Compatibilidade da combinação de Doru luteipes (Dermaptera, Forficulidae) e Orius insidiosus (Hemiptera, Anthocoridae) para regulação de tripes-praga (Thysanoptera: Thripidae)

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Dados abertos

Resumo

Algumas espécies de tripes (Thysanoptera: Thripidae) são consideradas insetos-praga de culturas de importância econômica, porém em plantas ornamentais são considerados pragas-chave por causarem danos diretos nos tecidos de flores e folhas, impossibilitando assim a comercialização. Além disso, algumas espécies possuem o hábito de se abrigarem dentro de botões florais, axilas de folhas e flores, o que compromete a eficiência do controle químico, porém abre a possibilidade para o uso de outras estratégias, como o controle biológico. Percevejos da família Anthocoridae, com destaque para Orius insidiosus(Hemiptera,Anthocoridae) são reconhecidos como predadores efetivos de tripes em cultivos abertos e protegidos. Ao contrário, Doru luteipes (Dermaptera, Forficulidae), é um predador voraz de artrópodes-praga na cultura do milho, porém também tem preferência por ficar escondido em estruturas de plantas durante o dia, o que o torna potencial predador de tripes. Por ocuparem o mesmo hábitat, se alimentarem de recursos de plantas como pólen e apresentarem presas em comum, O. insidiosus e D. luteipessão considerados promissores agentes de controle biológico de tripes. Assim, objetivou-se avaliar a capacidade predatória de D. luteipese O. insidiosusquando expostos ao tripes do feijão, Caliothripsphaseoli(Thysanoptera, Thripidae) e a partir de testes comportamentais e de preferência alimentar avaliar a compatibilidade de atuação das duas espécies para a regulação de tripes. Além disso, para comprovar a efetividade de D. luteipes como predador de tripes foi realizada a liberação do predador em um cultivo de antúriopara a regulação deChaetanaphothripsorchidii(Thysanoptera,Thripidae), espécie-praga que habita o interior das espatas fechadas de antúrio e favorece o abrigo de D. luteipes durante o dia. Foi possível comprovar o consumo de tripes por adultos e ninfas de D. luteipes, o qual se mostrouvoraz por consumir no estágio adulto aproximadamente 210 tripes em 24 horas, número seis vezes superior ao consumido por adultos de O. insidiosus(32,4 tripes). Os resultados obtidos fornecem subsídios para a associação das duas espécies de predadores, pois além de predarem tripes em horários diferentes, D. luteipes a noite e O. insidiosus durante o dia, não competem pela presa (ausência de predação intraguilda) e podem manter-se na área alimentando-se de pólen quando a presa é escassa ou ausente. Este trabalho constitui-se o primeiro relato da predação de tripes por Dermaptera, o que associado com a liberação de D. luteipes no cultivo de antúrio comprova sua efetividade com o predador. A redução da população de C. orchidiie o aumento da densidade de D. luteipes na área são indicativos da sobrevivência e multiplicação do predador em cultivo de antúrio. Assim, a manutenção precoce de predadores nas áreas é o ponto-chave para conter a infestações iniciais de tripes e aprimorar o controle biológico.

Abstract

Some species of thrips (Thysanoptera) are considered pest of economic significance crop, but in ornamentals plants are considered key pests for cause direct damage to the tissues of flowers and leaves, making it impossible to commercialization. Also, some species have the habit of sheltering inside flower buds, leaf armpits and flowers which compromises the efficiency of chemical control, but opens the possibility for the use of other strategies, such as biological control. Piratebug of the family Anthocoridae, especially Orius insidiosus (Hemiptera, Anthocoridae) are recognized as effective predators of thrips in open and protected crops. In contrast, Doru luteipes (Dermaptera, Forficulidae) is a voracious predator of pest arthropods in maize, but also prefers to be hidden in plant structures during the day, making it a potential predator of thrips. Because they occupy the same habitat, feed on plant resources such as pollen and present prey in common, O. insidiosus and D. luteipes are considered to be promising biological control agents for thrips. The objective of this study was to evaluate the predatory capacity of D. luteipes and O. insidiosus when exposed to Caliothrips phaseoli (Thysanoptera, Thripidae) and from behavioral and food preference tests to evaluate the compatibility of the two species for regulation of thrips. Also, to prove the effectiveness of D. luteipes as a predator of thrips, the predator was released in an anthurium crop for the regulation of Chaetanaphothrips orchidii (Thysanoptera, Thripidae), a pest species that inhabits inside of closed anthurium flower rand favors the shelter of D. luteipes during the day. It was possible to prove the consumption of thrips by adults and nymphs of D. luteipes, which proved to be voracious by consuming in the adult stage approximately 210 thrips in 24 hours, six times higher than that consumed by adults of O. insidiosus (32,4). The results obtained provide subsidies for the association of the two species of predators, because in addition to predating thrips at different times, D. luteipes at night and O. insidiosus during the day, do not compete for prey (absence of intraguild predation) and they can survive in the area feeding on pollen when the prey is scarce or absent. This work constitutes the first report of the predation of thrips by Dermaptera, which associated with the release of D. luteipes in the cultivation of anthurium proves its effectiveness with predator. The reduction of the C. orchidii population and the increased density of D. luteipes in the area are indicative of the survival and multiplication of the predator. Thus, early maintenance of the two predators in the areas is the key point to contain the initial thrips infestations and to improve biological control.

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SILVA L. P. Compatibilidade da combinação de Doru luteipes (Dermaptera, Forficulidae) e Orius insidiosus (Hemiptera, Anthocoridae) para regulação de tripes-praga (Thysanoptera: Thripidae). 2019. 48 p. Dissertação (Mestrado em Entomologia)–Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2019.

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