dissertação

Carbon stability of engineered biochar-based phosphate fertilizers

Carregando...
Imagem de Miniatura

Notas

Editores

Coorientadores

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Lavras

Faculdade, Instituto ou Escola

Departamento

Departamento de Ciência do Solo

Programa de Pós-Graduação

Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo

Agência de fomento

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Tipo de impacto

Áreas Temáticas da Extenção

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Dados abertos

Resumo

O aumento do conteúdo de carbono orgânico no solo é importante para aumentar a qualidade do solo e mitigar as emissões de CO2. Assim, a pirólise da biomassa para produzir biocarvão tem sido investigada em todo o mundo com o objetivo de adicionar carbono (C) estável ao solo e melhorar suas propriedades funcionais. No Brasil, grandes quantidades de resíduos agroindustriais são produzidos e apresentam potencial para este propósito. Embora na última década os esforços de pesquisa tenham avançado, ainda há um longo caminho para viabilizar a aplicação de biocarvão em larga escala. Mais recentemente, o biocarvão enriquecido em fosfato foi proposto para ser usado como fertilizante de eficiência aumentada com maior estabilidade do C em comparação aos biocarvões regulares. Mas, devido à alta acidez de alguns biocarvões enriquecidos com fosfato, o óxido de magnésio (MgO) também tem sido proposto como aditivo para a produção de fertilizantes à base de biocarvão (BBFs). Entretanto, a estabilidade do C nesses materiais ainda é pouco conhecida. O objetivo geral deste trabalho foi avaliar como a impregnação com ácido fosfórico (H3PO4) e MgO na biomassa iria afetar a estabilidade térmica e química do BBF sintetizado. Ácido fosfórico com e sem MgO foram pré-misturados com biomassa de casca de café e de cama de frango para produzir BBFs por pirólise. As biomassas também foram pirolisadas individualmente para produzir biocarvões simples. Os materiais foram quimicamente caracterizados e a estabilidade do C foi termicamente (análise termogravimétrica e oxidação em forno mufla) e quimicamente (oxidação de H2O2 e K2Cr2O7) avaliada. Todos os materiais foram caracterizados por análise espectroscópica de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e Raman. Os resultados mostram que o pré-tratamento de H3PO4 e H3PO4-MgO aumentou a produção e retenção de C nos BBFs, que apresentaram maior estabilidade térmica mensurada pela análise de TGA e oxidação em forno mufla em comparação aos biocarvões simples, causando menor perda de massa e maior C remanescente. Por outro lado, a oxidação de H2O2 foi maior no tratamento com H3PO4-MgO e K2Cr2O7 nos tratamentos H3PO4 e H3PO4-MgO em relação aos biocarvões, diminuindo sua estabilidade química. A maior estabilidade térmica dos BBFs provavelmente ocorreu devido à formação de complexos de fósforo, como C–O–PO3 ou (CO)2PO2 nos BBFs. Por outro lado, a menor estabilidade química deveu-se à alta área superficial específica (ASE) e menor cristalinidade dos compostos de C dos BBFs causados principalmente pela adição de MgO. Este estudo indica que a co-pirólise de biomassas com H3PO4 + MgO aumenta a produção (redução da perda de C durante a pirólise) e estabilidade térmica, mas também aumenta a oxidação química devido a maior reatividade.O aumento do conteúdo de carbono orgânico no solo é importante para aumentar a qualidade do solo e mitigar as emissões de CO2. Assim, a pirólise da biomassa para produzir biocarvão tem sido investigada em todo o mundo com o objetivo de adicionar carbono (C) estável ao solo e melhorar suas propriedades funcionais. No Brasil, grandes quantidades de resíduos agroindustriais são produzidos e apresentam potencial para este propósito. Embora na última década os esforços de pesquisa tenham avançado, ainda há um longo caminho para viabilizar a aplicação de biocarvão em larga escala. Mais recentemente, o biocarvão enriquecido em fosfato foi proposto para ser usado como fertilizante de eficiência aumentada com maior estabilidade do C em comparação aos biocarvões regulares. Mas, devido à alta acidez de alguns biocarvões enriquecidos com fosfato, o óxido de magnésio (MgO) também tem sido proposto como aditivo para a produção de fertilizantes à base de biocarvão (BBFs). Entretanto, a estabilidade do C nesses materiais ainda é pouco conhecida. O objetivo geral deste trabalho foi avaliar como a impregnação com ácido fosfórico (H3PO4) e MgO na biomassa iria afetar a estabilidade térmica e química do BBF sintetizado. Ácido fosfórico com e sem MgO foram pré-misturados com biomassa de casca de café e de cama de frango para produzir BBFs por pirólise. As biomassas também foram pirolisadas individualmente para produzir biocarvões simples. Os materiais foram quimicamente caracterizados e a estabilidade do C foi termicamente (análise termogravimétrica e oxidação em forno mufla) e quimicamente (oxidação de H2O2 e K2Cr2O7) avaliada. Todos os materiais foram caracterizados por análise espectroscópica de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e Raman. Os resultados mostram que o pré-tratamento de H3PO4 e H3PO4-MgO aumentou a produção e retenção de C nos BBFs, que apresentaram maior estabilidade térmica mensurada pela análise de TGA e oxidação em forno mufla em comparação aos biocarvões simples, causando menor perda de massa e maior C remanescente. Por outro lado, a oxidação de H2O2 foi maior no tratamento com H3PO4-MgO e K2Cr2O7 nos tratamentos H3PO4 e H3PO4-MgO em relação aos biocarvões, diminuindo sua estabilidade química. A maior estabilidade térmica dos BBFs provavelmente ocorreu devido à formação de complexos de fósforo, como C–O–PO3 ou (CO)2PO2 nos BBFs. Por outro lado, a menor estabilidade química deveu-se à alta área superficial específica (ASE) e menor cristalinidade dos compostos de C dos BBFs causados principalmente pela adição de MgO. Este estudo indica que a co-pirólise de biomassas com H3PO4 + MgO aumenta a produção (redução da perda de C durante a pirólise) e estabilidade térmica, mas também aumenta a oxidação química devido a maior reatividade.

