Potencial da microalga Desmodesmus sp. como biofertilizante em Feijão Pérola

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Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Vegetal

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Dados abertos

Resumo

As microalgas são fonte de macro e micronutrientes, fitohormônios, lipídios, carboidratos entre outras moléculas; por sua excelente capacidade adaptativa aos mais diversos ambientes, tornaram se aposta no setor de biofertilizantes. Objetivou-se neste trabalho avaliar a eficiência da microalga Desmodesmus sp. L2B Bold como biofertilizante no cultivo do feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris L.) cv. BRS Pérola. O cultivo microalgal foi realizado utilizando se meio BG-11, em temperatura ambiente, com fotoperíodo de 12 horas, por 5 dias. A biomassa microalgal foi aplicada no feijoeiro via irrigação manual com população de 107 células mL-1, para o tratamento controle foi utilizado água. A aplicação foi iniciada 15 dias após a semeadura e em seguida a cada 10 dias. Quanto aos parâmetros agronômicos, o número total de legumes e grãos, massa seca de raízes, massa fresca e seca de folhas e massa seca total foram influenciados positivamente quando adicionado o tratamento microalgal. Em relação aos pigmentos foliares houve incremento significativo de aproximadamente 30% do conteúdo de clorofila a e b com aplicação do biofertilizante 17 dias após a semeadura (DAS), e 7% no meio do ciclo de cultivo (37 DAS). Quanto atividade enzimática foliar houve incremento significativo da Superóxido dismutase (SOD) com a aplicação do biofertilizante em todos os períodos do cultivo quando comparado ao grupo controle. Já a fenilalanina amônia-liase (FAL) apresentou inicialmente resultados significativamente inferiores quando aplicado o biofertilizante. No entanto, ao longo do ciclo o resultado foi revertido, sendo quantidade da FAL cerca de 120% a 1500% maior nas plantas biofertilizadas no meio e no final do ciclo respectivamente. Conclui-se que a microalga Desmodesmus sp. L2B Bold apresenta potencial para utilização como biofertilizante no cultivo do feijoeiro-comum (Phaseolus vulgaris L.) cv. BRS Pérola.

Abstract

Microalgae are a source of some macro- and micronutrients, phytohormones, lipids, carbohydrates, and other molecules; due to their excellent adaptive capacity to the most diverse environments, they gained prominence in the biofertilizer industry. Thus, the objective of this work was to evaluate the potential efficiency of the microalgae Desmodesmus sp. L2B Bold as biofertilizer in common beans (Phaseolus vulgaris L.) cv. BRS Pearl. The microalgae culture was performed using a BG-11 medium, at room temperature, with a 12-hour photoperiod for 5 days. Microalgae biomass was applied to common bean by manual irrigation with a population of 107 cells mL-1, for the control treatment water was used. The application was started 15 days after sowing, then every 10 days thereafter. As for agronomic parameters, the total number of vegetables and grains, a total dry mass, root dry mass, fresh and dry mass of leaves were positively influenced by microalgae. Regarding leaf pigments, there was a significant increase of approximately 30% in chlorophyll a and b content with the application of biofertilizer 17 days after sowing (DAS), and 7% in the middle of the cultivation cycle (37 DAS). As for foliar enzymatic activity, there was a significant increase in Superoxide dismutase (SOD) with the application of biofertilizer in all periods of cultivation, when compared to the control group. Phenylalanine ammonia-lyase (PAL) initially presented significantly lower results when the biofertilizer was applied. However, throughout the cycle, the result was reversed, with the amount of PAL being around 120% to 1500% higher in fertilized plants in the middle and at the end of the cycle, respectively. It is concluded that the microalgae Desmodesmus sp. L2B Bold has great potential for use as a biofertilizer in the cultivation of common beans (Phaseolus vulgaris L.) cv. BRS Pearl.

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LOPES, G. B. Potencial da microalga Desmodesmus sp. como biofertilizante em Feijão Pérola. 2021. 55 p. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Vegetal) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2021.

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