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Título: Pectina de goiaba: avaliação de métodos de extração e análise de esterases durante o amadurecimento (solubilização de membranas e eletroforese)
Autor(es): Spiller, Samira Haddad
Orientador: Santos, Custódio Donizete dos
Coorientador(es): Abreu, José Renato de
Membro da banca: Abreu, Celeste Maria Patto de
Lima, Luiz Carlos de Oliveira
Marcussi, Silvana
Área de concentração: Química e bioquímica de produtos naturais e sintéticos
Assunto: Psidium guajava
Enzimas
Enzymes
Data de Defesa: 5-Jul-2012
Data de publicação: 24-Abr-2013
Agência de Fomento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
Referência: SPILLER, S. H. Pectina de goiaba: avaliação de métodos de extração e análise de esterases durante o amadurecimento (solubilização de membranas e eletroforese). 2012. 101 p. Dissertação (Mestrado em Agroquímica) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2012
Resumo: No Brasil, a cultura da goiaba apresenta grande importância socioeconômica, dadas às suas amplas e variadas formas de utilização. A goiaba é considerada um fruto bastante atrativo, em razão de sua delicada cor e agradável aroma, além de ser uma das mais completas e equilibradas frutas no que diz respeito ao valor nutritivo. Altamente perecível, devido ao seu intenso metabolismo durante o amadurecimento, a goiaba tem vida útil que pode chegar de 3 até 5 dias sob temperatura ambiente. As informações sobre os processos metabólicos e os teores de componentes estruturais durante o amadurecimento são bem contraditórias e não são claramente definidas. A firmeza dos frutos verdes e maturos são principalmente devido aos polímeros de pectina. A perda de firmeza durante o amadurecimento de goiaba é devido à atividade de enzimas hidrolíticas (esterases) que promovem intensa solubilização das pectinas constituintes da parede celular. Diante do exposto, o objetivo neste trabalho foi extrair pectina da polpa de goiaba durante o amadurecimento através de dois processos, e sugerir modificações para justificar a presença de maiores teores de pectina na polpa da goiaba, e comprovar sua principal responsabilidade pela manutenção da firmeza do fruto, bem como determinar a atividade de esterase em todos os dias de amadurecimento e estudar as isoenzimas esterásicas que possam estar envolvidas no rápido amaciamento através de eletroforese em gel de poliacrilamida. Foram colhidas goiabas no estádio “de vez” e armazenadas por 8 (dia 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7) dias à temperatura de 22º ± 1ºC e umidade relativa de 78% ± 1%. Foram analisados dois métodos de extração: o método convencional, a partir do uso de etanol 95%, e um método de extração com EDTA(ácido etilenodiamino tetra-acético). A extração se mostrou mais eficiente quando se usou EDTA, onde o teor médio de pectina total detectado foi de 9,10%. A partir da execução de uma nova etapa de extração no método com etanol, o teor médio de pectina total foi de 7,63%. Os teores estimados foram maiores do que os citados na literatura, o que pode explicar melhor o papel da pectina na firmeza do fruto. Já a atividade da esterase foi determinada na polpa homogeneizada durante o amadurecimento e nas frações solúvel e de membrana das células da polpa. As esterases solúveis e solubilizadas por Triton X-100 foram submetidas à eletroforese em cilindro de gel de poliacrilamida. Os resultados obtidos mostraram uma alta atividade esterásica na polpa de goiaba com um pequeno aumento linear com o amadurecimento. Há um predomínio de esterase nas membranas celulares da polpa (84%) em relação à enzima solúvel (16%). A eletroforese da esterase mostrou grande número de isoenzimas, tanto na fração solúvel quanto na solubilizada, com grande semelhança na mobilidade da maioria dos picos, o que sugere que sejam essas esterases que, associadas à pectinametilesterase, sejam as responsáveis pela perda de firmeza da polpa do fruto
In Brazil, the guava culture has a great socioeconomic importance, given its wide and varied forms of use. It is considered a very attractive fruit, due to its delicate color and pleasant aroma, and it is one of the most complete fruits in what concerns its nutritional value. However, it is a highly perishable fruit due to its intense metabolism during ripening. It has a very short shelf life, which can reach 3 to 5 days at room temperature. Information on the metabolic processes and the levels of structural components during ripening is contradictory and not clearly defined. The firmness of the green and ripe fruits is owing mainly to the pectin polymers. The loss of firmness during the guava ripening is a result of the activity of hydrolytic enzymes (esterases) that promote intense solubilization of pectin constituents of the cell wall. Based on the considerations above, the aim of this study was to extract pectin from the guava pulp during its ripening through the use of two methods, suggest modifications to justify the presence of higher pectin contents, and prove its main responsibility for maintaining the fruit firmness, as well as determining the esterase activity during ripening and studying the esterase isoenzymes that might be involved in the fast softening through electrophoresis in polyacrylamide gel. The fruits were harvested in an incomplete ripening stage and stored for 8 days (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7) at the temperature of 22 ± 1ºC and relative humidity of 78% ± 1%. Two extraction methods were analyzed: the conventional method (with 95% ethanol), and a method in which EDTA was used. The extraction was more effective when EDTA was used, and the total pectin content was 9.10%. From the implementation of a new stage in the method of extraction with ethanol, the average content of total pectin was 7.63%.The estimated contents were higher than the ones cited in the literature, which can better explain the role of pectins in the fruit firmness. The esterase activity was determined in the homogenized pulp during ripening and in the soluble and membrane fractions of the pulp cells. The soluble esterases and the ones solubilized by Triton X-100 were subjected to electrophoresis in polyacrylamide gel cylinder. The results showed a high esterase activity in the guava pulp with a small linear increase with ripening. There is a predominance of esterase in the cell membranes of the pulp (84%), as compared to the soluble enzyme (16%). The esterase electrophoresis showed a large number of isoenzymes both in the soluble and in the solubilized fraction, with a great similarity in the mobility of most peaks, which suggests that these esterases, associated to pectinmethylesterases, are responsible for the loss of firmness in the fruit
Informações adicionais: Dissertação apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do programa de Pós-Graduação em Agroquímica, área de concentração Química e Bioquímica de Produtos Naturais e Sintéticos, para a obtenção do título de Mestre
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/454
Publicador: UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Idioma: pt_BR
Aparece nas coleções: DQI - Agroquímica - Mestrado (Dissertações)

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