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Título: Produção e avaliação antigênica de bacterina contra Streptococcus agalactiae
Título(s) alternativo(s): Production and antigenic evaluation of bacterine against Streptococcus agalactiae
Autor : Andrade, Rafaella Silva
Lattes: http://lattes.cnpq.br/9157124932335310
Primeiro orientador: Costa, Geraldo Márcio da
Primeiro membro da banca: Costa, Geraldo Márcio da
Segundo membro da banca: Peconick, Ana Paula
Terceiro membro da banca: Dorneles, Elaine Maria Seles
Quarto membro da banca: Castro, Glei dos Anjos de Carvalho
Palavras-chave: Mastite bovina - Vacina
Resposta imune
Bovinos - Doenças bacterianas
Bovine mastitis - Vaccine
Immune response
Bovine - Bacterial diseases
Data da publicação: 29-Nov-2018
Agência(s) de fomento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Referência: ANDRADE, R. S. Produção e avaliação antigênica de bacterina contra Streptococcus agalactiae. 2018. 47 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2018.
Resumo: A mastite bovina é um processo inflamatório da glândula mamária resultante da interação de fatores inerentes ao animal, patógenos e ambiente. A doença geralmente decorre da invasão microbiana da glândula mamária, principalmente por bactérias. Entre os principais microrganismos envolvidos em sua etiologia destaca-se o Streptococcus agalactiae, que geralmente acarreta índices elevados de novas infecções, afetando a quantidade e qualidade do leite produzido pelo animal ou rebanho infectado. Em relação às medidas de controle e prevenção para a mastite bovina, a vacinação tem sido extensamente estudada com objetivos de reduzir novas infecções intramamárias e diminuir a duração e a gravidade dos casos existentes. Diante disto, o objetivo deste trabalho foi desenvolver e avaliar a antigenicidade de uma bacterina para o controle e prevenção da mastite bovina ocasionada por S. agalactiae. Para tal, foi confeccionada uma bacterina experimental adjuvada com hidróxido de alumínio, contendo os isolados de S. galactiae SA522 e SA199, numa concentração de 1x109UFC/mL de cada isolado. Para os testes de antigenicidade da vacina, foram utilizadas 45 vacas primíparas gestantes, pertencentes a uma fazenda leiteira localizada na região Sul de Minas Gerais livre de infecções por S. agalactiae, sendo 30 utilizadas no grupo vacinado e as demais (15), no grupo controle. Os animais do grupo vacinado foram vacinados pela via subcutânea, utilizando-se duas doses de 5 mL intervaladas de 21 dias. O grupo controle foi inoculado com 5 mL de solução fisiológica estéril. Previamente à vacinação, foi realizada a coleta de sangue e de leite de cada animal, para cultura de todos os quartos mamários de todos os animais, a fim de assegurar que eles eram livres de infecção por S. agalactiae. Sete dias após a segunda dose vacinal, foi realizada coleta de sangue dos animais de ambos os grupos para mensuração de anticorpos induzidos pela bacterina por meio de um teste de ELISA indireto padronizado para este fim. Adicionalmente, amostras de soro sanguíneo de vacas não infectadas e de vacas naturalmente infectadas pelo S. agalactiae foram submetidas ao teste de ELISA para a pesquisa de IgG contra o referido agente. Os dados foram analisados estatisticamente pelo Software R e pelo Software GraphPad Prism, sendo considerada uma diferença significativa de 5%. Foram observadas diferenças estatísticas (p<0,05) pelo teste T para o grupo vacinado antes da vacinação (D0) e após a segunda dose vacinal (D30) (p=0,0056). O grupo controle não apresentou alteração entre os momentos D0 e D30 (p=0,3303). A bacterina desenvolvida foi capaz de induzir a produção de anticorpos anti-S. agalactiae nas vacas vacinadas e o teste de ELISA padronizado demonstrou ser efetivo na detecção de anticorpos séricos nestes animais. Não foi possível detectar anticorpos séricos nos animais naturalmente infectados, sugerindo a ausência de produção dos mesmos nas infecções naturais pelo S. agalactiae nos bovinos. Estudos futuros devem ser realizados para avaliar a imunogenicidade desta vacina em rebanhos infectados por S. agalactiae.
Abstract: Bovine mastitis is an inflammatory process of the mammary gland due to the interaction of animals related to the animal, pathogen and environment. This disease is generally caused by microbial invasion of the mammary gland, mainly by bacteria. Among the main pathogens involved in its aetiology, Streptococcus agalactiae stands out, which determines the high clinical levels of new infections, leading to a decrease in the quantity and quality of milk produced by the infected animal or herd. Among the measures of control and prevention for bovine mastitis the use of vaccines has been extensively, aiming to reduce de level of new infections and duration and severity of cases. Therefore, the objective of this work was to develop and evaluate the antigenicity of one bacterin for the control and prevention of bovine mastitis caused by S. agalactiae. To this propose, it was produced an experimental bacterin adjuvanted with aluminum hydroxide, containing the strains SA522 and SA199 at the concentration of 1x109 UFC / mL of each isolate. For antigenicity tests of vaccine, 45 pregnant cows belonging to a dairy farm located in the south of Minas Gerais, which were negative for S. agalactiae were used, as 30 in vaccinated group and 15 in control group. Animals of vaccinated group received two doses of bacterin (5mL/dosis) by the subcutaneous route with interval of 21 days. The control was inoculated with placebo (5 mL sterile saline). Previously to vaccination was performed blood and milk collecting blood from each animal in order to assegurate that they were not infected by S. agalactiae. Nine days after second vaccinal dosis (D30) blood collections of all animals of vacinal group and control groups were performed and dosages of anti-S. agalactiae immunoglobulins were done by indirect enzyme-linked immunosorbent assays (ELISA). Due to the lack of ELISA kits for anti -S. agalactiae antibodies in cattle, an ELISA standardization was performed for this purpose. In addition, blood serum samples from uninfected cows and cows naturally infected by S. agalactiae were subjected to the ELISA for the detection of IgG. Data were statistically analised by Software R and GraphPad Prism Software, with a 5% statistical error level. Statistically significant differences (p <0.05) for test T, were observed for the vaccinated group before vaccination (D0) and after a second vaccine dose (D30) (p = 0.0056). The animals of the control group didn´t show differences in antibodies levels in D0 relation D30 (p = 0.3303). The developed bacterin was able to induce the production of anti-S agalactiae antibodies in vaccinated cows and the standardized ELISA test proved to be effective in the detection of serum antibodies in these animals. It was not possible to detect serum antibodies against S. agalactiae in the naturally infected animals, suggesting the absence of their production in natural infections of cattle caused by this pathogen. Future studies should be conducted to evaluate the immunogenicity of this vaccine in S. agalactiae-infected herds.
metadata.teses.dc.description: Arquivo retido, a pedido da autora, até novembro 2019.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/31989
Publicador: Universidade Federal de Lavras
Idioma: por
Aparece nas coleções:DMV - Ciências Veterinárias - Mestrado (Dissertações)

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