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Transporte de larvas recém-eclodidas de tambaqui (Colossoma macropomum) ao longo do tempo em sacos plásticos

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No sistema de produção de peixes é observado o transporte de alevinos em sacos plásticos, entretanto, o transporte de larvas recém-eclodidas é pouco reportado. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o desempenho zootécnico durante larvicultura de tambaqui (Colossoma macropomum) após transporte ao longo do tempo em sacos plásticos. As larvas de tambaqui foram obtidas de piscicultura comercial, localizada na cidade de Tabuleiro, Zona da Mata, Minas Gerais. Larvas recémeclodidas (~24 horas após fertilização) foram acondicionadas em saco plástico (50x70cm), contendo aproximadamente 6 litros de água e completado com oxigênio. O transporte ocorreu de carro, por um período de 5 horas até setor de Piscicultura do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (Lavras-MG). Após o transporte, as larvas foram aclimatadas e estocadas em um tanque de 500 L com temperatura (28 °C) e aeração controladas. No 4° dia após eclosão as larvas foram transferidas para um sistema de recirculação composto por 15 tanques retangulares com 2 L de volume útil, com densidade de 30 larvas/L. Durante o período de larvicultura (30 dias), as larvas foram alimentadas 5 vezes ao dia com artêmia (concentrações diárias: 750 náuplios de artêmia/larva do 1° ao 15° dia e 1500 náuplios de artêmia/larva do 15° a 30º dia). Para a avaliação do desempenho zootécnico foram utilizados os parâmetros de peso inicial e final, comprimento inicial e final, ganho de peso, taxa de crescimento especifico e sobrevivência. Inicialmente as larvas possuíam um peso de 0,53 mg e comprimento de 9,57 mm, após 30 dias as larvas possuíam um peso médio de 52,97 mg e comprimento médio de 14,80 mm. Ao final do experimento, foi observado um ganho de peso de 52,44 mg, taxa de crescimento especifico de 14,05% e sobrevivência de 93,46%. Os resultados apresentados neste estudo permitem inferir que o transporte por um período de 5 horas, não influenciou no desempenho e sobrevivência das larvas de tambaqui durante o período de larvicultura. Dessa forma, o transporte de larvas recém-eclodidas pode se tornar uma alternativa para os produtores que desejam realizar a larvicultura, crescimento e engorda, e que não possuem um plantel de matrizes na propriedade.

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MACHADO, G. J. et al. Transporte de larvas recém-eclodidas de tambaqui (Colossoma macropomum) ao longo do tempo em sacos plásticos. In: Conferencia Latinoamericana sobre cultivo de peces nativos, 7., 2022, Belo Horizonte. Anais [...]. [S.l.: s.n.], 2022, p. 326-327. Disponível em: https://vet.ufmg.br/ARQUIVOS/FCK/file/ANAIS%20A5%20errata%20inclusa1.pdf. Acesso em: 2 dez 2022.

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