Associação da percepção de saciedade no consumo alimentar em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2
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Resumo
A terapia nutricional é de suma importância para o tratamento do
Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), pois visa melhorar o controle glicêmico,
alcançar e manter as metas de peso corporal e retardar e/ou prevenir as
complicações decorrentes do DM2 mal controlado. Por sua vez, a
percepção dos sinais internos de fome e saciedade e a capacidade do
indivíduo em parar de comer quando já saciado influenciam diretamente
sobre o consumo alimentar. Para mensurar a consciência plena associada
ao ato de comer, existe o Mindful Eating Questionnaire (MEQ). A
subescala desinibição, deste questionário, investiga exatamente a
capacidade do sujeito em parar de comer quando percebe que está
saciado, quanto maior a pontuação nesta subescala, maior é a capacidade
de percepção da saciedade. Desse modo, objetivou-se investigar a relação
entre a subescala desinibição do MEQ e a ingestão de calorias,
macronutrientes, fibras e sódio em pacientes com DM2. Trata-se de um
estudo observacional que utilizou dados da linha de base do estudo
multicêntrico “Efetividade de uma estratégia NUtricional para controle
GLICêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 usuários do Sistema
Único de Saúde (SUS): estudo NUGLIC” coordenado pelo Hcor em parceria
com o PROADI-SUS. Foram incluídos pacientes com diagnóstico médico
prévio de DM2, idade igual ou superior a 30 anos, hemoglobina glicada
igual ou superior a 7% e inferior a 12%, que não faziam acompanhamento
nutricional há pelo menos seis meses. O escore da subescala desinibição
do MEQ foi calculado através da média dos itens. Já para investigar o
consumo alimentar foi utilizado dados de recordatório de 24h para o
cálculo da ingestão habitual, corrigindo a variabilidade intrapessoal, a
partir do Multiple Source Method (MSM). No programa Statistical Package
for Social Sciences (SPSS) versão 22, testes de normalidade e correlação
de Spearman foram realizados. Foram incluídos 342 pacientes com
60,8±9,4 anos e 60,5% mulheres. Houve correlação estatisticamente
significativa entre a subescala desinibição e o consumo de calorias (r = -
0,342, p < 0,01), carboidrato (r = -0,328, p < 0,01), proteína (r = -0,224, p
< 0,01), gordura total (r = -0,275, p < 0,01), gordura saturada (r = -0,270,
p < 0,01), gordura trans (r = -0,262, p < 0,01), fibra (r = -0,286, p < 0,01)
e sódio (r = -0,377, p < 0,01). Destaca-se que: (1) todas as associações foram inversas; (2) as associações entre calorias, carboidrato e sódio
foram consideradas moderadas e (3) as demais associações foram
consideradas fracas. Desse modo, os resultados sugerem que pacientes
com DM2 com maior percepção dos sinais internos de saciedade e maior
capacidade de parar de comer quando já saciados consomem menor
quantidade de carboidrato, calorias e sódio. Assim, intervenções
nutricionais pautadas no incentivo ao resgate dos sinais internos de fome
e saciedade em sujeitos com DM2, podem ser um bom caminho para
auxiliar na melhora do consumo alimentar.
Abstract
Descrição
Área de concentração
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
Palavras-chave
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DOI
Citação
RODRIGUES, D. A. C.; DIAS, M. L. D.; FERREIRA, L. G. Associação da percepção de saciedade no consumo alimentar em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2. In: Congresso Brasileiro On-line de Comportamento Alimentar, Alimentação e Saúde: CONBRACAS, 4., 2022. Anais eletrônicos [...]. [S.l.]: Congresse Me, 2022. Versão online. Disponível em: https://eventos.congresse.me/conbracas/resumos/22883.pdf?version=original. Acesso em: 28 nov. 2022.
