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Tempo de exposição de juvenis de segundo estádio a voláteis emitidos por macerados de nim e de mostarda e biofumigação contra Meloidogyne incognita

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Resumo

Embora voláteis emitidos por diversas fontes tenham demonstrado toxicidade a patógenos de plantas, poucos são os estudos sobre os efeitos de voláteis emitidos por plantas a fitonematoides. Por isso, objetivouse neste trabalho estudar: tempos de exposição dos juvenis de segundo estádio (J2) de M. incognita(MI) a compostos orgânicos voláteis (COVs) de nim e mostarda, o efeito direto desses macerados incorporados ao substrato infestados com ovos de MI (biofumigação), e dos COVs liberados ao ar e retidos na superfície do substrato por cobertura plástica em J2. Macerados de nim e mostarda emitiram COVs que causaram imobilidade significativa de J2 já nos primeiros períodos de exposição. Mortalidade significativa foi observada a partir de 24 horas de exposição aos COVs. Os números de galhas e ovos de MI resultantes da inoculação em tomateiros dos J2 expostos aos COVs diminuíram com o aumento do tempo de exposição. Assim, confirmaram como efeito nematicida as avaliações anteriores de imobilidade e mortalidade a partir de 24 horas de exposição dos J2. A biofumigação, em ambiente vedado com plástico, com macerado de nim ou mostarda incorporado ao substrato infestado com ovos de MI resultou na redução linear de galhas com o aumento da quantidade dos macerados, sendo esta menor que a testemunha (quantidade zero) apenas na maior quantidade (9,6g). Contudo o número de ovos já foi significativamente reduzido em comparação à testemunha em quantidades dos macerados acima ou igual a 2,4 g. Os J2 expostos aos COVs emitidos pelos macerados de nim ou mostarda incorporados ao substrato e retidos na câmara formada na superfície pela cobertura plástica causaram imobilidade e mortalidade significativa já na menor quantidade. Esses voláteis seriam perdidos na ausência de cobertura plástica. A mistura ao substrato do macerado de nim ou mostarda triturada e os COVs emitidos para o ar têm efeitos nematicidas a MI bem como as exposições dos J2 a eles a partir de 24 horas.

Abstract

Although volatiles emitted by diverse sources have demonstrated toxicity to some plant pathogens, only a few studies have evaluated the effect of volatiles emitted by plants on plant-parasitic nematodes. The effects of varying exposure times of second stage juveniles of Meloidogyne incognitato volatile organic compounds (VOC) from neem and mustard were evaluated. In addition, the direct effect of macerates of these plants incorporated into a substrate infested with eggs of M. incognita(biofumigation), and the effects of the VOC released into the air and held at the substrate surface by plastic cover on juveniles were studied. Macerates of neem and mustard emitted VOC that caused significant juvenile immobility at initial exposure, and significant mortality was observed after 24-hr exposure to the volatiles. The number of root galls and eggs on tomato inoculated with M. incognitasecond-stage juveniles that had been exposed to volatile compounds decreased with increasing exposure time. These findings confirmed the nematicidal effect of the VOC tested relative to the immobilization and mortality seen in second-stage juveniles after 24-hr exposure. Biofumigation with neem and mustard macerates incorporated into a substrate infested with nematode resulted in a linear reduction of galls when macerate amounts were increased, being lower than in control only at the highest macerate amount (9.6 g). However, the number of eggs was significantly reduced in macerates above or equal to 2.4 g. Juveniles exposed to volatile compounds emitted by neem or mustard macerates incorporated into the substrate and retained in a chamber formed on the substrate surface by sealing with plastic exhibited significant immobility and mortality even at the lower macerate amount, whereas this effect was not seen in the absence of the plastic sealing.

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BARROS, A. F. et al. Tempo de exposição de juvenis de segundo estádio a voláteis emitidos por macerados de nim e de mostarda e biofumigação contra Meloidogyne incógnita. Nematropica, [Bradenton], v. 44, n. 2, p. 190-199, 2014.

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