dissertação
Pegada de carbono e custeio do ciclo de vida na produção de café orgânico
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Notas
Data
Autores
Orientadores
Terra, Marcela de Castro Nunes Santos:
https://orcid.org/0000-0003-4646-2414
Editores
Coorientadores
Membros de banca
Chiodi, Rafael Eduardo:
https://orcid.org/0000-0002-5462-6856
Teixeira, Elaine Cristina:
https://orcid.org/0000-0001-5215-8238
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Lavras
Faculdade, Instituto ou Escola
Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (FCSA)
Departamento
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável e Extensão
Agência de fomento
Tipo de impacto
Sociais
Tecnológico
Econômicos
Culturais
Tecnológico
Econômicos
Culturais
Áreas Temáticas da Extensão
Cultura
Meio ambiente
Tecnologia e produção
Meio ambiente
Tecnologia e produção
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável
ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 13: Ação contra a mudança global do clima
ODS 15: Vida terrestre
ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 13: Ação contra a mudança global do clima
ODS 15: Vida terrestre
Dados abertos
Resumo
A crescente demanda por sistemas agrícolas sustentáveis tem impulsionado o desenvolvimento de ferramentas capazes de avaliar simultaneamente o desempenho ambiental e econômico das atividades produtivas. Nesse contexto, a cafeicultura orgânica destaca-se como uma alternativa potencial para reduzir impactos ambientais, agregar valor ao produto e promover a sustentabilidade no meio rural. O presente estudo teve como objetivo avaliar o desempenho ambiental e econômico da produção de café orgânico (Coffea arabica L.) no município de Maria da Fé, Minas Gerais, por meio da elaboração de inventário de gases de efeito estufa (GEE), quantificação da pegada de carbono e aplicação da metodologia de Custeio do Ciclo de Vida (CCV). A pesquisa foi conduzida em uma propriedade certificada para produção orgânica e especial, com área de 2 hectares, durante o período de 2020 a 2025. O inventário de emissões foi realizado utilizando a ferramenta GHG Protocol Cafeicultura, desenvolvida para as condições da cafeicultura brasileira, considerando emissões diretas, indiretas e processos de remoção de carbono associados à biomassa vegetal e à mudança de uso e ocupação do solo. A avaliação econômica foi conduzida por meio do CCV, utilizando indicadores financeiros como Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR) e Payback Descontado. Os resultados demonstraram emissões acumuladas de 19,92 t CO₂e ao longo do período avaliado, correspondendo a uma pegada de carbono bruta de 1,92 kg CO₂e kg⁻¹ de café produzido. Entretanto, quando consideradas as remoções de carbono decorrentes do crescimento da biomassa e da conversão da área anteriormente ocupada por pastagem para cafezal, observouse balanço líquido acumulado de -99,54 t CO₂e, resultando em pegada de carbono líquida de - 9,59 kg CO₂e kg⁻¹ de café. Esses resultados evidenciam que o sistema produtivo atuou como sumidouro líquido de carbono durante todo o período analisado. Sob a perspectiva econômica, a atividade apresentou Valor Presente Líquido de R$ 9.876,45, Taxa Interna de Retorno de 17,61% ao ano e Payback Descontado de 3,45 anos, indicando viabilidade financeira mesmo diante dos elevados investimentos iniciais associados à implantação da lavoura e à manutenção da certificação orgânica. A integração entre os indicadores ambientais e econômicos demonstrou que a produção de café orgânico pode conciliar rentabilidade econômica e mitigação das mudanças climáticas, reforçando seu potencial como estratégia de desenvolvimento sustentável para a cafeicultura brasileira. Além de contribuir para a geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar, os resultados fornecem subsídios técnicos para produtores, cooperativas e formuladores de políticas públicas voltadas à agricultura de baixo carbono. O estudo amplia o conhecimento sobre a relação entre sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica na cafeicultura, servindo como referência para futuras pesquisas e para a construção de sistemas produtivos mais resilientes, competitivos e alinhados às demandas ambientais contemporâneas.
Abstract
The growing demand for sustainable agricultural systems has driven the development of tools capable of simultaneously assessing the environmental and economic performance of productive activities. In this context, organic coffee farming stands out as a potential alternative for reducing environmental impacts, adding value to agricultural products, and promoting sustainability in rural areas. This study aimed to evaluate the environmental and economic performance of organic coffee production (Coffea arabica L.) in the municipality of Maria da Fé, Minas Gerais, Brazil, through the preparation of a greenhouse gas (GHG) inventory, carbon footprint quantification, and the application of the Life Cycle Costing (LCC) methodology. The research was conducted on a certified organic and specialty coffee farm covering 2 hectares during the period from 2020 to 2025. The emissions inventory was developed using the GHG Protocol Coffee Production Tool, specifically designed for Brazilian coffee-growing conditions, considering direct and indirect emissions as well as carbon removal processes associated with plant biomass and land-use change. The economic assessment was carried out using Life Cycle Costing, employing financial indicators such as Net Present Value (NPV), Internal Rate of Return (IRR), and Discounted Payback Period. The results showed cumulative emissions of 19.92 t CO₂e over the evaluated period, corresponding to a gross carbon footprint of 1.92 kg CO₂e kg⁻¹ of coffee produced. However, when carbon removals resulting from biomass growth and the conversion of a former pasture area into a coffee plantation were considered, a cumulative net balance of -99.54 t CO₂e was observed, resulting in a net carbon footprint of -9.59 kg CO₂e kg⁻¹ of coffee. These findings demonstrate that the production system acted as a net carbon sink throughout the entire study period. From an economic perspective, the activity presented a Net Present Value of R$ 9,876.45, an Internal Rate of Return of 17.61% per year, and a Discounted Payback Period of 3.45 years, indicating financial viability despite the substantial initial investments required for plantation establishment and maintenance of organic certification. The integration of environmental and economic indicators demonstrated that organic coffee production can reconcile economic profitability with climate change mitigation, reinforcing its potential as a sustainable development strategy for Brazilian coffee farming. In addition to contributing to income generation and strengthening family farming, the results provide technical support for farmers, cooperatives, and policymakers involved in lowcarbon agriculture initiatives. The study expands current knowledge regarding the relationship between environmental sustainability and economic viability in coffee production, serving as a reference for future research and for the development of more resilient, competitive, and environmentally responsible production systems aligned with contemporary sustainability challenges.
Keywords
Descrição
Área de concentração
Desenvolvimento Sustentável e Extensão
Linha de pesquisa
Sustentabilidade e Extensão
Agência de desenvolvimento
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
ISBN
DOI
Citação
HAMASAKI, Paulo Seiiti Araújo. Pegada de carbono e custeio do ciclo de vida na produção de café orgânico. 2026. 77 p. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável e Extensão) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.
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