dissertação

Fluxo de fósforo em ovinos alimentados com diferentes níveis deste mineral.

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Resumo

O objetivo do presente trabalho foi avaliar o comportamento do fósforo (P) nos processos de digestão, absorção e excreção, em cordeiros da raça Santa Inês alimentados com diferentes níveis de P na dieta, analisando-se os teores deste mineral na saliva, plasma, conteúdo ruminal, fezes e urina. Foram utilizados 18 cordeiros da raça Santa Inês, com idade média de cinco meses e peso médio de 27,18±1,56 kg. O experimento foi realizado em dois períodos de 35 dias cada, nos quais foram utilizados nove animais por período, conduzido num delineamento em blocos casualizados, sendo os blocos constituídos pelo peso dos animais e pelos dois períodos de 35 dias. Os tratamentos foram distribuídos num esquema em parcelas subdivididas no tempo, tendo os níveis de P, os tratamentos da parcela e as semanas como os tratamentos da subparcela considerado como medida repetida no tempo, com seis repetições por tratamento. Todas as dietas foram isoprotéicas e isocalóricas e os tratamentos das parcelas foram constituídos pela inclusão de diferentes quantidades de fosfato bicálcico para que se obtivessem: (T1) 25% menos que o recomendado pelo NRC (1985) 1,9 g/dia, (T2) o recomendado pelo referido órgão 2,6 g/dia e o (T3) 25% a mais que o recomendado 3,3 g/dia. Os animais foram alojados em gaiolas de metabolismo e receberam dietas contendo: feno de capim coast-cross, milho moído, polpa cítrica, farelo de soja, mistura mineral, uréia e vitamina D. No décimo quarto dia iniciaram-se as coletas de saliva, plasma, conteúdo ruminal, fezes e urina, para a determinação de P inorgânico. As coletas se repetiram em cada uma das três semanas. Não se observou diferença estatística, entre os tratamentos para as variáveis avaliadas ao longo das três semanas. Observou-se correlação positiva entre o aumento do consumo de P e o teor de P no plasma, saliva, conteúdo ruminal e fezes. O menor valor de ingestão de P T1 refletiu menor excreção fecal de P, ao longo das três semanas e foi suficiente para manter os níveis P dentro das faixas normais, na saliva, no plasma, no conteúdo ruminal e na urina.
The objective of the present work was to evaluate the P kinetics and nutritional status in lambs fed with different levels of P in the diet, by the determination of inorganic P in saliva, blood plasma, rumen content, feces and urine. Eighteen Santa Ines lambs with average age of five months and 27.18±1,56 kg average weight were used in a split plot arrangement, divided in two groups of nine animals in a period of 35 days each, in a randomized block design. The animals were kept individually in metabolic cages, receiving a basal diet and different P levels. Six animals per treatment were used. The treatments were constituted by the inclusion of different amounts of dicalcium phosphate to a basal diet, as follow (T1) 25 % less P in relation to the recommended by the NRC (1985) (1.9 g/day), (T2) the amount recommended for the cited NRC (2.6 g/day) and (T3) 25 % more than the recommended level (3.3 g/day). The diets were composed of coast-cross hay, corn, citric pulp, soy bean meal, mineral mixture, urea and vitamin D. After the adaptation period, samples of blood, saliva, rumen content, feces and urine were collected for the inorganic P determination. The collections period followed for three weeks. Positive correlations between the P intake and the samples were: blood plasma (r = 0.64), saliva (r = 0.86), rumen content (r = 0.82), feces (r = 0.92) and urine (r = 0.37), (P<0.01), respectively. The lower phosphorus intake was enough to maintain the phosphorus status of the animals and can indicate that the P level recommended by the NRC (1985), may be reduced.

Abstract

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Área de concentração

Nutrição de Ruminantes

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BORGES, E. do E. S. Fluxo de fósforo em ovinos alimentados com diferentes níveis deste mineral. 2007. 74 p. Dissertação (Mestrado em Zootecnia)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2007.

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