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Título: Ractopamina em rações para suínos em terminação com alimentação à vontade ou restrita
Título(s) alternativo(s): Ractopamine in rations for finishing pigs with feed ad libitum or restrict
Autor : Cantarelli, Vinicius de Souza
Primeiro orientador: Fialho, Elias Tadeu
Primeiro membro da banca: Sousa, Raimundo Vicente de
Fontes, Dalton de Oliveira
Rodrigues, Paulo Borges
Lima, José Augusto de Freitas
Área de concentração: Nutrição de Monogástricos
Palavras-chave: Suíno - Alimentação e rações
Suíno - Dieta
Suíno - Desempenho
Suíno - Carcaça
Ractopamina
Ractopamine
Data da publicação: 24-Set-2014
Referência: CANTARELLI, V. de S. Ractopamina em rações para suínos em terminação com alimentação à vontade ou restrita. 2007. 108 p. Tese (Doutorado em Zootecnia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2007.
Resumo: Dois experimentos foram conduzidos para avaliar suplementação de 5 ppm de ractopamina (RAC) associada ou não à restrição alimentar em rações com elevado teor de lisina total (1,04%), sobre o desempenho, características de carcaça, qualidade da carcaça, viabilidade econômica, peso e composição dos cortes comerciais da carcaça de suínos, balanço de nitrogênio e determinação da uréia plasmática. No Experimento I, 60 suínos machos castrados híbridos (76,2 ± 2,3 kg) foram alojados a dois em delineamento em blocos casualizados em esquema fatorial 2x2+1 com ou sem suplementação de RAC, duas formas de arraçoamento, à vontade (AV) e restrição alimentar (RA) com 1,04% de lisina, e um tratamento adicional (testemunha), com ração AV sem RAC com 0,8% de lisina, totalizando cinco tratamentos e seis repetições, para avaliar o desempenho dos animais. Ao final do período experimental (28 dias), os animais foram abatidos e a carcaça esquerda resfriada para avaliação da mesma e dos principais cortes da carcaça As variáveis analisadas foram: peso final (PF), ganho de peso diário (GPD), consumo diário de ração (CDR), conversão alimentar (CA), rendimento de carcaça (RC), peso da carcaça esquerda preparada (PCEP), área de olho de lombo (AOL), espessura de toucinho (ET), quantidade de carne (Qcarne), percentagem de carne (Pcarne), quantidade de gordura (Qgord), percentagem de gordura (Pgord), relação carne:gordura (C:Gcarc) da carcaça, índice de bonificação (IB), receita bruta(RB), o custo total (CT) e a receita liquida (RL) de cada tratamento, peso do pernil (Ppern), paleta (Ppal), sobre paleta (Psobpal), carré (Pcarré) e filezinho (Pfil), percentagem de carne do pernil (%Carpern), paleta (%Carpal), sobre paleta (%Carsobpal), carré (%Carcarré), peso da barriga (Pbarr), espessura média da barriga (EMbarr) flexibilidade da barriga (FLbarr), além da quantidade da carne (Carbarr), gordura (Gordbarr) e relação carne:gordura (C:Gbarr) da barriga. Houve melhoras significativas para o grupo de suínos tratados com RAC para PF (P<0,05), GPD (P<0,01) e CA (P<0,05), comparado ao animais alimentados sem suplementação com RAC. Comparado à testemunha, houve melhoras (P<0,05) significativas na CA para os dois tratamentos com RAC, já para a variável PF, houve melhoras (P<0,05) significativas apenas para o tratamento com RAC e associado a ração AV. Houve melhoras significativas para o grupo de suínos tratados com RAC para AOL (P<0,05), ET (P<0,05), Qcarne (P<0,01), Pcarne (P<0,01), Qgord (P<0,05), Pgord (P<0,05), IB (P<0,01), RB (P<0,01), e RL (P<0,05), comparado ao grupo de animais sem RAC. A C:Gcarc, foi maior apenas para o tratamento com RAC associada a RA. Quando se comparou RAC ao tratamento-testemunha, houve melhoras (P<0,05) significativas para RC, ET, Qcarne, Pcarne, e RB, para os animais tratados com RAC. No entanto, houve melhoras significativas nas variáveis Qgord, Pgord, C:Gcarc e IB apenas para o tratamento com RAC associado a RA, quando comparado ao testemunha. Houve aumento do peso do filezinho (P<0,01) para os animais tratados com RAC, quando comparado aos animais sem RAC. Houve aumento (P<0,05) na percentagem de carne de todos os cortes comerciais avaliados, para os animais tratados com RAC. Em relação à percentagem de carne nos cortes, houve diferença apenas na %Carcarré (P<0,05), com valores maiores para os animais tratados com RAC, comparado à testemunha, e a %Carpern (P<0,05), que foi maior para os animais tratados com RAC associado à RA, quando comparado à testemunha. Houve diferença na FLbarr com valores maiores (P<0,05) para os animais que receberam ração AV. Animais tratados com RAC apresentaram maior Carbarr (P<0,05) e maior C:Gbarr (P<0,01), quando comparados aos animais sem RAC. Em comparação à testemunha, os animais que receberam RAC apresentaram maior Carbarr (P<0,05), menor Gorbarr (P<0,05) e maior C:Gbarr (P<0,05). No Experimento II, 30 suínos machos castrados híbridos (74,1 ± 2,5 kg) foram alojados em gaiolas de metabolismo, recebendo os mesmos tratamentos experimentais, para avaliar a percentagem de nitrogênio absorvido (%Nabs), percentagem de nitrogênio retido (%Nret), percentagem de nitrogênio retido do absorvido (%Nret/abs) e concentração de uréia plasmática (CUP) aos 14 e 28 dias. Aos 14 dias, houve aumento (P<0,05) na %Nret/abs e CUP com suplementação de RAC. Comparado à testemunha, houve diminuição (P<0,05) do CUP para a RAC com RA. Aos 28 dias, houve aumento (P<0,05) na %Nret/abs (P<0,05) com suplementação de RAC. Conclui-se que a suplementação com 5 ppm de ractopamina melhora o desempenho, as características e a composição da carcaça, a percentagem de carne dos cortes da carcaça suína, a eficiência de utilização de nitrogênio, viabilizando economicamente seu uso em dietas para suínos em terminação. A associação de ractopamina com restrição alimentar reduz a gordura das carcaças. A restrição alimentar diminui a flexibilidade da barriga.
