Desempenho em inovação em economias emergentes? Evidências da indústria manufatureira do Brasil

dc.creatorViglioni, Marco Túlio Dinali
dc.creatorCalegario, Cristina Lelis Leal
dc.date.accessioned2019-10-09T13:06:21Z
dc.date.available2019-10-09T13:06:21Z
dc.date.issued2018
dc.description.resumoIntrodução Economias emergentes têm recebido um grande acúmulo de Investimento Direto Estrangeiro (IDE), ganhando atenção pela literatura em razão dos canais de difusão de tecnologia. Em busca do transbordamento e da inovação, economias em desenvolvimento têm facilitado a entrada de Empresas Multinacionais (EMNs) (Bloomström & Kokko; 1998). Entre as formas mais usuais de transbordamento, situam-se na P&D, importação e exportação, que estimulam a inovação local, sendo um poderoso fator explicativo das diferenças de desempenho entre as empresas (Bloomström & Kokko; 1998; Fagerberg, 2004). Problema de Pesquisa e Objetivo A teoria, em geral, ainda não identificou uma relação clara entre transbordamentos de tecnologia e inovação, o que se faz necessário examinar até que ponto as firmas locais se beneficiam desses canais e aprimoram o desempenho em inovação. O objetivo deste estudo é analisar os determinantes do desempenho em inovação em indústrias do setor manufatureiro do Brasil. Será examinado empiricamente o impacto da variedade de canais de transbordamento em indústrias brasileiras por meio dos fluxos de entrada de IDE. Também serão analisados os segmentos de alta, média e baixa intensidade tecnológica. Fundamentação Teórica O investimento direto estrangeiro é um dos principais propulsores do crescimento econômico. Pesquisas anteriores indicam que as EMNs se tornaram importantes agentes de transferência de tecnologia (Wang & Kafouros, 2009). As empresas que obtêm sucesso na inovação prosperam mais em relação aos seus concorrentes (Fagerberg, 2004). Quando as multinacionais entram em um mercado emergente elas contribuem com conhecimentos (Blömstrom & Kokko, 1998). A difusão do comércio internacional de tecnologia pode ocorrer por vários canais, sendo o comércio de bens e serviços um deles (Wang & Kafouros, 2009). Metodologia Para verificar o desempenho em inovação é adotado os procedimentos metodológicos de (Wang & Kafouros, 2009). A análise foi separada por segmento industrial, pois é esperado que indústrias de alta tecnologia tenham desempenho superior (Javorcik, 2006). O modelo estatístico utiliza a regressão com os seguintes parâmetros: desempenho em inovação, P&D, IDE, exportações e importações, aquisição de tecnologia, trabalho, intensidade de capital, tamanho e subsídios do governo, conforme a Equação a seguir: y= α0+α1 indpd+ α2 ide+ α3 exp+ α4 imp+ α5 aqtec+ α6 labq+ α7 intcap+ α8 tam + α8 ig + ε Análise dos Resultados O IDE não demonstrou significância em nenhum modelo, assim como em Wang e Kafouros (2009). A aquisição de tecnologia se revelou significativa para empresas de alta tecnologia, indicando a dependência em adquirir tecnologia externa. A P&D industrial apresentou significância estatística negativa para as indústrias de alta tecnologia, o que leva a crer que, tais pesquisas são realizadas nos países de origem das EMNs. O desempenho em inovação, a P&D e a mão de obra qualificada em empresas do segmento de média-baixa intensidade tecnológica apresentaram significância estatística positiva. Conclusão Economias emergentes, tais como o Brasil, tem buscado desenvolver e aprimorar a indústria nacional gerando produtos inovadores. O objetivo foi analisar os determinantes do desempenho em inovação em indústrias do setor manufatureiro do Brasil. O modelo teórico demonstra que os canais de transbordamento podem melhorar o desempenho em inovação em empresas de média e baixa tecnologia. É relevante que os segmentos de média e baixa intensidade tecnológica demonstraram que a P&D industrial e qualificação da mão de obra têm efeitos sobre o desempenho em inovação das firmas destes segmentos.pt_BR
dc.description.urihttp://login.semead.com.br/21semead/anais/resumo.php?cod_trabalho=1186pt_BR
dc.identifier.citationVIGLIONI, M. T. D.; CALEGARIO, C. L. L. Desempenho em inovação em economias emergentes? Evidências da indústria manufatureira do Brasil. In: SEMINÁRIOS EM ADMINISTRAÇÃO, 21., 2018, São Paulo. Anais... [São Paulo]: USP, 2018. Não paginado.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufla.br/handle/1/37138
dc.languagept_BRpt_BR
dc.rightsOpenAccesspt_BR
dc.subjectDesempenho em Inovaçãopt_BR
dc.subjectIndústria manufatureirapt_BR
dc.subjectIndústria de tecnologiapt_BR
dc.titleDesempenho em inovação em economias emergentes? Evidências da indústria manufatureira do Brasilpt_BR

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