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Título: Caracterização patogênica e molecular de isolados do Potato virus Y (PVY) causadores de anéis necróticos em tubérculos de batata
Título(s) alternativo(s): Characterization pathogenic and molecular the isolates of Potato virus Y (PVY) causes of rings necrotics in tuber potato
Autor : Camargos, Valquíria Nogueira
Primeiro orientador: Figueira, Antonia dos Reis
Primeiro membro da banca: Resende, Mário Lúcio Vilela de
Mesquita, Hugo Adelande
Área de concentração: Fitopatologia
Palavras-chave: PVY NTN
Batata
RT-PCR
Hospedeiras
Data da publicação: 22-Ago-2014
Referência: CAMARGOS, V. N. Caracterização patogênica e molecular de isolados do Potato virus Y (PVY) causadores de anéis necróticos em tubérculos de batata. 2009. 58 p. Dissertação (Mestrado em Agronomia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2009.
Resumo: Foram coletados e estudados catorze isolados de Potato vírus Y (PVY), capazes de causar anéis necróticos em tubérculos de batata (PVYNTN), em campos de produção de batata para consumo do Brasil, sendo treze deles provenientes da região Sul do Estado de Minas Gerais e um do Estado de São Paulo. Esses isolados foram submetidos ao testes DAS-ELISA e RT-PCR, para identificação inicial, sendo em seguida inoculados em catorze espécies de hospedeiras, para avaliação de sintomas. Além disso, um fragmento genômico de 866 pb contendo o gene da capa protéica foi amplificado, seqüenciado e analisado, fazendo-se a comparação entre os isolados brasileiros e entre esses e outros 16 isolados de PVY do "GenBank", sendo quatro deles descritos como PVYN e os restantes como PVYNTN. Todos os isolados estudados foram ELISA positivos quando testados com anticorpos policlonais para PVY e, na identificação por RT-PCR, a discriminação entre isolados do tipo PVYN e PVYNTN foi mais bem sucedida quando foi empregada uma mistura de primers, obtendo-se uma banda de 280pb para o primeiro e uma banda de 609 pb para o segundo. As plantas de C. quinoa, C. amaranticolor, D. stramonium e G. globosa e Capsicum anuum cv. Florida VR2, não apresentaram sintomas quando inoculados com todos os isolados e foram também ELISA negativas. As de Capsicum anuum cvs. Yolo Y e Bastidon apresentaram sintomas de mosaico, cuja severidade variou com o isolado. As plantas de fumo cvs. White Burley, Turkish e Turkish NN, foram altamente suscetíveis e reagiram com sintomas de mosaico severo, necrose das nervuras, lesão necrótica local, distorção foliar, encarquilhamento e subdesenvolvimento. Os sintomas apresentados por essas plantas foram mais severos quando inoculadas com os isolados MF-AST, MUZ-AGA, PA-AGA2, e SP-MON, menos severos quando inoculadas com AN-AGA, ES-AGA, LA-MON e GO-AST, e intermediários quando inoculadas com os demais. Elas foram consideradas as melhores diferenciadoras, uma vez que mostraram uma clara distinção de sintomas quando infectadas com os diferentes isolados. No alinhamento múltiplo de nucleotídeos, observou-se que a identidade entre os isolados estudados variou entre de 93% e 100%, enquanto que a identidade entre os aminoácidos variou de 90 a 100%. Na comparação entre esses e os demais isolados do GenBank, a identidade de nucleotídeos variou entre 92% a 99% e a de aminoácidos de 90% a 99%, mostrando uma baixa variabilidade entre eles. Quando se analisaram ambas as árvores filogenéticas, construídas com base na seqüência de nucleotídeos e aminoácidos, foi interessante notar que o isolado SGS-MO, que apresentou as menores identidades com todos os demais, ficou separado, não se agrupando com nenhum dos isolados brasileiros ou do GenBank. O isolado MU-AGA, em ambas as árvores, se agrupou com o isolado AJ390296, dos Estados Unidos, indicando uma provável origem geográfica comum. Os demais apresentaram uma maior proximidade, com exceção do IP-MAR, BR-AGA e LA-MON. Os isolados que causaram sintomas mais severos em plantas de fumo se agruparam com os que causaram sintomas fracos ou intermediários, indicando que provavelmente a seqüência genômica da capa protéica não está relacionada com a severidade dos sintomas induzidos nas plantas hospedeiras.
Fourteen isolates of PVYNTN, collected at potato production fields in Brazil, were studied. Thirteen of them were from the South region of Minas Gerais and the other one was from São Paulo State. All isolates were submitted to the test DAS-ELISA and RT-PCR for initial identification. After that, they were inoculated in fourteen host species for evaluation of symptoms. In addition to that, a genomic fragment of 866 pb, containing the coat protein gene, was amplified, sequenced and analyzed. A Comparative study was performed first among the Brazilian isolates and second among the Brazilian isolates and 4 PVYN and 12 PVYNTN isolates from the GenBank. All the isolates studied were ELISA positive when using the polyclonal antiserum for PVY. In the identification by RT-PCR, the discrimination among PVYN and PVYNTN isolates was successfully achieved when a mixture of primers was used. Therefore, one 280pb band for the first and another 609 pb band for the second were obtained. The plants of C. quinoa, C. amaranticolor, D. stramonium and G. globosa and Capsicum anuum cv. Florida VR2 did not present symptoms when inoculated with all isolates and they were also ELISA negative. The Capsicum anuum plants, cvs. Yolo Y and Bastidon, presented symptoms of mosaic but the severity varied with the isolates. The tobacco plants, cvs. White Burley, Turkish and Turkish NN, were highly susceptible and reacted with severe mosaic, vein necrosis, necrotic local lesion, leaf distortion, wrinkling and stunting. However, those symptoms were more severe in plants inoculated with isolates MF-AST, MUZ-AGA, PA-AGA2 and SP-MON and less severe in plants inoculated with AN-AGA, ES-AGA, LA-MON and GO-AST. The other isolates induced intermediate symptoms. Tobacco plants were considered the best hosts for the distinction among the isolates pathogenicity. The multiple alignments showed that the nucleotide identity among the studied PVY isolates varied from 93% to 100%, and the identity of amino acids varied from 90% to 100%. In the comparison among those and the other isolates from GenBank, the nucleotides identity varied from 92% to 99% and the amino acids identity ranged from 90% to 99%. It showed a low variability among them. When both phylogenetic trees, based on nucleotide and amino acid sequences, were analyzed, the isolate SGS-MO, which showed the smallest identities, did not cluster with any PVY isolate, from Brazil or from GenBank. The isolate MU-AGA, in both trees, grouped with the isolate AJ390296, from United States, indicating a probable common geographical origin. The others, excluding the IP-MAR, BR-AGA and LA-MON, presented a closer proximity. The isolates that caused more severe symptoms in tobacco plants were grouped with the ones that caused weak symptoms, indicating that the coat protein sequence probably is not related to the symptoms severity showed by the infected plant.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/3168
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções:DFP - Agronomia/Fitopatologia - Mestrado (Dissertações)



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