dissertação
Segurança alimentar e nutricional dos agricultores familiares e seus condicionantes no assentamento Campo Verde, Terenos (MS)
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Editor
Universidade Federal de Lavras
Faculdade, Instituto ou Escola
Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (FCSA)
Departamento
Departamento de Administração e Economia
Programa de Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável e Extensão
Agência de fomento
Tipo de impacto
Sociais
Econômicos
Culturais
Econômicos
Culturais
Áreas Temáticas da Extensão
Cultura
Direitos humanos e justica
Educação
Meio ambiente
Saúde
Tecnologia e produção
Trabalho
Direitos humanos e justica
Educação
Meio ambiente
Saúde
Tecnologia e produção
Trabalho
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODS 1: Erradicação da pobreza
ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável
ODS 3: Saúde e bem-estar
ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 10: Redução das desigualdades
ODS 11: Cidades e comunidades sustentáveis
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 13: Ação contra a mudança global do clima
ODS 2: Fome zero e agricultura sustentável
ODS 3: Saúde e bem-estar
ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico
ODS 10: Redução das desigualdades
ODS 11: Cidades e comunidades sustentáveis
ODS 12: Consumo e produção responsáveis
ODS 13: Ação contra a mudança global do clima
Dados abertos
Resumo
Esse estudo teve como objetivo analisar a segurança alimentar e nutricional dos agricultores familiares do assentamento Campo Verde, Terenos-MS. Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, com pesquisa de campo. Foram realizadas visitas, com aplicação de um questionário semiestruturado, contendo questões sobre o perfil socioeconômico, produtivo e alimentar. A pesquisa contou com 31 participantes, sendo majoritariamente mulheres, casadas e com idade superior a 41 anos. A maioria das famílias reside no local há mais de 10 anos, com núcleos familiares de até quatro pessoas. As condições de moradia foram avaliadas como boas ou ótimas pela maior parte dos entrevistados, com acesso à energia elétrica, água de poço e bens básicos. No entanto, persistem limitações no saneamento, como o uso predominante de fossas negras e a queima de lixo inorgânico. O acesso à saúde existe, mas é dificultado pela distância e pela desativação temporária da unidade local, obrigando deslocamentos para outros assentamentos ou cidades. No aspecto alimentar, observou-se um padrão relativamente saudável, baseado em alimentos tradicionais, com baixo consumo de ultraprocessados. Apesar disso, há forte dependência da compra de alimentos na cidade, especialmente grãos, indicando baixa utilização da terra para produção de autoconsumo. A produção agrícola é limitada, com predominância da pecuária e uso da terra principalmente para pastagem. Existe baixa diversificação produtiva, pouco beneficiamento de produtos e reduzida participação em programas institucionais como o PNAE e o PAA. Embora os lotes tenham tamanho adequado para a agricultura familiar, fatores como escassez de água, falta de assistência técnica e limitações estruturais dificultam a produção. Em relação à segurança alimentar, a maioria das famílias apresenta segurança, com poucos casos de insegurança leve ou moderada, geralmente associados à divisão de renda entre múltiplas famílias no mesmo lote. No campo da agroecologia, muitos participantes não conhecem formalmente o conceito, mas adotam práticas compatíveis, como uso de esterco, controle natural de pragas e ausência de agrotóxicos. O estudo evidencia que, apesar de condições básicas de vida relativamente adequadas, o assentamento enfrenta desafios estruturais que limitam a produção agrícola, a autonomia alimentar e a permanência das novas gerações no campo. Isso reforça a necessidade de políticas públicas com foco em assistência técnica, incentivo à produção diversificada, fortalecimento de cooperativas e ampliação do acesso a programas governamentais, visando promover a soberania e a segurança alimentar das famílias assentadas.
Abstract
This study aimed to analyze the food and nutritional security of family farmers in the Campo Verde settlement, Terenos-MS. It is a quantitative-qualitative study, with field research. Visits were conducted and a semi-structured questionnaire was applied, with questions about socioeconomic profile, production profile and food profile. The research included 31 participants, mostly women, married, and over 41 years old. Most families have resided in the area for more than 10 years, with Family units of up to four people. Housing conditions were rated as good or excellent by most respondents, with access to electricity, well water, and basic goods. However, limitations in sanitation persist, such as the predominant use of septic tanks and the burning of inorganic waste. Access to healthcare exists but is hampered by distance and the temporary deactivation of the local health unit, forcing travel to other settlements or cities. In terms of food, a relatively healthy pattern was observed, based on traditional foods, with low consumption of ultra-processed foods. Despite this, there is a strong dependence on purchasing food in the city, especially grains, indicating low land use for subsistence production. Agricultural production is limited, with livestock farming predominating and land use mainly for pasture. There is low productive diversification, little product processing, and reduced participation in institutional programs such as PNAE and PAA. Although the plots are of adequate size for family farming, factors such as water scarcity, lack of technical assistance, and structural limitations in the production. Regarding food security, most families have security, with few cases of mild or moderate insecurity, generally associated with income sharing among multiple families on the same plot. In the field of agroecology, many participants do not formally know the concept, but adopt compatible practices, such as the use of manure, natural pest control, and the absence of pesticides. The study shows that, despite relatively adequate basic living conditions, the settlement faces structural challenges that limit agricultural production, food autonomy, and the permanence of new generations in the countryside. This reinforces the need for public policies focused on technical assistance, incentives for diversified production, strengthening of cooperatives, and expansion of access to government programs, aiming to promote food sovereignty and food security for settled families.
Descrição
Área de concentração
Desenvolvimento Sustentável e Extensão
Linha de pesquisa
Desenvolvimento e Extensão
Agência de desenvolvimento
Palavra chave
Marca
Objetivo
Procedência
Impacto da pesquisa
Resumen
ISBN
DOI
Citação
OHI, Carline Yumi. Segurança alimentar e nutricional dos agricultores familiares e seus condicionantes no assentamento Campo Verde, Terenos (MS). 2026. 95 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Desenvolvimento Sustentável e Extensão) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.
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