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Perfis de carbono orgânico do solo nas regiões sul e serra do espinhaço meridional, Minas Gerais: modelagem em profundidade
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Resumo
Apesar de o interesse no comportamento espacial de atributos-chave do solo,
só recentemente a variação em profundidade passou a receber mais atenção na
literatura. O carbono orgânico do solo (COS) é talvez o atributo que mais varie em
profundidade, o que dificulta seu estudo. A partir de dados de levantamentos de
solos de duas regiões de Minas Gerais (Sul e Serra do Espinhaço Meridional), foram
modelados os teores de COS em profundidade, buscando identificar quais fatores
mais os influenciam. Os perfis de COS foram mais bem descritos por funções
logarítmicas neperianas em ambas as regiões. Houve efeito da classe de solo, uma
vez que Latossolos apresentaram menores teores superficiais, mas menor
decréscimo no perfil, do que Argissolos, Neossolos, Cambissolos e Nitossolos. Essas
tendências podem ser devidas à maior profundidade, permeabilidade e teor de
argila+silte dos Latossolos. A variação regular dos parâmetros intercepto (teor médio
na superfície) e fator logarítmico (taxa de decréscimo) das equações obtidas para
diferentes faixas de teor de argila+silte permitiu ainda obter funções de
pedotransferência em perfil para descrever teores de COS em profundidade em
qualquer classe de solo, confirmando a hipótese de que a textura é um controle
importante dos teores de COS nessas duas regiões. Na região Sul de MG, os perfis
de COS puderam também ser descritos em função de teores de Fe2O3 (ataque
sulfúrico), evidenciando controle mineralógico do COS. Ainda na região Sul, solos entre 1.000 e 1.200 m de altitude apresentaram maiores teores de COS do que os de altitudes menores. Latossolos e Nitossolos das duas regiões mostraram perfis muito
semelhantes de COS - similaridade atribuída ao efeito positivo de maiores teores
de argila na região Sul e maior altitude na Serra do Espinhaço Meridional.
Abstract
Despite the interest in the spatial variability of key soil properties, depth-related variations have only recently received more attention in the literature. Of all soil properties, soil organic
carbon (SOC) is perhaps the most depth-related and difficult to understand. Soil data from two regions in the State of Minas Gerais, Brazil, were used to model SOC profiles and identify factors of influence. In both the South and Southern Espinhaço regions, SOC profiles were best described by log functions. Oxisols had higher SOC levels in the surface, which decreased less
with depth than in Ultisols, Inceptisols and Entisols. This could be ascribed to the greater depth,permeability and clay+silt content of Oxisols. Based on the regular increase of intercepts and log factors of the equations obtained for increasing clay+silt contents, profile pedotransfer functions were estimated to describe SOC concentrations based on texture and depth of any given soil,confirming the hypothesis that soil texture strongly controls SOC retention in both regions. In addition, SOC profiles could also be described according to Fe2O3 contents (by sulfuric digestion)
in soils of the Southern region, suggesting a mineralogical control of SOC retention. Also in the Southern region, the SOC contents of soils located between 1,000-1,200 m a.s.l. were higher than those of soils at lower altitudes. However, the SOC profiles of the Oxisols and nitic Ultisols
of both regions were very similar, which may be an effect of higher clay contents in the South region, and of higher altitudes in the Southern Espinhaço mountain region.
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ZINN, Y. et al. Perfis de carbono orgânico do solo nas regiões sul e serra do espinhaço meridional, Minas Gerais: modelagem em profundidade, R. Bras. Ci. Solo, Viçosa, MG, v.36, n.5, p. 1395-1406, 2012.
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