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Influência da irradiação gama (60co) na microbiota fúngica e na aflatoxina b1 em amendoim (Araches lypogaea L.)

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O presente trabalho teve como objetivo verificar o efeito da irradiação gama (60Co) na microbiota fúngica natural e após inoculação de cepa aflatoxigênica de Aspergillus flavus IMI 190443, bem como avaliar a destruição de aflatoxina B1 em amostras de amendoim, cultivar Tatu Vermelho, naturalmente e artificialmente contaminadas. Amostras cultivadas em São Paulo das safras de 2001/2002, 2002/2003 e segundo semestre de 2003, foram fornecidas pela Indústria de Alimentos Santa Helena (Ribeirão Preto - São Paulo). O grau de contaminação foi avaliado através da contagem total de fungos (UFC/g) e porcentagem de infecção fúngica, utilizando o meio dicloran rosa de bengala cloranfenicol (DRBC). A quantificação de aflatoxina B1 foi feita por cromatografia em camada delgada pela técnica de comparação com padrões. Doses de irradiação gama de 1, 5 e 10 kGy reduziram em cerca de 20% os níveis de aflatoxina B1 em amostras artificialmente contaminadas. Entretanto, em amostras naturalmente contaminadas, a aflatoxina B1 foi destruída com doses de irradiação gama de 15, 20, 25 e 30 kGy, na faixa de 49 a 72%. A contaminação de amendoim previamente irradiado, com cepa aflatoxigênica, provocou níveis elevados de aflatoxina B1. A microbiota fúngica natural foi destruída nas doses de 5 e 10 kGy. Entretanto, doses de 25 e 30 kGy foram necessárias para completa inativação de esporos de Aspergillus flavus IMI 190443. A irradiação gama na dose de 10 kGy ou superior foi capaz de reduzir totalmente a contaminação fúngica do amendoim in natura, acondicionado em embalagem comercial, durante 6 meses, à temperatura ambiente.
The aim of this study was to verify the effect of gamma radiation (60Co) on natural mycoflora and after inoculation of aflatoxigenic isolate Aspergillus flavus IMI 190443, as well as evaluate the aflatoxin B1 destruction in peanut samples, Tatu Vermelho variety, naturally and artificially contaminated. Samples cultivated in São Paulo state from 2001/2002, 2002/2003 and second semester of 2003 harvest, were sending by Santa Helena Food Industry (Ribeirão Preto - São Paulo). The contamination level was measured as colony forming units/g (UFC/g) and percentage of fungi infection, using mycological media dichloran rose bengal chloranphenicol agar (DRBC). Aflatoxin B1 quantification was done by thin layer chromatography using a comparation with standards. Gamma-irradiation doses of 1, 5 and 10 kGy decreased around 20% of aflatoxin B1 levels in artificially contaminated samples. However, in contaminated naturally samples, aflatoxin B1 was only destroyed with gamma-irradiation doses of 15, 20, 25 and 30 kGy, range from 49 to 72%. Peanuts contamination previously irradiated, with aflatoxigenic isolate, showed high levels of aflatoxin B1. Natural mycoflora was destroyed in 5 and 10 kGy doses. However, 25 e 30 kGy doses were necessary to complete inactivation of Aspergillus flavus IMI 190443 spores. Gamma irradiation in 10 kGy dose or higher was able to reduce completely the fungal contamination in natura peanuts, stored in commercial packs, during 6 months, in room temperature.

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PRADO, G. Influência da irradiação gama (60CO) na microbiota fúngica e na aflatoxina B1 em amendoim (Arachis hypogaea L.). 2005. 186 p. Tese (Doutorado em Ciência dos Alimentos)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2005.

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