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Adenocarcinoma intestinal em cão: relato de caso
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Resumo
Adenocarcinomas intestinais são proliferações de células epiteliais neoplásicas, arranjadas em
estruturas glandulares ou ductais anormais. Neoplasias intestinais são incomuns em cães,
representando cerca de 1% dos tumores na espécie. Têm maior ocorrência em cães mais
velhos, afetando mais machos e animais de seis a nove anos. Quanto à raça, Collie e Pastor
Alemão parecem ser mais propensos a desenvoler adenocarcinoma intestinal do que outras
raças. O objetivo do trabalho foi descrever os achados de um caso de adenocarcinoma intestinal
em cão, macho, 10 anos, sem padrão racial definido. No histórico constavam episódios
frequentes de vômito, que progrediram para intervalos menores e vômito ao ingerir qualquer
alimento, exceto pastoso/aquoso. Ao ultrassom abdominal foi observada massa tumoral em alça
intestinal e no mesentério, sem definição exata da localização. Na laparotomia foi identificada
uma massa de 8,0 x 6,0 x 4,0 cm no segmento final do jejuno e início do intestino grosso, firme,
pardacenta e ao corte tinha áreas rijas. Outra massa, de 5 x 4 x 3,5 cm, aparentemente
encapsulada, estava no mesentério. Esta era muito vascularizada, firme e escura. O animal veio
a óbito poucos dias após a cirurgia. Dois fragmentos das massas foram encaminhados para o
Setor de Patologia Veterinária da UFLA para análise. Amostras foram fixadas em formol a 10%,
processadas para histopatologia e coradas com hematoxilina e eosina para exame histológico.
Neste foi observada proliferação neoplásica maligna de células epiteliais arranjadas de forma
sólida, por vezes formando pequenas estruturas acinares. O crescimento era infiltrativo, com
estenose do lúmen intestinal. As células estavam entremeadas a tecido conjuntivo fibroso e
tinham citoplasma eosinofílico e com bordas indistintas e núcleos redondos a ovalados, com
cromatina finamente granular e nucléolos múltiplos. Havia anisocitose e anisocariose
acentuadas, com média de três figuras de mitose por campo (400x). Algumas células tinham
citoplasma amplo e núcleo pequeno periférico (células em anel de sinete). Notava-se ainda
infiltrado inflamatório linfocitário multifocal moderado. O diagnóstico foi baseado nos achados
ultrassonográficos, macroscópicos e histológicos, com prognóstico desfavorável fundamentado
no tipo histológico e observação de invasão tumoral da parede intestinal. Apesar de incomuns,
os adenocarcinomas intestinais são tumores importantes pelo mau prognóstico, especialmente
quando diagnosticados tardiamente.
Abstract
Descrição
Área de concentração
Linha de pesquisa
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
Palavras-chave
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DOI
Citação
EVANGELISTA, Y. A. et al. Adenocarcinoma intestinal em cão: relato de caso. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFLA, 31., 2018, Lavras. Anais... Lavras: UFLA, 2018. Não paginado.
