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Perspectivas de política científica e tecnológica para a cooperação governo-universidade-empresa: diferenças e possibilidades

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Resumo

O objetivo é discutir acerca do papel que deve ser exercido por governos, universidades e empresas e as políticas de ciência e tecnologia (PCT). Duas perspectivas de PCT são consideradas: o ponto de vista mais crítico latino-americano e a linha de ação mais adotada, conhecida como corrente dominante. Busca-se compreensão menos polarizada acerca do assunto. Utilizou-se revisão de literatura como metodologia. Observou-se que, na perspectiva latino-americana, o Governo é centralizador, uma vez que ele é o dirigente do processo de inovação tecnológica, adquirindo assim, posição de destaque em relação às universidades e às empresas. Já na corrente dominante, valoriza-se a relação menos verticalizada entre governos, universidades e empresas, uma vez que se considera o Governo como insuficiente para gerar desenvolvimento de modo eficaz e rápido, o que demanda maior interação com as demais instituições integrantes dos sistemas de inovação. As considerações levaram ao entendimento de que: (i) os governos podem orientar e dirigir de modo descentralizado sem perder sua capacidade de intervir quando necessário; (ii) as universidades podem proporcionar cooperação com o mercado sem afetar sua autonomia e (iii) as empresas podem ser mais ativas na construção das políticas públicas e, dessa forma, contribuir melhor para o desenvolvimento socioeconômico.

Abstract

The aim is to discuss about the role to be played by governments, universities and industries and the policies for science and technology (PCT). Two perspectives of PCT are considered: the view Latin-American most critical, and line of action adopted in most cases known as mainstream. The goal was to provide a less polarized understanding about the subject. We used literature review as methodology. It was observed that in the Latin American perspective, the government is centralized, since he is the leader of the technological innovation process and will thus have a prominent position in relation to universities and industries. In the mainstream, we value the relationship less vertically between governments, universities and industries, since it considers the government as insufficient to generate development of mode efficient and fast, which requires more interaction with the other institutional members of the innovation system. The considerations led to the understanding that: (i) governments can guide and direct a decentralized manner without losing its ability to intervene when necessary, (ii) universities can provide cooperation with the market without affecting their autonomy, and (iii) companies may be more active in the construction of public policy and thus better contribute to socioeconomic development.

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TONELLI, D. F. et al. Perspectivas de política científica e tecnológica para a cooperação governo-universidade-empresa: diferenças e possibilidades. Gestão Pública: Práticas e Desafios, Recife, v. 3, n. 5, p. 24-45, out. 2012.

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