Viabilidade das culturas de canola, nabo forrageiro e batata-doce para a produção de biocombustíveis no sul de Minas Gerais
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
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Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG
Tipo de impacto
Áreas Temáticas da Extenção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Dados abertos
Resumo
O Brasil possui grande potencial para produção de biocombustíveis a partir de diferentes espécies agrícolas, tendo um futuro promissor na utilização de amiláceas e oleaginosas para esse fim. Na literatura destacam-se várias culturas consideradas potenciais fontes para produção de combustíveis alternativos. Dentre as oleaginosas, são consideradas potenciais fontes de matérias primas para a produção de biodiesel, o nabo-forrageiro (Raphanus sativus), que apresenta até 56% de teor de óleo em suas sementes; e a canola (Brassica napus L. var. oleifera), que apresenta até 46% de óleo em suas sementes. Dentre as amiláceas, a batata-doce (Ipomoea batatas L.), destaca-se por ser uma hortaliça rústica, apresentar baixo custo de produção e por suas raízes servirem para diversos fins, como na alimentação humana e animal, e também como importante alternativa para a produção de etanol. Entretanto ainda há carência em trabalhos no Brasil que indiquem a viabilidade dessas culturas para a produção dos respectivos biocombustíveis. Dados referentes a consumo e eficiência energética são considerados importantes ferramentas para diagnosticar problemas relacionados à sustentabilidade de sistemas produtivos agrícolas, e assim verificar a viabilidade deles. O objetivo do autor com este trabalho foi avaliar a viabilidade para a produção de biocombustíveis a partir das culturas de nabo forrageiro, canola e da batata-doce no sul de Minas Gerais, utilizando-se o balanço energético e econômico como ferramentas. A fase agrícola do experimento foi conduzida em campo. Para a fase industrial foram consideradas as operações para se extrair o óleo dos grãos das culturas da canola e do nabo forrageiro, e na cultura da batata doce para produzir etanol com o processamento de suas raízes. A eficiência energética foi calculada pela relação da energia produzida por meio dos outputs (rendimentos obtidos com os biocombustíveis produzidos) e a energia consumida por meio dos inputs (operações mecanizadas, mão de obra, insumos e fase industrial). A eficiência econômica de produção agrícola foi calculada de forma semelhante, só que nesta, os inputs e os outputs foram relacionados aos seus respectivos correspondentes monetários. Os valores dos índices obtidos para a produção de biodiesel a partir da cultura da canola e do nabo forrageiro foram respectivamente de 1,39; 1,61 (referentes ao balanço energético), e de 1,93 e 2,23 referentes ao balanço econômico. Apesar de apresentarem relativa rentabilidade, os índices de balanço energético para a produção de biodiesel a partir da canola e do nabo-forrageiro podem ser considerados baixos se comparados a resultados encontrados em pesquisas já realizadas, tanto para as mesmas culturas estudadas quanto para a soja que é considerada piloto para a produção de biodiesel no Brasil. Isso que demonstra que se deve investir no aperfeiçoamento das tecnologias empregadas e na familiarização dos agricultores com os cultivos, e também que são necessários investimentos em programas de melhoramento genético, visando obter cultivares mais adaptadas para nossas regiões de plantio, e assim se elevem os rendimentos médios obtidos, aumentando os índices dos balanços energéticos e econômicos obtidos. Para a produção de etanol a partir da cultura da batata-doce, foram estimados os índices dos balanços energéticos e econômicos para as produtividades médias obtidas de 35, 50 e de 80 toneladas de raízes por hectare. Com a produtividade de 35 toneladas de raízes por hectare, obtiveram-se os índices de balanço energético e econômico de 7,64 e de 1,78 respectivamente. A produtividade de 35 ton/ha, embora bastante superior à média nacional de 12 ton/ha, pode ser facilmente alcançada com a adoção de recomendações de plantio amplamente conhecidas. Com produtividade média de 50 toneladas de raízes por hectare, sob as mesmas recomendações de plantio, obtiveram-se os índices de balanço energético e econômico de 10,91 e de 2,55 respectivamente. Já com clones-elite (produtividade média de 80 ton/ha), os índices de balanço energético e econômico se elevam para 17,46 e 4,08 respectivamente. Todas as situações em que a produtividade foi igual ou superior a 35 ton/ha confirmam a grande aptidão energética e econômica da cultura da batata-doce para a produção de etanol biocombustível, tomando-se como base a cultura da cana de açúcar que é a considerada atualmente piloto para a produção de etanol no Brasil e a de milho considerada piloto para a produção de etanol nos Estados Unidos.
Abstract
Descrição
Dissertação apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em Agronomia/Fitotecnia, área de concentração em Produção Vegetal, para a obtenção do título de Mestre.
Área de concentração
Produção Vegetal
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
ISBN
DOI
Citação
SILVA, L. F. L. e. Viabilidade das culturas de canola, nabo forrageiro e batata-doce para a produção de biocombustíveis no Sul de Minas Gerais. 2013. 86 p. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2013.
