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Título : Perfis de carbono orgânico do solo nas regiões sul e serra do espinhaço meridional, Minas Gerais: modelagem em profundidade
Título(s) alternativo(s): Soil organic carbon profiles in the south and southern espinhaço mountain regions, Minas Gerais: modelling of deeper layers
Autor: Zinn, Yuri Lopes
Guerra, Adriano Ribeiro
Silva, Alexandre Christofaro
Marques, João José
Oliveira, Geraldo César de
Curi, Nilton
Palavras-chave: Ciência do Solo
Matéria orgânica do solo
Função de pedotransferência
Levantamento de solos
Soil organic matter
Pedotransfer function
Soil survey
Data da publicação: 2012
Referência: ZINN, Y. et al. Perfis de carbono orgânico do solo nas regiões sul e serra do espinhaço meridional, Minas Gerais: modelagem em profundidade, R. Bras. Ci. Solo, Viçosa, MG, v.36, n.5, p. 1395-1406, 2012.
Resumo : Apesar de o interesse no comportamento espacial de atributos-chave do solo, só recentemente a variação em profundidade passou a receber mais atenção na literatura. O carbono orgânico do solo (COS) é talvez o atributo que mais varie em profundidade, o que dificulta seu estudo. A partir de dados de levantamentos de solos de duas regiões de Minas Gerais (Sul e Serra do Espinhaço Meridional), foram modelados os teores de COS em profundidade, buscando identificar quais fatores mais os influenciam. Os perfis de COS foram mais bem descritos por funções logarítmicas neperianas em ambas as regiões. Houve efeito da classe de solo, uma vez que Latossolos apresentaram menores teores superficiais, mas menor decréscimo no perfil, do que Argissolos, Neossolos, Cambissolos e Nitossolos. Essas tendências podem ser devidas à maior profundidade, permeabilidade e teor de argila+silte dos Latossolos. A variação regular dos parâmetros intercepto (teor médio na superfície) e fator logarítmico (taxa de decréscimo) das equações obtidas para diferentes faixas de teor de argila+silte permitiu ainda obter funções de pedotransferência em perfil para descrever teores de COS em profundidade em qualquer classe de solo, confirmando a hipótese de que a textura é um controle importante dos teores de COS nessas duas regiões. Na região Sul de MG, os perfis de COS puderam também ser descritos em função de teores de Fe2O3 (ataque sulfúrico), evidenciando controle mineralógico do COS. Ainda na região Sul, solos entre 1.000 e 1.200 m de altitude apresentaram maiores teores de COS do que os de altitudes menores. Latossolos e Nitossolos das duas regiões mostraram perfis muito semelhantes de COS - similaridade atribuída ao efeito positivo de maiores teores de argila na região Sul e maior altitude na Serra do Espinhaço Meridional.
Abstract: Despite the interest in the spatial variability of key soil properties, depth-related variations have only recently received more attention in the literature. Of all soil properties, soil organic carbon (SOC) is perhaps the most depth-related and difficult to understand. Soil data from two regions in the State of Minas Gerais, Brazil, were used to model SOC profiles and identify factors of influence. In both the South and Southern Espinhaço regions, SOC profiles were best described by log functions. Oxisols had higher SOC levels in the surface, which decreased less with depth than in Ultisols, Inceptisols and Entisols. This could be ascribed to the greater depth,permeability and clay+silt content of Oxisols. Based on the regular increase of intercepts and log factors of the equations obtained for increasing clay+silt contents, profile pedotransfer functions were estimated to describe SOC concentrations based on texture and depth of any given soil,confirming the hypothesis that soil texture strongly controls SOC retention in both regions. In addition, SOC profiles could also be described according to Fe2O3 contents (by sulfuric digestion) in soils of the Southern region, suggesting a mineralogical control of SOC retention. Also in the Southern region, the SOC contents of soils located between 1,000-1,200 m a.s.l. were higher than those of soils at lower altitudes. However, the SOC profiles of the Oxisols and nitic Ultisols of both regions were very similar, which may be an effect of higher clay contents in the South region, and of higher altitudes in the Southern Espinhaço mountain region.
URI: http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/835
Idioma: pt_BR
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