Entre nuvens e plantas: galhas nas florestas nebulares

dc.contributor.advisorMagalhães, Thiago Alves
dc.contributor.co-advisorSene, André Maciel da Silva
dc.contributor.refereeCosta, Elaine Cotrim
dc.contributor.refereeGianasi, Fernanda Moreira
dc.creatorLima, Ana Luisa Valadares de Paula
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8619559059929971
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0009-0009-9701-0267
dc.date.accessioned2026-03-03T20:21:37Z
dc.date.issued2026-02-11
dc.description.abstractGalls are characterized as alterations that occur in plant tissues, generating cellular hypertrophy and tissue hyperplasia. The formation, richness, and diversity of galls are directly linked to the diversity of the local flora, due to the species-specific relationship between the gall-inducing insect and the host plant, which is determinant for the existence of specific morphotypes. The objective of this study was to inventory the diversity of galls in a cloud forest, analyzing how variations in altitude, temperature, and soil influence this diversity along an altitudinal gradient (elevations of 1700, 1900, 2100, 2300, and 2500 meters). The work sought to answer the following questions: 1- Does altitude, as an ecological filter, influence the diversity (richness and uniformity) of galls present in the cloud forest environment, and does it differ from other domains? Are galls good bioindicators of ecosystem quality in relation to altitude variation? Is there a pattern in the morphotypes observed at different altitudes compared to other domains? The study area is located in the Itatiaia National Park, encompassing the municipalities of Alagoa, Bocaina de Minas, and Itamonte, in the Serra da Mantiqueira mountain range, Minas Gerais, Brazil. The region is characterized as a Cloud Forest of the Atlantic domain, with mountainous terrain and altitudes reaching 2791 meters. Collections were carried out monthly over 12 months at five altitudinal levels, using nine permanent plots of 400 m² each. Sixty-one host plant species and 86 distinct gall morphotypes were identified. The results revealed that the diversity of host plants and gall morphotypes decreases as altitude increases, varying from 26 morphotypes at 1700 m to only 8 morphotypes at 2500 m. Some species exhibit more than one gall morphotype, especially at intermediate altitudes. The morphotypes studied presented tissue neoformations, processes of hyperplasia and cellular hypertrophy, in addition to the disorganization of the original chlorophyll tissue of the host. The study concludes that altitude, along with edaphic and climatic characteristics, plays a fundamental role in the distribution of galls, acting as a modulating factor in the environment. Thus, galls are confirmed as excellent bioindicators of ecosystem quality and environmental variations in cloud forests, due to the appearance of gall morphotypes in indicator species of montane forests, and their conservation is essential for maintaining the biodiversity of the Atlantic Forest.
dc.description.areastematicasdaextensaoMeio ambiente
dc.description.concentrationBotânica Aplicada
dc.description.notesArquivo retido a pedido da autoria, até fevereiro de 2027.
dc.description.odsODS 13: Ação contra a mudança global do clima
dc.description.odsODS 15: Vida terrestre
dc.description.relatedResearchProjectMONBIO-FAPEMIG
dc.description.resumoGalhas caracterizam-se como alterações que ocorrem nos tecidos vegetais gerando hipertrofia celular e hiperplasia dos tecidos. A formação, riqueza e diversidade de galhas está diretamente ligada à diversidade da flora local, pela relação entre o inseto galhador e a planta hospedeira ser espécie-específica, determinantes para a existência de morfotipos específicos. O objetivo do estudo foi inventariar a diversidade de galhas em uma floresta nebular, analisando como as variações de altitude, temperatura e solo influenciam essa diversidade ao longo de um gradiente altitudinal (cotas de 1700, 1900, 2100, 2300 e 2500 metros). O trabalho procurou responder as seguintes perguntas: 1- A altitude enquanto filtro ecológico, influência a diversidade (riqueza e uniformidade) de galhas presente no ambiente de Florestas Nebulares e difere de outros domínios? As galhas são boas bioindicadoras da qualidade do ecossistema em relação a variação de altitude? Existe um padrão dos morfotipos observados nas diferentes altitudes e quando observado em outros domínios? A área de estudo está localizada no Parque Nacional do Itatiaia, abrangendo os municípios de Alagoa, Bocaina de Minas e Itamonte, na Serra da Mantiqueira, Minas Gerais, Brasil. A região é caracterizada como Floresta Nebular do domínio Atlântico, com relevo montanhoso e altitudes que chegam a 2791 metros. As coletas foram realizadas mensalmente, ao longo de 12 meses, em cinco cotas altitudinais, utilizando nove parcelas permanentes de 400 m² cada. Foram identificadas 61 espécies de plantas hospedeiras e 86 morfotipos distintos de galhas. Os resultados revelaram que a diversidade plantas hospedeiras e de morfotipos de galhas decresce conforme a altitude aumenta, variando de 26 morfotipos na cota de 1700m para apenas 8 morfotipos na cota de 2500m. Algumas espécies apresentam mais de um morfotipo de galha, especialmente nas altitudes intermediárias. Os morfotipos estudados apresentaram neoformações de tecidos, processos de hiperplasia e hipertrofia celular, além da desorganização do tecido clorofiliano original do hospedeiro. O estudo conclui que a altitude juntamente com características edáficas e climáticas exerce um papel fundamental na distribuição das galhas, atuando como um fator modulador no ambiente. Dessa forma, as galhas são confirmadas como excelentes bioindicadoras da qualidade do ecossistema e das variações ambientais em florestas nebulares,devido ao aparecimento de morfotipos de galhas em espécies indicadoras de florestas montanas, sendo sua conservação essencial para a manutenção da biodiversidade da Mata atlântica.
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)
dc.description.tipodeimpactoSociais
dc.description.tipodeimpactoOutros
dc.identifier.citationLIMA, Ana Luisa Valadares de Paula e. Entre nuvens e plantas: galhas nas florestas nebulares. 2026. 61 p. Dissertação (Mestrado em Botânica Aplicada) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufla.br/handle/1/60646
dc.language.isopt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Lavras
dc.publisher.collegeInstituto de Ciências Naturais (ICN)
dc.publisher.countrybrasil
dc.publisher.departmentDepartamento de Biologia
dc.publisher.initialsUFLA
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Botânica Aplicada
dc.rightsAttribution-ShareAlike 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/
dc.subjectGalhas vegetais
dc.subjectFlorestas nebulares
dc.subjectMata Atlântica
dc.subjectInterações ecológicas
dc.subjectConservação ambiental
dc.subjectRelação inseto-planta
dc.subjectAltitude
dc.subjectPlant galls
dc.subjectCloud forests
dc.subjectAtlantic Forest
dc.subjectEcological interactions
dc.subjectEnvironmental conservation
dc.subjectInsect-plant relationships
dc.subject.cnpqCiências Biológicas
dc.titleEntre nuvens e plantas: galhas nas florestas nebulares
dc.title.alternativeBetween clouds and plants: galls in cloud forests
dc.typedissertação

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