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Qualidade pós-colheita de frutos de diferentes clones de mangabeira (Hancornia speciosa Gomes)

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Com o objetivo de avaliar a qualidade pós-colheita de frutos de diferentes clones de mangabeira (Hancornia speciosa Gomes) para consumo como fruto fresco e/ou industrializado, foram avaliados 10 clones: Ipojuca 3, 4 e 5 (IPJ 3, 4 e 5); Nizia Floresta 1, 6 e 8 (NIF 1, 6 e 8); Parnamirim 11 (PAR 11); Rio Tinto 7 (RIT 7); Extremoz 1 (EXT 1) e Touros 48 (TOU 48), oriundos de um Jardim Clonal instalado em 1996 do Banco Ativo de Germoplasma da Estação Experimental de Mangabeira, pertencente a EMEPA - Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba, situada em João Pessoa, PB. As mangabas foram colhidas manualmente em estádio de maturidade fisiológica, acondicionadas em caixas plásticas de transporte forradas no fundo com espuma de poliestireno e transportadas ao Laboratório de Fisiologia e Tecnologia Pós-colheita da Embrapa Agroindústria Tropical, onde foram caracterizadas física, físico-química e quimicamente. As características de qualidade analisadas foram: massa total do fruto; comprimento, diâmetro, firmeza, número de sementes; rendimento de polpa + casca; percentagem de sementes; pH; acidez total titulável (ATT); sólidos solúveis totais (SST); relação SST/ATT; vitamina C total; açúcares solúveis totais; açúcares redutores, fenólicos poliméricos, oligoméricos e dímeros. A análise de variância revelou diferenças estatísticas para todas as características pelo Teste F. De um modo geral os frutos de mangabeira dos clones avaliados apresentaram características superiores às observadas na literatura, especialmente quanto aos padrões estabelecidos pela I.N. nº 1 de 07/01/2000 do MAPA. Dentre os materiais genéticos avaliados pode-se destacar os clones RIT 8 e TOU 48 como os mais promissores para o mercado de frutas in natura, e os clones IPJ 3 e NIF 6 para o processamento agroindustrial.

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