dissertação
O quanto podemos aprender sobre adaptação de plantas a partir das Asteraceae Bercht. & J.Presl? um estudo nas montanhas do Parque Nacional do Itatiaia, Brasil
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Programa de Pós-Graduação em Botânica Aplicada
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG)
Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG)
Tipo de impacto
Outros
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Meio ambiente
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODS 13: Ação contra a mudança global do clima
ODS 15: Vida terrestre
ODS 15: Vida terrestre
Dados abertos
Resumo
Gradientes altitudinais constituem modelos naturais para compreender como a variação ambiental influencia a organização das comunidades vegetais, além de fornecer importantes subsídios para prever os efeitos das mudanças climáticas sobre ecossistemas montanos. Este estudo investigou se os traços anatômicos foliares de espécies de Asteraceae variam ao longo do gradiente altitudinal do Parque Nacional do Itatiaia e se essas variações estão associadas a diferentes estratégias ecológicas. Foram amostradas nove espécies distribuídas em cinco cotas altitudinais (1700–2500 m), sendo avaliados caracteres anatômicos foliares quantitativos e qualitativos, além da estrutura da comunidade, diferenciação ambiental, amplitude de nicho e plasticidade fenotípica por meio de abordagens multivariadas. As espécies apresentaram expressiva variação anatômica, formando diferentes síndromes funcionais e evidenciando um claro trade-off entre densidade e tamanho estomático. Ao longo do gradiente, observou-se uma reorganização progressiva da composição da comunidade, acompanhada por uma diferenciação das condições climáticas e edáficas. A temperatura e o ponto de orvalho destacaram-se como os principais filtros ambientais; entretanto, as espécies não convergiram para uma única solução anatômica. Em vez disso, diferentes combinações de traços, associadas à amplitude de nicho e à plasticidade fenotípica, permitiram a persistência de múltiplas estratégias funcionais sob condições ambientais semelhantes. Os resultados demonstram que a organização da comunidade resulta da interação entre a filtragem ambiental e as respostas funcionais específicas das espécies, fornecendo uma base para compreender e prever como comunidades vegetais de alta montanha poderão se reorganizar frente às mudanças climáticas.
Abstract
Altitudinal gradients provide natural models for understanding how environmental variation influences plant communities and offer valuable insights into potential responses to climate change. This study investigated whether leaf anatomical traits of Asteraceae vary along the altitudinal gradient of Itatiaia National Park and whether these variations are associated with distinct ecological strategies. Nine species were sampled across five elevations (1700–2500 m a.s.l.) in the high-altitude grasslands, and quantitative and qualitative leaf anatomical traits were analyzed together with community structure, environmental variables, niche breadth, and phenotypic plasticity using multivariate approaches. Leaf anatomy varied markedly among species, revealing distinct anatomical syndromes and a clear trade-off between stomatal density and stomatal size. Along the gradient, community composition changed progressively, while climatic and edaphic conditions became increasingly differentiated. Temperature and atmospheric moisture emerged as the principal environmental filters, but species did not converge toward a single anatomical solution. Instead, different combinations of anatomical traits, together with differences in niche breadth and phenotypic plasticity, allowed multiple functional strategies to persist under similar environmental conditions. These findings indicate that community assembly results from the interaction between environmental filtering and species-specific functional responses, providing a functional framework for understanding and predicting how tropical high-elevation plant communities may reorganize under future climate change.
Descrição
Área de concentração
Anatomia Vegetal
Linha de pesquisa
Ecofisiologia
Agência de desenvolvimento
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CHOUDHURY, Laila Nunes. O quanto podemos aprender sobre adaptação de plantas a partir das Asteraceae Bercht. & J.Presl? um estudo nas montanhas do Parque Nacional do Itatiaia, Brasil. 2026. 115 p. Dissertação (Mestrado em Botânica Aplicada) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.
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