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Por favor, utilize esse identificador para citar este item ou usar como link: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/1595

Título: Paradigmas ambientais e sustentabilidade: o que evidenciam alguns discursos organizacionais
Título Alternativo: Environmental paradigms and sustainability: what is evidenced in some organizational discourses
Autor(es): Silva, Sabrina Soares da
Orientador: Reis, Ricardo Pereira
Coorientador(es): Amâncio, Robson
Membro da banca: Amâncio, Cristiane Oliveira da Graça
Santinelli, Fernanda
Oliveira, Maria de Lourdes Souza
Área de concentração: Dinâmica e Gestão de Cadeias Produtivas
Assunto: Sustentabilidade
Antropocentrismo
Ecocentrismo
Sustainability
Anthropocentrism
Ecocentrism
Data de Defesa: 21-Dez-2010
Data de publicação: 2014
Referência: SILVA, S. S. da. Paradigmas ambientais e sustentabilidade: o que evidenciam alguns discursos organizacionais. 2010. 183 p. Tese (Doutorado em Administração) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2010.
Resumo: O agravamento dos problemas socioambientais nos últimos anos evidencia a necessidade de mudanças na visão de mundo compartilhada socialmente, predominantemente antropocêntrica, para uma nova perspectiva, baseada na sustentabilidade. Este estudo foi realizado com o objetivo de compreender os significados atribuídos à sustentabilidade nas organizações e como esses significados se relacionam aos paradigmas ambientais compartilhados. Abordaram-se o antropocentrismo, em suas vertentes individualista e coletivista, o ecocentrismo, também individualista e coletivista, e a sustentabilidade-centrismo. Foi feita uma análise qualitativa descritiva, fundamentada na análise de conteúdo, dos relatórios de sustentabilidade e alguns discursos disponíveis nos sítios eletrônicos de uma amostra de oito organizações, selecionada intencionalmente. Os significados atribuídos à sustentabilidade estão associados, na maior parte, ao paradigma antropocêntrico individualista, não tendo sido observado um rompimento com a busca de se atender unicamente aos interesses dos proprietários das organizações. Nessa visão, relacionou-se sustentabilidade a conceitos como os de desempenho, crescimento, rentabilidade, liderança ou boas práticas de governança nas organizações. Também na vertente individualista, mas se aproximando ao ecocentrismo, associou-se a sustentabilidade ao cumprimento da legislação ambiental e à ecoeficiência. Observaram-se posturas um pouco mais próximas à vertente coletivista do antropocentrismo, quando a sustentabilidade é vista como diferentes formas de investimentos sociais, filantropia, cidadania empresarial e responsabilidade social. De forma similar, a associação com a responsabilidade socioambiental também buscou uma visão um pouco mais coletivista, mas incluindo preocupações com as formas de vida não-humanas. Ainda que tais significados busquem, de alguma forma, expressar preocupações coletivistas, ainda não seria equivalente a dizer que as organizações analisadas são sustentáveis. Nenhum dos significados atribuídos à sustentabilidade remete a seu sentido original, associado à superação da dicotomia entre a humanidade e natureza e à manutenção da biota como um todo no longo prazo. Os discursos organizacionais, mesmo quando se referiam à sustentabilidade, tinham como tema central o relato dos resultados financeiros das organizações, fortalecendo o paradigma antropocêntrico individualista. As ações sociais e ambientais apresentadas nesses relatórios contribuem, de alguma forma, para a busca de soluções para alguns problemas socioambientais, mas ainda são bastante pontuais e isoladas, não indicando mudanças na visão de mundo predominante.
The aggravation of social and environmental problems in recent years made evident the need for changes in socially shared worldview, from a predominantly anthropocentric perspective to a new one, based on sustainability. This study aims to understand the meanings attributed to sustainability in organizations and how these meanings can be related to environmental paradigms. It was discussed the anthropocentrism, in their individual and collective perspectives, the ecocentrism also the individual and the collective, and the sustaincentrism. A qualitative descriptive analysis was carried out, based on content analysis of sustainability reports and material available in sites of a sample of eight organizations, selected intentionally. The meanings attributed to sustainability are related, in most organizations, with the individual anthropocentric paradigm without distancing from the purpose to serve only the interests of the organizations owners. In this view, sustainability concepts were related to organizational performance, growth, profitability, leadership and good practices in corporate governance. Also in the individual perspective, but close to the ecocentrism view, sustainability was linked to environmental legislation enforcement and eco-efficiency. There were also speeches related to anthropocentrism, but with some proximity to their collective perspective, when sustainability is seen as different forms of social investments, philanthropy, corporate citizenship, and social responsibility. Similarly, the association with socio-environmental responsibility also sought a more collectivist vision, aiming to not restrict their concern to humanity, but also with other life forms. Although the meanings attributed to sustainability aim, somehow, to express collective concerns, they are not equivalent to say that the organization is sustainable. None of the meanings attributed to the sustainability refer to its original meaning, associated with overcoming the dichotomy between humanity and nature and the maintenance of the whole biota in the long term. Organizational discourses, even when referring to sustainability, had as central theme the organizational financial performance, strengthening the individualist anthropocentric paradigm. The social and environmental actions presented in these reports contribute, in some way, in the search for solutions to socio-environmental problems, but they are still very punctual and isolated, indicating no change on the anthropocentric dominant worldview.
Informações adicionais: Tese apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em Administração, área de concentração em Dinâmica e Gestão de Cadeias Produtivas, para obtenção do título de Doutor.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/1595
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DAE - Administração - Doutorado (Teses)

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