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Título: (O) Braço forte, (A) Mão amiga: um estudo sobre dominação masculina e violência simbólica em uma organização militar
Título(s) alternativo(s): Strong Arm, Friend Hand: a study on masculine domination and symbolic violence in the military organization
Autor : Rosa, Alexandre Reis
Primeiro orientador: Brito, Mozar José de
Primeiro membro da banca: Magalhães, Raul Francisco
Cappelle, Mônica Carvalho Alves
Área de concentração: Organizações, Estratégia e Gestão
Palavras-chave: Masculinidade
Mulher Militar
Organização Militar
Simbolismo
Pierre Bourdieu
Masculinity
Military Woman
Military Organization
Simbolism
Data da publicação: 31-Jul-2014
Referência: ROSA, A. R. (O) Braço Forte, (A) Mão Amiga: um estudo sobre dominação masculina e violência simbólica em uma organização militar. 2007. 355 p. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2007.
Resumo: Com a entrada da mulher em todos os segmentos do mundo do trabalho, a partir das conquistas advindas do movimento feminista, foi inevitável que elas ocupassem cargos que originalmente eram exclusivos do universo masculino, entre eles o de soldado. Entretanto, a inserção do feminino nesse universo trouxe consigo uma série de questões ainda ocultas na relação homem-mulher na organização militar, gerando uma forte resistência de chefes, pares e subordinados quanto à presença delas num mundo que, segundo eles, não as pertence. Nesse sentido, com a presente dissertação teve por objetivou-se desenvolver um estudo sobre a dimensão simbólica das relações entre gêneros na organização militar, focalizando o fenômeno da dominação masculina e da violência simbólica nesse espaço, particularmente no Exército Brasileiro, que somente admitiu as primeiras mulheres em 1992 para ocuparem cargos administrativos - o que prevalece até o momento. Por meio do método de estudo de caso em um Colégio Militar utilizando técnicas de observação não-participante e entrevistas, em conjunto com a praxeologia de Pierre Bourdieu, objetivou-se nesta pesquisa compreender a dialética entre estruturas sociais (campo militar) e estruturas mentais (habitus militar) que operam na (re)produção de posições naturalizadas (doxa) e na sua interiorização (violência simbólica) pelos membros da organização militar, em particular as mulheres, que são oprimidas pela herança patriarcal, que é reforçada pelas próprias características da organização militar, tais como: poder/distinção, hierarquia/disciplina e honra/tradição. Nesse sentido, pelos dados coletados na pesquisa de campo, verificou-se que, sob a ótica dos entrevistados, o Exército resiste à presença feminina nas atividades militares, particularmente em combate e sua resistência se manifesta através do poder simbólico. Esse poder invisível, quase mágico, capaz de obter o equivalente do que é obtido pela força, perpetuando as barreiras simbólicas que impedem a aceitação das mulheres como membros efetivos do universo militar.
With the entrance of women in every segment of work, since the conquests of the feminist movement, it was inevitable that they occupied positions that originally belonged to the masculine universe, among them that of the soldier. However, the insertion of the feminine segment in this universe brought with it a series of issues still occult in gender relations within the military organization, generating a strong resistance from leaders, partners and subordinates concerning the presence of women in a place that, according to men, does not belong to them. In this sense, the present dissertation had the objective to develop a study about symbolic dimension within gender relations in the military organization focusing the enrolled masculine domination and symbolic violence in this place, particularly in the Brazilian Army that admitted the first military women in 1992 to occupy only administrative positions - which prevails up to the present. Through the case study method in the Military School with non-participant observation, and interviews, together with the praxeology of Pierre Bourdieu, the present research sought comprehending the dialectics between social structures (military field) and mental structures (military habitus) that operate in the (re)production of naturalized positions (doxa) and of its internalization (symbolic violence) by the members of the military organization, in particular the military women who are oppressed by a patriarchal inheritance that is strengthened by the characteristics of the military organization, such as: power/distinction, hierarchy/discipline, and honor/tradition. In this direction, the data collected in the field research disclose that, in the optics of the interviewed ones, the Army resists the feminine presence in military activities, particularly in combat, and this resistance is manifested through symbolic power. This invisible power, almost magical, allows getting the equivalent of what is obtained by force, perpetuating the symbolic barriers that hinder the acceptance of women as effective members of the military universe.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/1916
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções:DAE - Administração - Mestrado (Dissertações)

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