Anticorpo monoclonal bloqueador do receptor de Il-10 como estratégia de tratamento da Leishmaniose visceral canina e usos

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A presença do cão como elo no ciclo epidemiológico da leishmaniose visceral (LV) tem sido estudada desde 1908, quando Nicolle & Comte, na Tunísia, observaram o parasito na medula óssea e pele destes animais, sugerindo que os mesmos participariam da cadeia de transmissão da doença como reservatórios. Desde então, esses animais são considerados os principais reservatórios de L. infantum em ambiente doméstico. Contudo, diferente do que acontece na doença humana, a quimioterapia convencional na doença canina ainda não é eficaz, além de seu uso contínuo possibilitar o surgimento de cepas de parasitos resistentes aos fármacos utilizados. Por essa razão, o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas contra a leishamnaiose visceral canina (LVC) se faz necessário e urgente, principalmente àquelas em que o risco do surgimento de cepas resistentes do parasito seria evitado bem como a redução da transmissão para o inseto vetor. Assim, esta invenção propôs avaliar a imunoterapia com anticorpo monoclonal bloqueador do receptor de IL-10 como estratégia de tratamento na LVC. Esse anticorpo foi constituído pelas subunidades alfa e beta do receptor de IL-10 canino, desenhados por nosso grupo de pesquisas e identificados a partir do GenBank (subunidade alfa: 853473.1; subunidade beta: 535581.2). Para isso, foram utilizados 11 cães naturalmente infectados por L. infantum, provenientes da região de Governador Valadares (Minas Gerais), região endêmica para a LV no estado. Esses animais foram avaliados antes e após a imunoterapia em relação aos parâmetros hemato-bioquimicos, imunológicos, clínicos e parasitológicos, demonstrando resultados promissores e enfatizando o importante papel da imunoterapia como estratégia de tratamento na LVC.

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