Abstract

O aumento do conteúdo de carbono orgânico no solo é importante para aumentar a qualidade do solo e mitigar as emissões de CO2. Assim, a pirólise da biomassa para produzir biocarvão tem sido investigada em todo o mundo com o objetivo de adicionar carbono (C) estável ao solo e melhorar suas propriedades funcionais. No Brasil, grandes quantidades de resíduos agroindustriais são produzidos e apresentam potencial para este propósito. Embora na última década os esforços de pesquisa tenham avançado, ainda há um longo caminho para viabilizar a aplicação de biocarvão em larga escala. Mais recentemente, o biocarvão enriquecido em fosfato foi proposto para ser usado como fertilizante de eficiência aumentada com maior estabilidade do C em comparação aos biocarvões regulares. Mas, devido à alta acidez de alguns biocarvões enriquecidos com fosfato, o óxido de magnésio (MgO) também tem sido proposto como aditivo para a produção de fertilizantes à base de biocarvão (BBFs). Entretanto, a estabilidade do C nesses materiais ainda é pouco conhecida. O objetivo geral deste trabalho foi avaliar como a impregnação com ácido fosfórico (H3PO4) e MgO na biomassa iria afetar a estabilidade térmica e química do BBF sintetizado. Ácido fosfórico com e sem MgO foram pré-misturados com biomassa de casca de café e de cama de frango para produzir BBFs por pirólise. As biomassas também foram pirolisadas individualmente para produzir biocarvões simples. Os materiais foram quimicamente caracterizados e a estabilidade do C foi termicamente (análise termogravimétrica e oxidação em forno mufla) e quimicamente (oxidação de H2O2 e K2Cr2O7) avaliada. Todos os materiais foram caracterizados por análise espectroscópica de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e Raman. Os resultados mostram que o pré-tratamento de H3PO4 e H3PO4-MgO aumentou a produção e retenção de C nos BBFs, que apresentaram maior estabilidade térmica mensurada pela análise de TGA e oxidação em forno mufla em comparação aos biocarvões simples, causando menor perda de massa e maior C remanescente. Por outro lado, a oxidação de H2O2 foi maior no tratamento com H3PO4-MgO e K2Cr2O7 nos tratamentos H3PO4 e H3PO4-MgO em relação aos biocarvões, diminuindo sua estabilidade química. A maior estabilidade térmica dos BBFs provavelmente ocorreu devido à formação de complexos de fósforo, como C–O–PO3 ou (CO)2PO2 nos BBFs. Por outro lado, a menor estabilidade química deveu-se à alta área superficial específica (ASE) e menor cristalinidade dos compostos de C dos BBFs causados principalmente pela adição de MgO. Este estudo indica que a co-pirólise de biomassas com H3PO4 + MgO aumenta a produção (redução da perda de C durante a pirólise) e estabilidade térmica, mas também aumenta a oxidação química devido a maior reatividade.

Descrição

Área de concentração

Agência de desenvolvimento

Palavra chave

Marca

Objetivo

Procedência

Impacto da pesquisa

Resumen

ISBN

DOI

Citação

CARNEIRO, J. S. da S. Carbon stability of engineered biochar-based phosphate fertilizers. 2018. 57 p. Dissertação (Mestrado em Ciência do Solo)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2018.

Link externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por