeira avaliação do efeito antimutagênico in vivo da mangaba e identificação do seu perfil fenólico
Autor(es): Lima, Juliana Pinto de
Lattes: http://lattes.cnpq.br/3801715019955419
Orientador: Vilas Boas, Eduardo Valério de Barros
Membro da banca: Carvalho, Elisângela Elena Nunes
Membro da banca: Barcelos, Maria de Fátima Piccolo
Membro da banca: Azevedo, Luciana
Membro da banca: Fante, Camila Argenta
Assunto: Antimutagenicidade
Antimutagenicity
Doxorrubicina
Doxorubicin
Compostos fenólicos
Phenolic compounds
Data de Defesa: 19-Jun-2015
Data de publicação: 17-Ago-2015
Agência de Fomento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Resumo: A mangaba (Hancornia speciosa Gomes), fruto nativo do Cerrado, apresenta grande potencial de exploração devido às características sensoriais atrativas, elevado valor nutricional e presença de substâncias bioativas. Este trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a composição química da polpa de mangaba, além de verificar seu efeito protetor/indutor de mutagenicidade in vivo. Para tanto, a pesquisa foi constituída de duas partes. Na primeira etapa foi realizada a caracterização química (composição centesimal, acidez titulável, pH, sólidos solúveis, minerais, atividade antioxidante, ácido ascórbico, carotenoides, compostos fenólicos totais e perfil de fenólicos) e na segunda, foram avaliados os efeitos mutagênicos/antimutagênicos da polpa de mangaba, por meio do teste de micronúcleos de medula óssea e cólon, apoptose, estresse oxidativo e teste do cometa. Para a realização do experimento in vivo seguiram-se os Princípios Éticos na Experimentação Animal adotado pelo Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA) certificado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da Unifal-MG (protocolo n°417/2012). Foram utilizados 80 camundongos Swiss de 4 a 5 semanas (25±5 g peso corporal), os quais foram alimentados ad libitum com uma dieta comercial e água, permaneceram sob condições controladas, com temperatura de 22±3° C; umidade relativa do ar de 50±20% e um ciclo de luz 12 horas claro/12 horas escuro, durante o período de 14 dias. Os animais foram divididos em dez grupos contendo 8 animais cada. A polpa de mangaba foi administrada em três doses, 10, 20 e 40 ml/kg de peso corporal, por gavagem, duas vezes ao dia. Ao final do tempo experimental, os animais receberam doxorrubicina (DXR) ou dimetil-hidrazina (DMH), drogas indutoras da mutagenicidade, ou solução salina fisiológica e, no 15º dia, os animais foram anestesiados (ketamina e xilazina) e, em seguida, submetidos à eutanásia. Para a realização das análises, durante a necropsia, as células de medula óssea, o fígado e o sangue periférico foram coletados a partir dos animais que receberam DXR, e o fígado e o cólon foram removidos dos animais que receberam DMH. Como principais resultados, pode-se destacar que, na polpa de mangaba, foram identificados sete compostos fenólicos: ácido gálico, catequina, ácido clorogênico, ácido vanílico, o-cumárico, ácido rosmarínico e rutina. Os testes in vivo revelaram que a polpa de mangaba não mostrou efeitos tóxicos/mutagênicos em qualquer um dos ensaios realizados, apresentando efeitos protetores. Nas três concentrações de mangaba administradas, os principais resultados sobre os efeitos protetores foram os seguintes: teste do micronúcleo de medula óssea (42,33%, 58,14% e 77,21%), teste de micronúcleo de cólon (34,21%, 63,15% e 78,07%) e índice de apoptose (57,5%, 43,68% e 65,52%). Conclui-se que este estudo fornece a evidência científica para o potencial antimutagênico da polpa de mangaba e reforça a possibilidade de ser empregada como um alimento funcional, com aplicabilidade na indústria de alimentos.
Abstract: Mangaba (Hancornia speciosa Gomes), fruit native to the Cerrado (tropical savanna ecoregion), presents a great exploitation potential due to its attractive sensorial characteristics, high nutritional value and presence of bioactive substances. This work was carried out with the purpose of evaluating the chemical composition of the mangaba pulp, in addition to verifying its protecting\ in vivo mutagenicity-inducing effect. For this purpose, the study was constituted of two parts, in the first step, the chemical characterization (centesimal composition, titrable acidity, pH, soluble solids, minerals, antioxidant activity, ascorbic acid, carotenoids, total phenolic compounds and phenolic profile) was conducted and in the second step, the mutagenic\antimutagenic of the mangaba pulp were evaluated through the micronucleus test of bone marrow and colon, apoptosis, oxidative stress and comet assay. For the doing of the in vivo experiment, the Ethic Principles in the Animal Experimentation adopted by the Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA) (Brazilian College of Animal Experimentation) certified by the Ethics Committee in the Use of Animals of Unifal-MG (protocol number 417/2012). 80 Swiss mice aged 4 to 5 weeks (25 ± 5g body weight) were used, these were fed ad libitum a commercial diet and water, remained under controlled conditions with temperature of 22° C (± 3° C); relative humidity of air of 50% (± 20%) and a light cycle of 12h light /12h dark, during the period of 14 days. The animals were divided into ten groups, containing 8 animals in each. The mangaba pulp was given at three doses, 10, 20 and 40 ml/kg of body weight, by gavage of the experimental time a day. At the end of the experimental time, the animals were given doxorubicin (DXR) or dimethylhydrazine (DMH), mutagenicity-inducing drugs or physiologic salt solution and on the 15th days, the animals were anesthetized (ketamine and xylazine) and next, submitted to euthanasia. For the conduction of the analyses, during the necropsy, the cells of the bone marrow cells, livers and peripherical blood were collected from the animals which received DXR and the livers and colons were removed from the animals which were given DMH. As main results, one can stand out that in the mangaba pulp, seven phenolic compounds were identified: galic acid, catechin, chlorogenic acid, vanilic acid, o-coumaric acid, rosmarinic acid and rutin. The in vivo tests revealed that the mangaba pulp did not show toxic/mutagenic effects in any of the assays conducted, presenting protecting effects. In the three concentrations of mangaba administered, the main results on the protecting effects were the following: micronucleus test of bone marrow (42.33, 58.14 and 77.21%), micronucleus test of colon (34.21, 63.15 and 78.07%), apoptosis index (57.5, 43.68 and 65.52%). It follows that this study provides scientific evidence to the antimutagenic potential of the mangaba pulp and reinforces its potential as a functional food with applicability in the food industry.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/9774
Idioma: por
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