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metadata.teses.dc.title: Efeito de flavonóides na germinação e no crescimento assimbiótico de fungos micorrízicos vesiculo-arbusculares
metadata.teses.dc.creator: Baptista, Mírian Josefina
metadata.teses.dc.contributor.advisor1: Siqueira, José Oswaldo
metadata.teses.dc.contributor.referee1: Oliveira, Elizabeth de
metadata.teses.dc.contributor.referee2: Moreira, Fátima Maria S.
metadata.teses.dc.subject: Microbiologia agrícola
Flavonóides
Germinação
Micorriza
Fungos micorrízicos
metadata.teses.dc.date.issued: 9-May-2019
metadata.teses.dc.description.sponsorship: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
metadata.teses.dc.identifier.citation: BAPTISTA, M. J. Efeito de flavonóides na germinação e no crescimento assimbiótico de fungos micorrízicos vesiculo-arbusculares. 2019. 92 p. Dissertação (Mestrado em Solos e Nutrição de Plantas)-Escola Superior de Agricultura de Lavras, Lavras, 1993.
metadata.teses.dc.description.resumo: A simbiose entre fungos micorrizicos vesículoarbusculares (FMVA) e a maioria das plantas plantas superiores apresenta grande importância ecológica e agrícola devido aos inúmeros benefícios para a nutrição e produtividade das plantas. No entanto, a utilização destes fungos na agricultura é limitada devido a impossibilidade de cultivar esses fungos "in vitro", inviabilizando a produção de inóculo em larga escala. Recentemente, compostos fenólicos de origem vegetal foram identificados como sinais moleculares para o desenvolvimento de diversas simbioses parasiticas e mutualistas entre plantas e microrganismos. Alguns destes compostos, pertencentes ao grupo dos flavonóides são capazes de estimular a micorrização mas pouco se conhece dos seus efeitos sobre os FMVA 11 in vitro". No presente trabalho, foram estudados os efeitos de diversos flavonóides sobre a germinação e crescimento micelial assimbiótico dos FMVA Gigaspora gigantea (Nicolson & Gerdeman) Geifdeman & Trappe e Glomus clarum Nicolson & Schenk. Nos experimentos de germinação, esporos desinfestados foram incubados em meio agar-água 1%. suplementado com os diversos flavonóides em concentrações variando de 50 a 400uM. A porcentagem de germinação foi avaliada após 2, 5 e 10 dias de incubação. Nos experimentos de crescimento micelial, esporos prê-germinados em agar-água 1% foram incubados em meio líquido nutritivo suplementado com os diversos flavonóides emconcentrações variando de 1 a 10um. O crescimento micelial foi determinado pelo método de interseção de hifas após 15 dias de incubação. Dos 11 flavonóides testados na germinação, os flavonóis morina, quercetina e fisetina; o isof1avonóide biochanina A; a flavona e as flavanonas naringenina, hesperetina e taxifolina mostraram efeitos inibitórios, enquanto os isoflavonóides formononetina e genisteina e a flavona apigenina não,apresentaram efeitos significativos sobre a germinação nas concentrações testadas. A atividade inibitôria dos flavonóides variou com o composto, com a concentração utilizada e período de incubação. Aos dois dias de incubação, a atividade inibitôria foi maior que aos 5 e 10 dias independente da concentração. Neste período a inibição variou de de 16% (quercetina 60uM) a 84% (taxifolina 200uM). Dos 14 flavonóis testados sobre o crescimento micelial, apenas a flavona e apigenina; os isoflavonóides genisteina e daidzeina e a flavanona taxifolina não apresentaram efeitos significativos. A biochanina A mostrou-se inibitôria e os flavonóis quercetina,myricetina,kaempferol,morina e fisetina; as flavanonas hesperetina e naringenina e o isoflavonóide foimononetina estimularam o cresc imento miceliai. A magnitude de estímulo ou inibição dos flavonóides foi dependente do composto, da concentração e da espécie fúngica. Verificou-se que a presença de diversos grupos hidroxila no anel B dos flavonóis, a insaturação na posição C2-C3 das flavanonas e a presença de metilação na posição 5 associada a ausência de hidroxila na posição 4 dos isoflavonóides relacionaram-se com a atividade estimulante destes compostos. Os efeitos dos flavonóides sobre a germinação e crescimento micelial assimbiótico dos fungos MVA indicam seu possível envolvimento como moléculas reguladoras do desenvolvimento fúngico e formação da simbiose micorrizica. Embora estudos adicionais sejam necessários para esclarecer os mecanismos de ação destes compostos sobre os fungos MVA, os resultados aqui relatados indicam a potencialidade desses compostos como componentes de meios de cultura para o crescimento assimbiótico destes fungos e como reguladores da micorrização em plantas.
