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Infraestrutura de dados espaciais para unidades de conservação: o contexto da floresta estadual do Amapá

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Universidade Federal de Lavras

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Escola de Engenharia (EENG)

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Programa de Pós-Graduação

Pós-Graduação em Tecnologias e Inovações Ambientais

Agência de fomento

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Tipo de impacto

Sociais
Tecnológico
Econômicos

Áreas Temáticas da Extenção

Meio ambiente

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

ODS 11: Cidades e comunidades sustentáveis
ODS 15: Vida terrestre
ODS 16: Paz, justiça e instituições eficazes

Dados abertos

Resumo

Esta dissertação tem como objetivo propor uma Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE) voltada ao suporte na administração da Florestal Estadual do Amapá (FLOTA/AP), visando aprimorar a gestão territorial e o acesso à informação geoespacial. Considerando a crescente importância das tecnologias de informação e comunicação para a conservação ambiental, a pesquisa busca integrar dados espaciais e promover sua sistematização e disponibilizar por meio de uma plataforma interativa, acessível e tecnicamente consistente. A metodologia adotada foi estruturada em três etapas principais: (i) aquisição, organização e padronização dos dados vetoriais oriundos do plano de manejo da FLOTA; (ii) sistematização, validação topológica e estruturação das camadas espaciais em ambiente de Sistema de Informação Geográfica utilizando o software QGIS; e (iii) desenvolvimento de uma interface com a utilização do plugin QGIS2Web e customizações em HTML, CSS e JavaScript, incorporando a biblioteca Leaflet. Foram aplicados critérios de nomenclatura padronizada, simbologia temática e integração de metadados para garantir a interoperabilidade dos dados. Os resultados obtidos demonstraram a viabilidade técnica da criação de uma IDE voltada às Unidades de Conservação, com destaque para a consolidação de 18 camadas temáticas, categorizadas em grupos como zoneamento, planimetria, áreas especiais, entre outras. Uma interface web foi desenvolvida para usuários externos, e apresentou facilidade de navegação, visualização temática por grupos e acesso direto às informações das camadas, promovendo transparência e apoio à tomada de decisão. A adoção de tecnologias livres e de código aberto contribuíram para a acessibilidade do sistema e sua replicabilidade para outras unidades de conservação. Além disso, a pesquisa evidenciou lacunas na organização dos dados originalmente disponíveis, como ausência de metadados padronizados e inconsistências topológicas, ressaltando a importância do processo de validação e estruturação para fins de publicação. Conclui-se que a proposta de uma IDE aplicada ao contexto da FLOTA representa um avanço significativo na gestão territorial das Unidades de Conservação, ao promover acesso público, integração e padronização das informações geoespaciais. Essa abordagem favorece a transparência, o monitoramento participativo e o fortalecimento das ações de conservação e uso sustentável dos recursos naturais. Recomenda- se que instituições gestoras de áreas protegidas adotem soluções semelhantes, fortalecendo políticas públicas de conservação com base em tecnologias acessíveis e eficientes. A replicabilidade da proposta para outras áreas depende principalmente da existência de dados organizados e da capacitação técnica das equipes envolvidas, fatores que devem ser priorizados em agendas institucionais.

Abstract

In this research, we aimed to develop a Spatial Data Infrastructure (SDI) to support the management of a State Forest in Amapá (FLOTA/AP), improving land management and access to geographic information. Due to the increasing importance of data and communication technologies to environmental conservation, this research aimed to merge spatial data and promote systematization by means of an interactive, accessible, and technically robust system. Methods comprised three main phases: (i) acquisition, organization, and standardization of vector data from the FLOTA management plan; (ii) systematization, topological validation, and arrangement of spatial layers within a GIS environment using QGIS software; (iii) creation of an interface with QGIS2Web plugin plus custom HTML, CSS, and JavaScript code changes through addition of a Leaflet library. Standard naming rules, related symbols, and metadata were used to ensure that data was compatible. The results showed a technically viability to build a SDI focused on Conservation Units, by compilation of 18 different layers, in categories like zoning, planimetry, special areas, etc. A website was created for external users, offering easy navigation, related information by thematic group and direct links to details about each layer, promoting transparency and decision-making. The use of free and open-source software ensures free access and its use by other conservation units. In addition, this research pointed out weaknesses in data banks, such as lack of standardized metadata or topological inconsistencies, highlighting the importance of data verification before publishing. In conclusion, the proposed SDI for FLOTA can boost territorial management of Conservation Units, since it allows for public access, integration, and standardization of geospatial information. Such approach favors transparency as well as participatory monitoring, strengthening conservation and sustainable natural resource use. It is also recommended that managers of protected areas adopt similar solutions, reinforcing public conservation policies through accessible and efficient technologies. How much this proposal can be replicated in other areas will depend mainly on how organized the data are, and how technically capable the teams are—both factors that must take priority in institutional agendas.

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MONTENEGRO, Luís Henrique Moreira Lopes. Infraestrutura de dados espaciais para unidades de conservação: o contexto da floresta estadual do Amapá. 2025. 57 p. Dissertação (Mestrado em Tecnologias e Inovações Ambientais) – Universidade Federal de Lavras, 2025.

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