Two experiments were conducted to evaluate the supplementation of 5 ppm of ractopamine (RAC) associated or not with feed restriction in rations with a high content of total lysine (1.04%) on performance, carcass characteristics, carcass quality, economic viability, weight and commercial swine carcass cuts, nitrogen balance and determination of plasma urea. In experiment I, 60 hybrid, castrated swine (76.2 ± 2.3 kg) were housed in two in a randomized block design in a factorial scheme 2x2+1 with or without the RAC supplementation, two ways of rationing, ad libitum (AV) and restricted feeding (RA) with 1.04% of lysine and an additional (control), with AV ration without RAC with 0.8% of lysine, amounting to five treatments and six replicates to evaluate the animals´ performance. At the end of the experimental period (28 days), the animals were slaughtered and the left carcass chilled for evaluation of it and of the primal cuts of the carcass. The variables investigated were: final weight (PF), daily weight gain (GPD), daily ration consumption (CDR), feed conversion (CA),carcass yield (RC), prepared left carcass weight (PCEP), loin eye area (AOL), backfat thickness (ET), amount of meat (Qcarne), percentage of meat (Pcarne), amount of fat (Qgord), percentage of fat (Pgord), meat: fat ratio (C:Gcarc) of the carcass, allowance index (IB), crude earnings (RB), the total cost (CT) and net earnings (RL) of each treatment, weight of ham (Ppern), shoulder (Ppal), boneless shoulder (Psobpal), bone-in loin (Pcarré) and tenderloin (Pfil), percentage of carne do ham (%Carpern), shoulder (%Carpal), boneless shoulder (%Carsobpal), bone in loin (%Carcarré), belly weight, (Pbarr), average thickness of the belly (EMbarr), belly flexibility (FLbarr), in addition to the amount of meat, (Carbarr), fat (Gordbarr) and meat: fat ratio (C:Gbarr) of the belly. There were significant improvements for the groups of RAC-treated swine for PF (P<0.05), GPD (P<0.01) and CA (P<0.05), compared with the animals fed without supplementation with RAC. Compared with the control, there were significant improvements (P<0.05) in CA for the two treatments with RAC, but for the variable PF, there were significant improvements (P<0.05) only for the RAC-treatment and associated with the AV ration. There were significant improvements for the group of RAC-treated swine for AOL (P< 0.05), ET (P<0.05), Qcarne (P<0.01), Pcarne (P<0.01), Qgord (P<0.05), Pgord (P<0.05), IB (P<0.01), RB (P<0.01), and RL (P<0.05), compared with the group of animals without RAC. The C:Gcarc was higher only for the treatment with RAC associated with RA. When RAC was compared with the control treatment, there were significant improvements (P<0.05) for RC, ET, Qcarne, Pcarne, and RB for the RAC-treated animals. Nevertheless, there were significant improvements in the variables Qgord, Pgord, C:Gcarc and IB only for the treatment with RAC associated with RA, when compared with the control. There was increase of the tenderloin weight (P<0.01) for the RAC-treated animals, when compared with the animals without RAC. There was an increase (P<0.05) in the percentage of meat of all the evaluated commercial cuts for the RAC-treated animals. Relative to the percentage of meat in the cuts, there was differences only in the %Carcarré (P<0.05), with values higher for the RAC-treated animals, compared with the control and %Carpern (P<0.05), which was greater for the RAC-treated animals associated with RA, when compared with the control. There was difference in the FLbarr with higher values (P<0.05) for the animals were given AV ration. RAC-treated animals presented greater Carbarr (P<0.05) and greater C:Gbarr (P<0.01), when compared with the animals without RAC. As compared with the control, the animals which were given RAC showed higher Carbarr (P<0.05), lower Gorbarr (P<0.05) and higher C:Gbarr (P<0.05). In Experiment II, 30 hybrid, castrated male swine (74.1 ± 2.5 kg) were housed in metabolism cages being given the same experimental treatments to evaluate the percentage of absorbed nitrogen (%Nabs), percentage of retained nitrogen (%Nret), percentage of nitrogen retained from the absorbed (%Nret/abs) and concentration of plasma urea (CUP) at 14 and 28 days. At 14 days, there was an increase (P<0.05) in the %Nret/abs and CUP with the supplementation of RAC. Compared with the control, there was a decrease (P<0.05) of the CUP for RAC with RA. At 28 days, there was an increase (P<0.05) in the %Nret/abs (P<0.05) with RAC supplementation. It follows that the supplementation with 5 ppm of ractopamine improves performance, the carcass characteristics and composition, the percentage of meat in the swine carcass cuts, the efficiency of utilizing nitrogen, making its use in diets fro finishing swine economically viable. The association of ractopamine with feed restriction reduces the fat in the carcasses. Feed restriction decrease the belly flexibility.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/3988
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções:DZO - Zootecnia - Doutorado (Teses)

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