metadata.teses.dc.description.abstract: Vesicular arbuscular mycorrhizal symbiosis (VAM) are of great ecological and agricultural importance, because of their nutritional benefits and improved plant productivity. However, the use of these fungi in agriculture is stil wery limited since they can not be grown in purê culture, and inoculum production is very dificult. It has been recently demonstrated that plant phenolic compounds act as signal molecules for the development of several symbiosis between plant roots and microorganisms. In the case of mycorrhizae, the involviment of such compounds is stil under investigation. However, some plant flavonoids has been shown to be active against vesicular-arbuscular mycorrhizal fungi. In this study, we examined the effects of several synthetic flavonoid compounds on VAM fungal spore germination and assymbiotic mycelial growth in defined media. For germination experiments, surface sterilized spores were incubated in water agar 1%. suplemented with flavonoids to be tested. Spore germination was assessed after 2, 5 and 10 days of incubation. For the mycelial growth experiments, pre- germinated spores were transfered to glass tubes containing liquid nutrient media suplemented with various flavonóides at concentration ranging from 1 to 50 uM . Mycelial growth was assessed after 15 days of incubation by a hyphal intersection method. The flavonóis morin, quercetin, fisetin; the isoflavonoid biochanin A; a flavone and the flavanones naringeriin, hesperetin and taxi foi in exhibited inhibitory effects on spore germination. The inhibitory activity varied with their chemical structure, concentration and incubation period. After 2 days of incubation the inhibitory effect was greater than at 5 or 10 days. Rercent inhibition on germination at 2 days, rangedfrom 16% ( quercetin 60 uM ) to over 80% for taxi foiinat 200 uM and flavone at 100 uM. Other flavonoids such as formononetin, apigenin and genistein showed no inhibitory effects on spore germination. Most compounds tested showed inhibition for mycelia growth. Only the flavones apigenin and flavone; the isoflavonoids genistein and daidzein and the flavanone taxifolin showed no significant effects on hyphal growth . The isoflavone biochanin A showed linear inhibitory effects, whereas, the flavonóis quercetin, myricetin, morin, kaempferol and fisetin; the flavanones hesperetin and naringenin; and the isoflavonoid formononetin estimulated the mycelial growth. Flavonoid activity was related to concentration and chemical structure. The presence of several -0H groups on the B ring of the flavonóis and the insaturation on the C2-C3 position of the flavanones are commum features of stimulatory activity of these compounds. The presence of methylation at the 4 position with a hidroxil group at the 5 position were related to inhibitory activity of the isoflavonoids. The absence of hidroxil group at the 5 position was related to stimulatory activity of these class of flavonoids. The results obtained in the present study,suqgest that flavonoids exhibit significative effects on both germination and mycelial growth of VAM fungi "in vitro". Such effects can be either stimulatory or inhibitory depending on concetration and type of compound. This idicates the potential role of flavonoids as regulatory signals for fungai development and for VAM establishment.
metadata.teses.dc.identifier.uri: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/34229
metadata.teses.dc.publisher: Universidade Federal de Lavras
metadata.teses.dc.language: por
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