Impacto das interrupções das atividades de controle e eliminação das doenças tropicais negligenciadas decorrentes da pandemia de COVID-19
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Resumo
Introdução: as doenças tropicais negligenciadas (DTN) englobam 20 doenças que afetam mais de um bilhão
de pessoas, especialmente comunidades pobres, mulheres e crianças em áreas tropicais. Com a pandemia de COVID-19, a Organização Mundial da Saúde orientou adiamento de pesquisas, atividades de detecção ativa de casos (ACD), campanhas de administração massiva de medicamentos (MDA) e lançamento do novo roteiro para controle e eliminação de DTN. Interrupções dessas ações podem causar diversas consequências, principalmente subdiagnóstico e reemergência de infecções. Objetivo: sistematizar conhecimentos atuais acerca dos impactos da pandemia de COVID-19 sobre DTN. Metodologia: revisão integrativa utilizando os descritores “neglected tropical diseases” e “COVID-19” na base de dados PubMED. Analisou-se nove artigos, entre originais e de revisão, publicados em 2020 e 2021. Discussão: programas de prevenção de doenças transmitidas por vetores foram prejudicados pelo medo de contágio do coronavírus, impedindo o trabalho dos agentes de saúde nas residências, e financeiramente pelos gastos com a COVID-194. O acompanhamento clínico próximo, que evita desfechos desfavoráveis de dengue e chikungunya, e o deslocamento aos centros de tratamento para hanseníase foram afetados pelas medidas restritivas estabelecidas na pandemia. Redução de cirurgias reconstrutivas e encerramento de atividades comunitárias também prejudicam o bem estar de hansenianos. Efeitos das medidas restritivas sobre ectoparasitoses, como fechamento de escolas, justificam a diminuição de 27% da infestação de piolhos em crianças em idade escolar. Ademais, algumas helmintíases moderadas a graves apresentaram prevalência semelhante com e sem interrupção da quimioterapia preventiva (QP). Estratégias de mitigação podem reduzir em um ou dois anos a recuperação desse programa. Para Ascaris lumbricoides e Trichuris trichiura é recomendado um ano de QP semestral
em toda comunidade para compensar um ano sem QP7. Carga de infecção, adesão de adultos e disponibilidade do praziquantel interferem na prevalência de esquistossomose, e o adiamento de um ano da MDA pode atrasar dois anos ou mais a eliminação da infecção por Schistosoma mansoni. Na pandemia, prevê-se aumento de casos de Leishmaniose visceral pela falta de ACD e de controle vetorial com pulverização de inseticidas, podendo atrasar em até sete anos o alcance da meta de eliminação, sendo o impacto maior se a interrupção deste programa ocorrer nos primeiros cinco anos. Conclusão: O impacto das interrupções nos programas de controle das DTN, especialmente na pandemia, depende de financiamento, fase e duração da interrupção, adesão de MDA e endemicidade de précontrole, sendo necessário manter estratégias de mitigação para encurtar o tempo de alcance da meta de eliminação das DTN.
Abstract
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Impacto da pesquisa
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TIBURCIO, A. G. S.; PAULA, A. C. A. L. de; COSTA, M. G. S. T. Impacto das interrupções das atividades de controle e eliminação das doenças tropicais negligenciadas decorrentes da pandemia de COVID-19. Revista Médica de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 32, Supl. 4, p. 9, abr. 2022. ISSN 2238-3181 versão online. Suplemento do II Congresso Acadêmico de Carreira Médica da UFV: II CONACME, 2021. Disponível em: http://www.rmmg.org/content/imagebank/pdf/v32s4_completo.pdf. Acesso em: 29 nov. 2022.
