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Título: Fungos toxigênicos em solos de vinhas, uvas e mostos e Ocratoxina A em vinhos e sucos do Vale do Submédio São Francisco
Título(s) alternativo(s): Toxigenic fungi in soils of vineyards, grapes and musts and Ochratoxin A in wines and juices of Vale do Submédio São Francisco
Autor : Terra, Michelle Ferreira
Primeiro orientador: Batista, Luis Roberto
metadata.teses.dc.contributor.advisor-co: Prado, Guilherme
Pereira, Giuliano Elias
Primeiro membro da banca: Lima, Luiz Carlos de Oliveira
Área de concentração: Microbiologia Agrícola
Palavras-chave: Aspergilos
Micotoxinas
Uva - Cultivo
Mycotoxins
Seção Nigri
Data da publicação: 12-Ago-2014
Referência: TERRA, M. F. Fungos toxigênicos em solos de vinhas, uvas e mostos e Ocratoxina A em vinhos e sucos do Vale do Submédio São Francisco. 2011. 151 p. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agrícola)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2011.
Resumo: A ocratoxina A (OTA) tem sido freqüentemente encontrada como contaminante de uvas, vinhos e suco de uva, sendo considerada uma das micotoxinas mais prejudiciais para a saúde humana. Neste contexto, este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a ocorrência de fungos ocratoxigênicos do gênero Aspergillus Seção Nigri em solos cultivados com videiras, uvas e mostos do Nordeste brasileiro, bem como verificar os níveis de Ocratoxina A em vinhos e sucos de uva elaborados com variedades cultivadas nesta região. O isolamento de fungos das uvas e sementes foi realizado por Plaqueamento Direto no meio Agar Dicloran Rosa de Bengala Cloranfenicol (DRBC). Para as amostras de solo e de mosto utilizou-se a técnica de espalhamento superficial a partir de diluições seriadas. Selecionou-se para obtenção de culturas puras apenas os fungos do gênero Aspergillus Seção Nigri que foram identificados por características morfológicas. Todos os isolados obtidos foram testados quanto ao potencial de produção de OTA pelo método Plug Agar. A quantificação de OTA das amostras de vinhos e sucos de uva foi realizada pelo método de Cromatografia Liquida de Alta Eficiência (CLAE), com detecção por fluorescência. Do total de isolados obtidos (281), a maioria (61,2%) foi identificado nas espécies A. niger, A. foetidus e A. tubingensis, e 11% foram produtores de OTA. A espécie A. niger foi a mais detectada nas vinhas, entretanto apenas 5,3% dos seus isolados foram ocratoxigênicos. Todos os isolados de A. carbonarius obtidos (22) foram produtores desta toxina, o que realça a importância desta espécie como a principal fonte de OTA para as uvas cultivadas no Nordeste brasileiro. A OTA foi detectada em 13 (38,24%) amostras analisadas, em concentrações entre 0,03 a 0,62 µg/L. A maioria das amostras de vinho tinto apresentou-se contaminada com esta toxina (75%), e em apenas uma amostra de vinho branco, obtido da variedade Verdejo, esta toxina foi detectada. Não foi detectado OTA em nenhuma amostra de suco de uva. Os níveis de OTA detectados foram inferiores ao limite máximo tolerável para esta toxina em vinho e suco de uva estabelecido pela União Européia (EC 123/2005).
Abstract: Ochratoxin A (OTA) is a frequent contaminant in grapes, wines and grape juices. This toxin is considered to be one of the most hazardous mycotoxins for humans. This study was performed with the objective of evaluating the occurrence of ochratoxigenic fungi of the genus Aspergillus Section Nigri in grapes, grape must, and soil of wineries of Northeastern Brazil, as well as verify the levels of Ochratoxin A of the wines, grape juices made with the varieties present in the region. The isolation of berries and seeds was performed by the Direct Plating method in the Dichloran Rose Bengal Cloramphenicol media (DRBC). For the grape must samples, the serial dilution with superficial spreading technique was used. We selected only the specimens of the genus Aspergillus Section Nigri to produce pure cultures, which were identified through their morphologic characteristics. All the isolates obtained were tested for the potential of OTA production through the Pug Agar method. The quantification of OTA in the samples of wine and grape juices was obtained through the High Performance Liquid Chromatography (HPLC) with fluorescence detection method. Of all the isolates obtained (281), the majority (61.2%) was identified as A. niger, A. foetidus and A. tubingensis, and 11% of these isolates were OTA producers. A. niger was the most detected species in the wineries. However, only 5.3% of these isolates were ochratoxigenic. All the isolates of A. carbonarius obtained (22) produced the toxin, which highlights the importance of this species as the main source of OTA in grapes cultivated in Northeastern Brazil. OTA was detected in 13 (38.24%) samples analyzed with concentrations varying from 30.2 to 622.0 ng1-1. One white wine (obtained from the Vedejo variety) and Most of the red wine samples (75%) were contaminated by this toxin. OTA was not detected in any of the grape juice samples. The levels of OTA were below the maximum limit permitted in wine and juice according to the European Union (EU 123/2005).
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/2636
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções:DBI - Microbiologia Agrícola - Mestrado (Dissertações)



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