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Práticas silviculturais intensivas influenciam positivamente no estoque de carbono de florestas de restauração

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Universidade Federal de Lavras

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Escola de Ciências Agrárias – ESAL

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Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal

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Tecnológico
Econômicos

Áreas Temáticas da Extenção

Meio ambiente

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

ODS 13: Ação contra a mudança global do clima

Dados abertos

Resumo

A restauração florestal desponta como uma estratégia global para a mitigação de problemáticas ambientais críticas em nível mundial, como a degradação ambiental e as mudanças climáticas. Torna-se então uma estratégia global para mitigação desses distúrbios. Dentre várias iniciativas neste sentido têm-se o Bonn Challenge e o acordo de Paris que fomentam a recuperação de áreas degradadas. O conhecimento de como os métodos utilizados para a restauração e as práticas silviculturais aplicadas a cada área influenciam na viabilidade dos projetos é de grande importância para os tomadores de decisão. Entretanto, o entendimento acerca desses fatores ainda permanece incipiente, portanto, a proposta desse estudo envolve 20 anos de avaliações de plantios sob diferentes abordagens de restauração florestal. O objetivo do trabalho foi entender como práticas silviculturais podem maximizar o estoque de carbono em plantios de restauração. O experimento foi conduzido em uma área de ~5 ha em Anhembi – SP seguindo um delineamento em esquema fatorial triplo: modelo de plantio (A – proporção de pioneiras/não pioneiras = 50/50 e B – proporção 67/33); espaçamento (1 – 3333 ind.ha-1 e 2 – 1666 ind.ha-1 ) e; silvicultura (U – tradicional e X – intensiva), totalizando assim 8 tratamentos. Dezesseis inventários para a coleta de dados (diâmetro e altura) foram realizados durante vinte anos. Aos vinte anos, o uso de silvicultura intensiva resultou em um aumento de 10% na sobrevivência (X – ~60%; U – ~50%) e um adicional de 8 Mg/ha para estoque de carbono. Fato que pode ser atribuído a maior disponibilidade de nutrientes e a menor competição com gramíneas invasoras. A maior densidade de plantio também resultou em um maior acúmulo de carbono (>10 Mg/ha) devido a maior quantidade de indivíduos. O modelo com a maior proporção de pioneiras não apresentou um melhor resultado, pelo contrário, aos vinte anos apresentou menores estoques de carbono (5Mg/ha), o que pode estar correlacionado com a morte de pioneiras. À exemplo das pioneiras, pode-se citar Croton urucurana e Heliocarpus americanos, que perderam praticamente todos os indivíduos. Considerando todos os tratamentos, os melhores (A1X, B1X e A1U - ~57Mg/ha) chegaram a acumular quase duas vezes mais carbono que os piores (A2U e B2U - ~30Mg/ha). Em termos de econômicos, todos os tratamentos apresentaram o mesmo custo eficiência, gastando cerca de US$140/Mg de carbono estocado. Assim, a recomendação para maximizar estoque de carbono e sobrevivência em projetos de restauração é a utilização de uma silvicultura intensiva, uma proporção equivalente de pioneiras e não pioneiras além de um plantio mais adensado (quando viável economicamente). Futuras pesquisas podem ampliar o escopo desse estudo ao considerar outros compartimentos de carbono (solo, serrapilheira, regenerantes e outros) necessários para melhor entendimento do impacto de cada tratamento.

Abstract

Forest restoration is emerging as a global strategy for mitigating critical environmental issues worldwide, such as environmental degradation and climate change. It then becomes a global strategy for mitigating these disturbances. Among several initiatives are the Bonn Challenge and the Paris agreement that promote the recovery of degraded areas. Knowledge of how the methods used for restoration and how silvicultural practices applied to each area influence the viability of projects is of great importance for decision makers. However, insights into these factors still remain incipient, therefore, the purpose of this study involves 20 years of evaluations of plantations under different forest restoration approaches. The objective of the work was to understand how silvicultural practices can maximize carbon stocks in restoration plantations. The experiment was conducted in an area of ~5 ha in Anhembi – SP following a three-way factorial design: model (A – proportion of pioneers/non-pioneers = 50/50 and B – proportion 67/33); spacing (1 – 3333 ind.ha-1 and 2 – 1666 ind.ha-1) and; forestry (U – traditional and X – intensive), thus totaling 8 treatments. 16 Inventories for data collection (diameter and height) were carried out over twenty years. The use of intensive forestry resulted in a 10% increase in survival (X – ~60%; U – ~50%) and an additional 8 Mg/ha to carbon stock over the entire experiment. This fact can be attributed to greater nutrient availability and less competition with invasive grasses. The higher planting density also resulted in greater carbon accumulation (>10 Mg/ha) due to the greater number of individuals. The model with the highest proportion of pioneers did not present a better result, on the contrary, at twenty years of age it presented lower carbon stocks (5Mg/ha), which may be correlated with the death of pioneers. As an example of the pioneers, we can mention Croton urucurana and Heliocarpus americana, which lost practically all their individuals. Considering all treatments, the best (A1X, B1X and A1U - ~57Mg/ha) accumulated almost twice as much carbon as the worst (A2U and B2U - ~30Mg/ha). In terms of implementation costs, all treatments showed the same efficiency, spending around US$140/Mg of stored carbon. Therefore, the recommendation to maximize carbon stock and survival in restoration projects is the use of intensive forestry, an equivalent proportion of pioneers and non-pioneers in addition to denser planting (when economically viable). Future research can expand the scope of this study by considering other carbon pools (soil, litter, regenerants and others) necessary to better understand the impact of each treatment.

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LUZ, M. S. Práticas silviculturais intensivas influenciam positivamente no estoque de carbono de florestas de restauração. 2024. 72 p. Tese (Doutorado em Engenharia Florestal) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2024.

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