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Avaliação da função diastólica em cães portadores de degeneração mixomatosa crônica da valva mitral com e sem insuficiência cardíaca congestiva

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Resumo

O presente trabalho foi realizado no intuito de estudar as alterações diastólicas presentes em cães com degeneração mixomatosa crônica da valva mitral (DMVM), por meio da avaliação de índices ecocardiográficos diastólicos convencionais, pela velocidade de propagação do fluxo mitral (Vp) e pelo Doppler tecidual (DT). Além disso, foi avaliada a influência da função sistólica sobre a Vp e calculada a relação entre a onda E do fluxo mitral e algumas variáveis ecocardiográficas com a finalidade de detectar a presença de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) nesses animais. Um segundo objetivo foi avaliar o impacto da relação índice do volume ventricular esquerdo sistólico final/índice da massa ventricular esquerda (IVVEs/IMVE) sobre a Vp e a velocidade E´ do DT, observando a capacidade de interferência desta relação sobre estes índices. Foram utilizados 36 cães, sendo 10 clinicamente saudáveis (grupo controle), 13 pertencentes ao grupo com DMVM e assintomáticos e 13 ao grupo de animais com DMVM e com sinais clínicos de ICC. Todos os animais foram submetidos ao exame clínico geral e cardiológico e, em seguida, ao exame eletrocardiográfico. Os cães foram posicionados em decúbito lateral para realização de exame ecocardiográfico e obtenção das variáveis a serem estudadas. A presença de disfunção diastólica foi determinada pela pseudonormalização da relação E/A do fluxo mitral, pelo tempo de desaceleração da onda E (TDE) e tempo de relaxamento isovolumétrico (TRIV), porém, não foi detectada pela Vp. Por meio das relações E/Vp e E/E´ do DT foi possível detectar ICC e o aumento da pressão de enchimento ventricular esquerda em cães com DMVM. Para a obtenção da massa ventricular esquerda (MVE) foram selecionados 22 cães, sendo 6 clinicamente saudáveis (grupo controle), 8 com diagnóstico de DMVM e assintomáticos e 8 com diagnóstico ecocardiográfico de DMVM e com sinais clínicos de ICC, sendo adotado o mesmo procedimento anteriormente citado. A relação IVVEs/IMVE foi correlacionada com índices ecocardiográficos diastólicos. Não houve uma correlação significativa entre a relação IVVEs/IMVE e os índices diastólicos Vp, E´ e TDE, mostrando que estes não foram influenciados pela hipertrofia miocárdica em cães com DMVM.

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Ciências Veterinárias

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RESENDE, R. M. de. Avaliação da função diastólica em cães portadores de degeneração mixomatosa crônica da valva mitral com e sem insuficiência cardíaca congestiva. 2011. 105 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2011.

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