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O conceito de unidade mínima de análise como eixo articulador do método marxiano e da psicologia concreta
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Resumo
O presente trabalho elege o estudo do conceito de unidade mínima de análise no intuito de demonstrar os meios pelos quais os pressupostos metodológicos marxianos se realizam na investigação do psiquismo humano por Vigotski, que buscava lançar os fundamentos de uma psicologia concreta. A seleção desse conceito justifica-se pelo fato de este sintetizar o movimento dialético de ascensão do abstrato ao concreto multideterminado, o qual rege a revelação das leis gerais que submetem o desenvolvimento categorial dos fenômenos e desvenda as dissimulações da aparência fenomênica. Demonstrou-se que, da mesma forma que Marx anuncia a mercadoria como unidade mínima de análise da sociedade capitalista, Vigotski adota o signo como categoria fundamental que contém o psiquismo humano em sua totalidade, como síntese de determinações singulares e universais, individuais e sociais, biológicas e culturais, históricas e sociais, de significados e sentidos. Conclui-se que, em consonância com os fundamentos do materialismo histórico-dialético, a psicologia concreta deve buscar na unidade mínima de análise a superação das dicotomias lógico-formais e a especificidade do psiquismo humano, que tem na ação consciente o potencial para construir, sobre as cinzas das inversões burguesas, o devir de uma sociedade sem classes que tenha a humanidade como centro do processo produtivo.
Abstract
The present work chooses the study of the concept of a minimum unit of analysis in order to
demonstrate the means by which the marxian methodological assumptions are realized in the
investigation of human psyche by Vigotski, who sought to lay the foundations of a concrete
psychology. The selection of this concept is justified by the fact that it synthesizes the dialectical movement of ascension from the abstract to the multi-determined concrete, which governs
the revelation of the general laws that subject the categorical development of the phenomena
and unveils the disguises of the phenomenal appearance. It was shown that, in the same way
that Marx announces the commodity as the minimum unit of analysis of capitalist society,
Vigotski adopts the sign as a fundamental category that contains the human psyche in its
entirety, as a synthesis of singular and universal,, individual and social, biological and cultural,
historical and social determinations of meanings and senses. We conclude that, in consonance with the foundations of historical-dialectic materialism, concrete psychology must seek in
the minimum unit of analysis to overcome the logical-formal dichotomies and the specificity
of the human psyche, which has in conscious action the pontential to build on the ashes of
bourgeois inversions, the becoming of a classless society that has humanity as the center of
the productive process.
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BULHÕES, L. F. S. S.; SILVA, M. M. da. O conceito de unidade mínima de análise como eixo articulador do método marxiano e da psicologia concreta. Interação em Psicologia, Curitiba, v. 24, n. 3, p. 346-353, 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/riep.v24i3.72788.
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